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terça-feira, 15 de janeiro de 2019


Sinopse:
Um romance sobre as histórias que deixamos por contar e sobre as que contamos a nós próprios para sobrevivermos.
Alice tem nove anos e vive num local isolado, idílico, entre o mar e os canaviais, onde as flores encantadas da mãe e as suas mensagens secretas a protegem dos monstros que vivem dentro do pai.
Quando uma enorme tragédia muda a sua vida irrevogavelmente, Alice vai viver com a avó numa quinta de cultivo de flores que é também um refúgio para mulheres sozinhas ou destroçadas pela vida. Ali, Alice passa a usar a linguagem das flores para dizer o que é demasiado difícil transmitir por palavras.
À medida que o tempo passa, os terríveis segredos da família, uma traição avassaladora e um homem que afinal não é quem parecia ser, fazem Alice perceber que algumas histórias são demasiado complexas para serem contadas através das flores. E para conquistar a liberdade que tanto deseja, Alice terá de encontrar coragem para ser a verdadeira e única dona da história mais poderosa de todas: a sua.


Até hoje, sempre que compro um livro por impulso não me arrependo e As Flores Perdidas de Alice Hart não poderia corroborar mais com esta verdade.
A sinopse interessante e uma das capas mais bonitas que já vi até hoje foram, assim, a razão de eu finalmente conseguir começar e terminar um livro – algo que não fazia deste o Verão de 2018 – e, melhor ainda, voltar a ter vontade de comentar uma história.

Não me vou alongar, os comentários extensos fazem definitivamente parte do passado – agora a minha vida é diferente – pelo que me perdoem em antecipação por ser breve e ir direta ao assunto.


As personagens são fascinantes, credíveis e com a capacidade de nos fazer acreditar na verdade por detrás das suas acções e emoções. A protagonista, Alice, seria por si só razão para pegarem neste livro, não só pelas lições que vai aprendendo, como também pela sua história marcada desde cedo pela dor que, felizmente, em momento algum lhe retira a capacidade de ver a beleza contida em tudo o que nos rodeia.
No entanto, os intervenientes secundários são igualmente interessantes. A sua mãe, a sua avó e as amigas que vai fazendo durante o seu percurso, trazem-nos histórias maravilhosas que dão corpo, que enriquecem o enredo principal irrepreensivelmente; mesmo os “vilões” cumprem naturalmente o seu papel, revelando exatamente os monstros que sabemos que existem entre nós. 


Com uma fluidez rara, a bonita escrita do livro de estreia de Holly Ringland prima ainda pelos pormenores, com ilustrações e curiosidades sobre florilogia que são um verdadeiro bónus e se conjugam na perfeição com o texto. Além disto, vale a pena frisar  as temáticas sempre actuais  abordadas, como depressão, ansiedade e violência, representadas com especial cuidado, que juntamente com o drama familiar e as relações afetivas fortes, algumas disfuncionais, e todos os alicerces sobre o norte Australiano nos prendem do início ao fim do enredo – este, tal como todo o texto, emocionante e belo.

Em suma, fiquei fã e vou continuar a acompanhar o percurso literário da autora. 

Título: As Flores Perdidas de Alice Hart
Autora: Holly Ringland
Género: Romance
Editora: Porto Editora

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