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segunda-feira, 9 de maio de 2016

Sinopse:
Durante dezoito anos, o destino de Tearling ficou nas mãos do Regente, manipulado pela Rainha Vermelha, uma feiticeira implacável que governa o reino vizinho de Mortmesme. Porém, Kelsea Glynn, sobrinha do Regente, é a legítima herdeira do trono. Quando completa dezanove anos, está pronta para reclamar o que é seu – e assim regressa do exílio com o objetivo de tornar Tearling um reino livre de pobreza, opressão e escravatura. Mas Kelsea é jovem, ingénua e cresceu longe da corrupção e dos perigos que assolam o reino. Cedo lutará pelo trono e pela própria sobrevivência, num caminho de crescimento em que aprende a lidar com uma herança muito pesada.

Queridos leitores, se vocês vissem a minha wishlist de importação não se surpreendiam por, uma vez mais, vos confessar que esta é mais uma história que eu tinha debaixo de olho desde que foi publicada no original. Neste caso em particular, efusivos comentários de leitores americanos que acompanho, assim como uma capa maravilhosa e uma sinopse atractiva foram motivos mais que suficientes para me fazer “dar pulos de alegria” quando soube de mais este lançamento Editorial Presença

Desenvolvendo-se num futuro distante apesar do seu cenário épico que nos recorda a cultura medieval, Erika Johansen apresenta-nos a história de um povo há muito sob jugo tirano, cujo destino está prestes a mudar através da ascensão de uma herdeira ao trono aparentemente esquecida por quase todos. 
Com a sua vida em risco e a sua astúcia levada ao limite desde o início, vamos, assim, acompanhar a tomada de poder desta jovem mulher e os primeiros e decisivos passos que terá de tomar se quiser transformar o seu reino no que sempre que idealizou através da sua formação, enquanto assistimos a uma jornada sublime de crescimento individual, não apenas empática para com a sua protagonista como também por todos aqueles que depressa passam a ser parte integrante no destino de Tearling

Para o primeiro título de uma trilogia, são muitas e relevantes as personagens que se destacam em A Rainha de Tearling, sendo Kelsea, no entanto, o centro das atenções entre todos os outros intervenientes e os olhos do leitor para este mundo. 
Com um começo quase irritantemente ingénuo, devido à sua educação protegida e equilibrada entre disciplina e afectos, é interessante vê-la tomar, aos poucos, conhecimento sobre quase tudo o que a rodeia e o muito que ficou por lhe explicar em relação ao seu reino e ao seu povo. Neste sentido, é muito bom vê-la ser arrojada nas acções sem medo de enfrentar consequências e o desconhecido baseada apenas na sua índole e convicções que lhe conferem um sentido de justiça e lealdade imutáveis e que a farão destacar-se ao longo do livro. No entanto, os secundários não são menos relevantes e muitos são aqueles que se tornam decisivos nas pequenas grandes conquistas da nossa jovem, como é o caso do rude Moca ou do misterioso Rapina, que rapidamente atraem quem lê para os seus passados incógnitos, ou mesmo da simples aia Andalie e o guarda Pen, também eles com segredos e tempos idos que despertam muita curiosidade em Kelsea
Por fim, ainda em relação a intervenientes, só o tio Regente foi demasiado previsível na conduta e desenvolvimentos mas, de certa forma, é compensado por uma Rainha Vermelha de um reino vizinho que influencia tudo e todos e que só irá revelar-se efectivamente no próximo título desta história. 

Narrado como se a própria História de Tearling estivesse a ser rescrita em cada novo acontecimento – algo possível de intuir pelos excertos no início de cada capítulo –, fiquei particularmente agradada pela maneira como enredo se desenvolve e compreendi o porquê de tanto ter ficado por explicar sobre a Travessia e o início do período pós-Travessia. Vejamos, como frisei anteriormente, este texto é construído num cenário futuro e que tem, inclusive, alguma tecnologia e alguns dos maiores pecados contemporâneos, apesar de não deixar de dar a sensação de ser muito rudimentar. Afinal, os livros são um objecto raro, perdido, e a ignorância é uma das armas que vigora entre o poder até à chegada de Kelsea – recordando-vos da sinopse, o povo é submisso, escravizado e o tráfico humano é uma prática comum, quase banal. 
Além de tudo isto, a intriga de corte, entre cortes e mesmo entre um povo corrupto a partir das camadas mais baixas, são factores que para mim, enquanto leitora, são fascinantes e que aliados à magia, por um lado aterradora, por outro libertadora, fizeram definitivamente a diferença entre mais um livro de fantasia (distópico socialmente) e muitos outros que fui tendo o prazer de ler. 

Em suma, esperando não ter sido demasiado vaga ou confusa neste comentário, este é um livro onde o fantástico se encontra quase latente (também ele sempre a espicaçar a curiosidade do leitor) onde as personagens e a acção se destacam para lá do surreal, quer pela estrutura social em que estão inseridas, quer pela maneira como o romance se articula e as apresenta. Os segredos e a veracidade da vertente humana são pontos criados também para enaltecer a história que tão depressa nos foca numa batalha em larga escala como numa luta individual – independentemente do protagonismo do interveniente – com a mesma capacidade de nos cativarem. Há sentimentos fortes e lições importantes, sim, mas não se iludam, também há terror e perdas que agradarão tanto aos mais jovens como aos graúdos que já conseguem outra percepção do universo retratado. 

A meu ver, mais uma excelente aposta Editorial Presença que vai merecer destaque em 2016 e que eu vou querer continuar a acompanhar com grande expectativa. 

Título: A Rainha de Tearling 
Autora: Erika Johansen
Género: Fantasia
Editora: Editorial Presença

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