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segunda-feira, 24 de abril de 2017
Sinopse: 
Forçadas a fugir de Águas Santas para escapar à fúria de Tomás Rebelo, Leonor e Guida chegam ao porto de Lisboa e confrontam-se com Corvo, o famoso pirata sobre o qual se contam tantas lendas. Horrorizada com a descoberta de que é filha de Diogo, o Açor, Leonor decide disfarçar-se de rapaz quando Corvo a obriga a embarcar no seu navio, protegendo-se assim dos impulsos masculinos. Inconformada com o seu destino,
Leonor resolve fazer tudo para escapar aos piratas. Porém, com o passar do tempo, sente a herança do Açor a despertar dentro dela. O segredo que ensombra o passado de Corvo começa a inflamar a sua curiosidade, enquanto estabelece amizade com os homens que tanto temia. Conseguirá ela regressar a Águas Santas e desmascarar a perversidade de Tomás Rebelo, ou o apelo da liberdade e da aventura, conjugado com a vontade de conhecer o seu verdadeiro pai, tornar-se-á irresistível?

*Primeiramente, um muito obrigado à Sandra Carvalho por me enviar este título autografado, atenções destas fazem a diferenças mas, acreditem, em nada influenciam a minha opinião sobre o seu, já confirmado, talento.*

Começando vagarosamente e ganhando ritmo cadenciadamente, tal como um navio que anseia entrar no mar, insuflar as velas e atingir a velocidade perfeita para a sua viagem, o segundo livro das Crónicas da Terra e do Mar acabou por me conquistar ao longo do seu percurso e recordar-me os motivos por que sempre sugeri e gostei de Sandra Carvalho
Dando continuidade à história de Leonor e a sua companheira de fuga, Guida, a narrativa torna-se mais abrangente a outras personagens e oferece uma perspectiva interessante sobre piratas e a sua influência na História de Portugal. Uma vez mais, uma pitada de romance e magia tornam-se aliados de um texto que vai tendo momentos cativantes de acção, intercalados com os dilemas íntimos dos protagonistas. 

Após conhecermos a história de amor de Constança e Açor, a terra especial de Águas Santas e termos um primeiro olhar pelo lado mais negro da cobiça e da nobreza portuguesa, Filhos do Vento e do Mar apresenta-nos uma segunda geração de personagens e um novo cenário cativante para os que desejam saber mais sobre as conquistas marítimas e aqueles que davam as suas vias em alto-mar. 

Bastante diversificada no que respeita a intervenientes, ao longo na narrativa nem sempre foram os protagonistas a cativar-me o que, no entanto, não significou que de um modo geral não me tenham agradado. 
Leonor é, por vezes, um pouco infantil, uma verdadeira fidalguinha que vai encantando pela evolução que vai sofrendo, terminando maravilhosamente. Guida, por outro lado, irritou-me permanentemente, mesmo que compreenda o seu papel e consequentes actos. 
Já no que respeita aos piratas, Corvo em particular, conferiram ao texto um prazer muito singular, com cada um deles, cada uma destas caricaturas, a marcar por particularidades que facilmente fascinam os adeptos de aventura – a Sandra esteve muito bem. 

Aliás, intervenientes à parte, creio que esta é uma obra que dentro do seu género se encontra muito bem trabalhada por parte da autora, valorizando os vários pontos-chave em que se destaca e colocando-a, efectivamente, entre as minhas eleitas desta Sandra Carvalho.

Existe algo de absolutamente fascinante na pirataria, talvez seja o perigo, talvez seja as muitas lendas que lhes estão associadas, quem sabe, até, não é a ousadia e o pecado das suas meras existências, a verdade é que a autora soube explorar cada um destes pormenores, fazendo-me vibrar com as quezílias a bordo, os segredos, os riscos e as histórias contadas a meia-luz regadas de hidromel – o imaginário visual toma facilmente conta do leitor. 

Paralelamente ao cenário mágico em alto-mar e a própria fantasia, leve, que a escritora atribui às suas histórias, o enredo conseguiu prender-me por si mesmo, entre o passado e o presente, pela perspectiva de Leonor mas, principalmente, por Corvo, ambos com antecedentes interessantes e promessas de futuro cativantes – dramas familiares, traições e romances que enlaçam página após página. 

Além do que já vos contei, como referi anteriormente, o leitor pode contar ainda com pedaços da nossa História que conferem veracidade ao que nos é contado. Ou seja, este é um romance que se situa entre o extraordinário, lusófono e young adult mas, ainda assim, abrangente a um público diversificado e que rivaliza com o que se escreve além-fronteiras.

Uma obra de que gostei muito e que sugiro, sem restrições, a todos os fãs de uma aventura em contexto histórico. 

Livro anterior: 
O Olhar do Açor Opinião

Título: Filhos do Vento e do Mar
Autora: Sandra Carvalho
Género: Romance Fantastico; Histórico; YA
Editora: Editorial Presença




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