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Adoradora de literatura em geral.
Viciada em literatura fantástica e romântica.
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sábado, 18 de março de 2017
Sinopse: 
O inimigo já não é o mesmo. O inimigo somos nós.
Eles estão entre nós, eles estão sobre nós, eles não estão em lado nenhum. Querem a Terra, mas querem que seja nossa. Vieram para nos dizimar, mas querem salvar-nos.
Porém, sob estes enigmas esconde-se uma verdade: Cassie foi traída. E também o foram Ringer. Zombie. Nugget. E todos os sete mil milhões e meio de pessoas que viviam no nosso planeta. Primeiro traídos pelos Outros e depois por nós próprios.
Nestes últimos dias, os sobreviventes terão de decidir o que é mais importante: salvar-se… ou salvar o que nos torna humanos.

Se vos disser que não tinha qualquer expectativa em relação a este título estou a mentir, afinal eu fui uma fervorosa apoiante dos dois livros anteriores desta trilogia e a sua premissa foi algo que me prendeu desde as primeiras páginas de A 5.ª Vaga. Aliás, acho que é correcto afirmar que eu estava extremamente curiosa para saber como o autor ia dar a volta aos desenvolvimentos mais recentes e encerrar esta narrativa que tantas vezes me deixou sem folgo. Rick Yancey, estou sem palavras. 

Sucintamente, após conhecermos uma protagonista insana, que entrou automaticamente para o meu top de eleitos de mão dada com o Urso, e nos ter sido apresentado um cenário pós-apocalíptico que fez a invasão extraterrestre de A 5.ª Vaga destacar-se entre os seus pares – mesmo com imensos clichés que acabaram por lhe dar um toque especial –, fiquei desejosa de meter as mãos na continuação, O Mar Infinito
Como um verdadeiro murro no estômago, o segundo título da trilogia teve mais reviravoltas que uma máquina em programa de centrifugação, deixando o leitor, ora confuso ora desesperado, temeroso por todas as personagens a quem se afeiçoou. Acima de tudo surpreendi-me e fui sem dúvida conquistada por novos intervenientes que se tornaram cruciais, neste puzzle de incerteza em que se transformou cada dia da minha muito querida Cassie e que ia muito além da invasão alienista. Desta feita, A Última Estrela era uma promessa das grandes e, na minha modesta opinião, pode cumprir se for lida logo após se ter terminado o antecedente. 

Começando logo após os mais recentes acontecimentos, o término desta história divide-se pelas várias figuras que foram ganhando destaque, todas elas em situações limite e a terem de tomar opções em que a morte é uma possibilidade latente. A verdade ainda está confusa, não há certeza absoluta quanto ao que está a acontecer e a única esperança é, dê por onde der, destruir os planos dos que tanto fizeram para destruir a Terra como a conhecemos. 

Quanto a personagens, Ringer e Cassiopeia estão equivalentes no protagonismo, ambas bastante alteradas no que respeita à imagem inicial e seguindo uma linha que acaba por fazer muito sentido no final. É a humanidade que as une, mesmo que uma seja louca e a outra ultrapasse em muito o que nos caracteriza. Paralelamente, Evan e Zombie acabam por ser remetidos para segundo plano, são os pares das heroínas deste enredo e, como tal, acabam por brilhar nos pequenos incentivos ao desfecho. 

Não sei se vos posso dizer muito sobre as temáticas deste título em particular sem recorrer a spoiler, ou mesmo sem me repetir em relação às opiniões anteriores, mas aqui vai. O enredo tem dois pontos fortes de princípio e que continuam a destacar-se neste último livro, uma abordagem à ficção científica bastante acima da média para literatura young adult e a exploração de afectos e medos primários do Ser humano. Quando se chega ao ponto de relativizar a própria vida, são as emoções e sentimentos que dominam os impulsos e isso é evidente com o decorrer da acção. É agir ou morrer, é morrer a tentar fazer algo ou esperar que a morte chegue e isto altera as perspectivas, certo?

Tive muitas dificuldades durante esta leitura, em acompanhar tudo o que estava a acontecer e em dar-lhe algum sentido de continuidade mas o final, o final é muito bom! Segue todos os preceitos que eu espero encontrar numa boa distopia e, nesse sentido, a história foi salva. Esperava mais mas a verdade é que Rick Yancey manteve a fasquia alta, com uma escrita e um nível de acção que se superavam constantemente, e não me parece justo crucificar a história pela qual me apaixonei por 150 páginas. Ou seja, leiam, leiam mesmo porque vão gostar de saber como termina esta aventura que, de uma forma ou de outra, os destruiu a todos. 

Esta é uma aposta Editorial Presença para os leitores de young adult mas que certamente agradará a qualquer fã de ficção científica

Opiniões anteriores, no blogue: 

A 5.ª VagaOpinião
O Mar InfinitoOpinião

Título: A Última Estrela
Autor: Rick Yancey
Género: FC; YA
Editora: Editorial Presença

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