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sexta-feira, 1 de abril de 2016

Sinopse: 
O corpo de uma jovem é desenterrado numa praia remota, mas o seu desaparecimento nunca tinha sido denunciado. Alguém a mantivera «viva» ao longo do tempo, enviando à família, regularmente, mensagens em seu nome.
Para a detetive Helen Grace, todas as provas apontam para um assassino em série, um monstro distorcido mas engenhoso e hábil – um predador que já matou antes.
À medida que Helen se esforça por destrinçar as motivações do assassino, ela compreende que se trata de uma verdadeira corrida contra o tempo. Uma única falha pode significar a perda de mais uma vida.

Com o tempo para ler reduzido e a disponibilidade para escrever opiniões ainda menor, tenho vindo a apostar especialmente em autores que sei não me desiludirem, dentro dos mais variados géneros. No que diz respeito ao policial, Arlidge é sem dúvida uma das minhas opções, mais ainda, uma escolha de eleição. 
Com uma heroína já conhecida, de excelência nos seus monstros mais íntimos e com um instinto nato para fazer o que é correcto, A Casa de Bonecas é o terceiro título da série com o nome da sua protagonista, Helen Grace, e uma nova viagem à mente conturbada de um serial killer e, para meu deleite, das suas vítimas enclausuradas.

Seguindo um caminho ligeiramente diferente das suas antecedentes, agora que já sabemos bastante sobre alguns dos intervenientes, de destaque ou secundários, esta história acaba por equilibrar a tensão crescente com um mergulho profundo no psicológico da maioria dos que dão vida à ficção, o que pessoalmente me agradou muito. 
Um corpo do passado é encontrado numa praia pouco frequentada e, quase simultaneamente, dá-se o desaparecimento de uma jovem sem deixar rasto. São estes dois acontecimentos, sem aparecente conexão, que servirão de rastilho para que a Esquadra de Southampon volte a ganhar novo ânimo, para que a detective Helen Grace possa dedicar-se aquilo que a distingue entre os seus pares e para que se inicie uma nova e mediática investigação que promete contornos além dos imaginados. 

Muito centrado em todas as personagens, com os capítulos curtos a saltarem entre a nossa detective chefe, alguns dos seus colegas profissionais, o assassino e a sua vítima actual, o ritmo de acção abrandou ligeiramente mas a tensão manteve-se pelo desejo de acompanhar todos os destinos trabalhados. 
Desta feita, no que respeita a Helen, é possível aprofundar a forma como esta mulher madura se sente em relação a questões familiares e aos muitos problemas que a sua profissão e posição na Equipa de Incidentes Graves acarretam, havendo uma ginástica afectiva e emocional constante que cria genuína empatia por si. 
Por outro lado, os seus colegas, em particular Harwood e Lloyd, conseguem mostrar que a vilania tem muitas máscaras e muitas medidas, contrariamente a intervenientes como as detectives Sanderson e Charlie que existem para nos mostrar que o universo arranja sempre compensações para nos fazer seguir em frente. Ou seja, o autor trabalhou novos laços com o leitor que continua a encontrar na multiplicidade de personagens marcantes razões para o turn page

Uma das temáticas mais gritantes nesta obra, e que a diferencia dos suas pares, é a abordagem aos inocentes, aos que vêem as suas rotinas e mundo destruídos inesperadamente e sem razão aparente, temendo pela sua vida a cada momento. Apreciei verdadeiramente a forma como a vítima principal se fundiu com as outras, com as que conhecemos apenas no seu desespero, e como esta se revelou um reflexo de todas as outras apesar de tudo o que as diferenciava antes da situação extrema em que se encontra. É como se, inadvertidamente, o objectivo do criminoso fosse alcançado a um nível emocional, embora distante do pretendido n’A Casa de Bonecas

Igualmente, o assassino de serviço também foge ao padrão comum e quem espera sangue e violência poderá ver logradas as suas expectativas. Esta criatura é simplesmente louca, perturbada de uma forma profunda e, uma vez mais, remete para o trauma familiar que tanto é trabalhado no texto. A sua sobriedade e convicções são assustadoras e a sua insanidade, que em si é tão natural, torna-se verdadeiramente arrepiante. 

Além do que citei, este livro aborda ainda questões relacionadas com as redes sociais e os perigos que lhes estão associados, insistindo verdadeiramente no tema da família e no acompanhamento próximo de múltiplas disfunções e perspectivas deste conceito. 
Enfim, um livro ligeiramente diferente um autor que tem um dom para agarrar o leitor e que, para mim, foi muito bem-vindo. 

Esta é uma aposta de sucesso da Topseller e que quero continuar a acompanhar de perto, o mais brevemente possível com o próximo título da série já publicado – A Vingança Serve-se Quente

Da mesma série, no blogue: 
Um, Dó, Li, Tá Opinião
À Morte Ninguém Escapa Opinião 


Título: A Casa de Bonecas
Autor: M. J. Arlidge
Género: Policial; Thriller
Editora: Topseller



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