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A Elphaba...

Adoradora de literatura em geral.
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segunda-feira, 3 de outubro de 2016


Sobre filme: 
A RAPARIGA NO COMBOIO conta com Emily Blunt no papel principal, a perturbada Rachel que, inconsolável devido ao seu divórcio recente, ocupa a sua viagem diária de comboio a caminho do emprego a tecer fantasias sobre um casal aparentemente perfeito que vive numa casa por onde o comboio passa. Um dia, Rachel vê acontecer algo que a perturba e envolve-se num empolgante mistério e numa sucessão vertiginosa de acontecimentos que culminam num twist final surpreendente.

Comentário: 
Mesmo sem nunca me ter verdadeiramente apaixonado pela história escrita, que ainda assim, me soube prender e cativar na mente das suas personagens, confessei desde logo a minha curiosidade sobre A Rapariga no Comboio, sobre a adaptação cinematográfica da mulher que desencontrada de si mesma se inebriava dos outros para continuar, de alguma forma, a existir. Desta feita, quando surgiu o convite para o visionamento, disse que sim a espreitar em primeira mão este filme e é comentário a este pequeno prazer que vos trago hoje. 

«Pouca terra, pouca terra…» 
É com esta onomatopeia a invadir a sua mente que o espectador sente a primeira pontada de expectativa reflectida nos olhos de uma mulher, uma mulher que balança no seu acento, perto da janela, ao ritmo do comboio sem perder de vista o cenário exterior, sem perder de vista outra mulher que abraça um homem, sem perder de vista uma outra mulher que cuida de uma criança. Todos os dias, a mesma mulher, o mesmo comboio, o mesmo exterior e as mesmas rotinas de vidas que poderiam ser suas, de vidas que sonha para si. Um dia, no entanto, algo diferente afecta essas rotinas e ela assiste, como o leitor assiste, a um acontecimento que mudará a sua vida – a vida de Rachel.

«Pouca terra, pouca terra…» 
A viagem prossegue e vão sendo oferecidos fragmentos dissonantes ao espectador que, quanto mais descobre, mais confuso tende a sentir-se ao ser conduzido pela voz destas três mulheres – Rachel, Megan e Anna, interpretadas Emily Blunt, Haley Bennett e Rebecca Ferguson, respectivamente –, que se entrelaçam no presente e se revelam no passado. Com o adensar da intriga, esta ganha os contornos perturbadores tão desejáveis de um thriller psicológico, algo crescente até um final que, como promete, é surpreendente. 

Sucintamente, gostei muito filme, gostei muito mais do que expectava desta visualização e creio que, em parte, isso se deve ao magnífico trabalho do realizador, Tate Taylor, que conseguiu captar as cenas cruciais com a luz e os ângulos certos oferecendo a densidade perfeita da acção. Obviamente que o desempenho das três actrizes principais foi igualmente fantástico, transmitindo a carga emocional necessária à ficção, nos dramas ou na sensualidade, sabendo passar a intimidade e a profundidade desta grande história, que ultrapassa o contexto visual e consegue entranhar-se, como uma segunda pele, nos que a ela assistiram. Muito bom. 

Enfim, eu não sou uma rapariga de cinema, sou uma rapariga de livros e a prova disso são (até ao momento) 544 opiniões de histórias entre páginas e apenas duas assistidas no grande ecrã. No entanto, apesar de não ver muitos filmes, fico sempre curiosa com as adaptações e não tenho problemas em assumir que algumas são tão boas ou melhores que o texto que lhes deu origem – como foi o caso. 
Sem dúvida, um filme que recomendo tanto ou mais que o homónimo livro, com a certeza que vos irá surpreender, mais ainda se conseguirem abrir a mente para a complexidade das personagens recriadas – são maravilhosas. 


Convido-vos, ainda, a espreitar a minha opinião do livro: AQUI

As miúdas no comboio, ou seja, eu e a Sofia Teixeira (autora do blogue Bran Morrighan)
Foto por Gonçalo Paiva

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