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Adoradora de literatura em geral.
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sábado, 20 de agosto de 2016
Sinopse:
Num mundo onde as cinzas caem do céu e as brumas dominam a noite, o povo dos Skaa vive escravizado e na absoluta miséria. Durante mais de mil anos, o Senhor Soberano governou com um poder divino inquestionável e pela força do terror. Mas quando a esperança parecia perdida, um sobrevivente de nome Kelsier escapa do mais terrível cativeiro graças à estranha magia dos metais – a Alomancia – que o transforma num “nascido nas brumas”, alguém capaz de invocar o poder de todos os metais.
Kelsier foi outrora um famoso ladrão e um líder carismático no submundo. A experiência agonizante que atravessou tornou-o obcecado em derrubar o Senhor Soberano com um plano audacioso. Após reunir um grupo de elite, é então que descobre Vin, uma órfã skaa com talento para a magia dos metais e que vive nas ruas. Perante os incríveis poderes latentes de Vin, Kelsier começa a acreditar que talvez consiga cumprir os seus sonhos de transformar para sempre o Império Final…

*Quando leio um livro com a dimensão física e intrincada revelada neste primeiro título da saga MistbornNascida nas Brumas – é extremamente difícil não me alargar na opinião e me dispersar em parágrafo longos. Ainda sim, acreditem, vou dar o meu melhor para o evitar, principalmente no que respeita a spoilers.*

Desde que me conheço, enquanto leitora, que a literatura fantástica é para mim como um ansiado regresso a casa, um lugar reconfortante que se escrito com qualidade consegue superar quase todas as outras viagens entre páginas. Assim, quase dez anos passados após ter descoberto Robert Jordan, era obrigatório para mim conhecer aquele que, após a sua morte, deu vida à sua história, era obrigatório desvendar mais um talento que adivinhava maravilhoso e descobrir um mundo que, previsivelmente complexo, se aproxima do extraordinário. 

Um povo escravizado, submisso, é parte do cenário cinzento, perfeito, para um Império há mais de mil anos dominado por um tirano que tudo controla, que tudo subjuga, quase sem esforço, ao seu poder. É um povo sofrido e sem voz, um povo que sussurra, aquele que O Império Final traz até ao leitor. Um povo que teme a noite como teme as brumas e os seus senhores, também eles temerosos daquele que os reprime e assim exploram, explorando outros sem rosto, sem vida, sem nada – os skaa
Uma sociedade de hierarquia extremamente rígida, onde os ladrões e os nobres dominam como conseguem os que lhes são inferiores, ofereceu a Brandon Sanderson a oportunidade de abordar de forma magnífica uma organização social que se multiplica, conseguindo sempre surpreender. Uma sociedade estruturalmente dominada pela diplomacia e desconfiança em que cada um é controlado pelo valor do seu sangue e o cheiro do mesmo que se entranha marcando, vincando na carne e elevando-se nos corpos dos poucos que no metal encontram alguma salvação – os alomantes
No entanto, até na mais profunda escuridão tem de existir a noção de luz, uma sombra mais ténue, uma falha que se transforme num rasgo de esperança. Até na mais profunda escuridão terá de existir um grupo pouco homogéneo que, sem nada a perder, arrisque a vida para fazer nascer a fantasia. Até na mais profunda escuridão terá de existir alguém que de alguma forma acredite para que se conheça uma amostra de herói de altruísmo egoísta e, também, uma amostra de mulher que só se reconhece no medo e na miséria, uma jovem que se revê na sombra antes de descobrir o valor da indivisibilidade – os nascidos nas brumas. 
Enfim, confesso tinha muitas saudades de heróis assim e tinha, efectivamente, ainda mais saudades de vilões atrozes há muito esquecidos de qualquer noção de humanidade.

Temendo já estar a prolongar-me, permitam-me frisar que a multiplicidade de personagens é extensa no que respeita ao núcleo de intervenientes que considero principais, para lá dos protagonistas – Kelsier e Vin. Estes dois, uma espécie de heróis que fogem às características habituais pelos seus passados e/ou motivações para levar a cabo a sua demanda, têm personalidades muito singulares, pelos seus traumas mas também pelos opostos que representam no grupo de que fazem parte, equilibrando a certeza com a descrença, um olhar visionário com a cegueira total de séculos de escravidão. 
Para lá destes, é impossível ficar indiferente às particularidades de cada um dos outros elementos do bando de ladrões que, nas primeiras páginas, se une por uma causa impossível. Seja pelo seu contributo alusivo ao extraordinário ou por tudo o que cada um desvenda e oferece ao texto, estes servem, principalmente, para nos deixarem ainda mais curiosos pelas suas lacunas e qualidades. São tantos, estes e os outros. 

Como citei anteriormente, existe um vilão que vai sendo construído principalmente na mente do leitor, o Senhor Soberano, uma criatura mitificada na mente de Vin que lhe desconhece o rosto e cuja crueldade associada é aterradora. O seu séquito fiel, de Inquisidores e Impositores, torturadores sublimes, criaturas de pesadelos são algo de que prefiro não falar para que os temam vocês mesmos.
Paralelamente a este género de Deus, religião, existem os nobres, representados belissimamente por personagens como Elend ou Shan, uma vez mais opostos, duas faces de uma moeda fundamental para o funcionamento deste império e que revelam na perfeição como funciona uma boa intriga de corte, jogando com os seus pares e tão depressa parecendo líricos como armas prontas a derrotá-los. 

Por fim, não querendo acreditar que algo de errado existe comigo, não consegui deixar de me fascinar com os muitos piões, figurantes, skaa. A imagem perfeita de povo regrado pelo medo extremo, aos olhos de muitos não chegam sequer a ser números, são corpos a que se questiona inteligência, são sangue e ossos para chocar os seus iguais, algo ao nível do objecto útil e facilmente substituível, sem norte ou dignidade. Dão, juntamente com a glosas no início de cada capítulo, ênfase de forma inteligente ao desenvolvimento do enredo, em minha opinião. 

Em suma, eu podia mesmo passar algumas horas a falar-vos de uma cidade coberta de cinzas, da ausência de cor ou do conforto do silêncio. Poderia falar-vos de morte ou da estranheza do sorriso, da mesma maneira que me perdia em lutas corpo a corpo com poderes fantásticos e batalhas épicas onde morrem milhares. Poderia, até, falar de amor e desgostos ou seres que além de assustadores seriam estranhos à compreensão comum, mas creio que vos tiraria o gozo que é descobrir este mundo construído eximiamente e todas as figuras admiráveis que nele habitam. No entanto, numa próxima opinião, não sei se conseguirei conter-me. 

Por ora, estou maravilhada com esta grande aposta Saída de Emergência que eu espero continuar a descobrir muito em breve. Uma leitura, definitivamente, obrigatória para todos os fãs de fantasia. 

Próximo livro: 

Título: O Império Final
Autor: Brandon Sanderson 
Género: Fantasia


2 comentários :

lilisrm93 disse...

Também adorei!
O segundo livro é um pouco chato; tem mais política e menos acção, mas também gostei!
Falta-me o 3º! Que em Portugal foi divido em dois...

Elphaba J. disse...

Vou agora iniciar a leitura do segundo :) Estou muito curiosa mesmo com a continuação.

Beijinhos & Boas leituras*

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