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Adoradora de literatura em geral.
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sexta-feira, 4 de março de 2016

Sinopse:
Violet Markey vive para o futuro e conta os dias que faltam para acabar a escola e poder fugir da cidade onde mora e da dor que a consome pela morte da irmã. Theodore Finch é o rapaz estranho da escola, obcecado com a própria morte, em sofrimento com uma depressão profunda. Uma lição de vida comovente sobre uma rapariga que aprende a viver graças a um rapaz que quer morrer. Uma história de amor redentora.

Este livro chegou-me inesperadamente e, num primeiro olhar, tinha muito pouco para me surpreender. Parecia apenas mais um romance young adult, parecia apenas mais uma história sobre conquistas, perdas e primeiros amores, mais um livro com pequenos dramas, criaturas fúteis e dilemas familiares. No entanto, este romance, muito mais do que um simples young adult, revelou-se bastante dissonante dos seus pares com a sua voz apaixonante e intensa, com a voz única de quem sente na primeira pessoa as penas ficcionais e extravasa para o papel uma das muitas histórias dolorosas e silenciosas que são, hoje, um flagelo da nossa sociedade. 
Jennifer Niven escreveu um livro muito, muito especial. 

Não creio que seja necessário ler muito para que, logo no primeiro capítulo, se perceba que este enredo tem tudo para nos partir o coração… e parte. 
Violet e Theodore conhecem-se à beira de um telhado, à beira de uma possível tentativa de suicídio do qual ele resolve salvá-la e, quiçá, salvar-se a si mesmo também. A partir daqui a amizade entre ambos cresce, as aventuras multiplicam-se e o fascínio pela narrativa de ambos não pára de aumentar, com descrições belíssimas, cenários originais e curiosidades várias que não deixarão de surpreender até ao último momento. 

Existem amigos, intervenientes secundários? De facto, existem. Existe a amiga irritante que afinal também é problemática, o badboy que é vitima dos grupos de pares e evidencia o bullying, assim como um melhor amigo e uma rapariga excêntrica que merece ser feliz. Existem vários rostos, entre eles pais maiores e mais pequenos mas, no entanto, este é um texto construído a duas vozes num universo em que se reinventam, onde são extremamente felizes, a duas vozes que absorvem tudo o resto, a voz de Violet e a voz de Finch.

Ela é uma menina que perdeu a sua melhor amiga, a sua irmã, demasiado cedo (não é sempre?) e se sente tão culpada como desassustada sem essa parte de si. Quando a conhecemos ainda não é uma sobrevivente, é apenas uma existência que conta cada dia sem que este conte realmente para si. 
É particularmente bonito ver a transformação de Violet, vê-la ganhar amor pela vida e começar a cimentar o seu próprio querer; é particularmente bonito vê-la começar a crescer e a saborear a vida. Não é a nossa grande personagem, mas é muito agradável e conquista-nos devagarinho até nos prender ao seu coração, um coração Ultravioleta Marcante.

Ele… ele é insanamente espontâneo, apesar de ruminar cada emoção ou acção de si para si. Ele é doente sem muitas vezes compreender até que ponto está doente e os seus estigmas são, possivelmente, uma das coisas mais assustadoras e mais banalmente comentadas e tocadas na nossa sociedade. Theodore Finch sofre de depressão profunda, é bipolar e todos os dias analisa, linearmente, uma forma de suicídio. Ninguém presta muita atenção ao Theodore Finch
Em suma, ele é um protagonista extraordinário, fascinou-me por completo com a sua loucura, com a sua entrega, com a sua capacidade de viver muitas vezes como se o mundo fosse acabar amanhã – porque ele acreditava que o seu mundo podia efectivamente acabar amanhã. Foi fantástico vê-lo desenvolver a sua relação Violet, vê-lo fazer de tudo para tornar sonhos realidade e alimentar-se da ilusão quando o seu mundo era tão... desiludido.

Para além de tudo isto, gostei da fenomenal abordagem às doenças mentais, dos valores descritos e dilemas familiares relatados por omissão, assim como das muitas curiosidades sobre variados temas que a autora foi descrevendo em Fala-me de Um Dia Perfeito. Já agora, também adorei a maneira como fiquei a conhecer o Indiana, mais original e apelativa não poderia ser.
E pronto, não vos vou falar mais sobre esta história. Adorei-a e aos seus protagonistas. Ponto. 

À parte:
Eu sou, completa e absolutamente, contra todos os tipos de discriminação. Vão ouvir-me, sempre que se justificar numa opinião, bradar a minha revolta - a temática desta obra, em particular, mexe bastante comigo. 
A discriminação relativamente às doenças mentais – e não estou a falar das visíveis ao olhar mais distraído – é algo que pode e deve ser travado ao primeiro sinal de alarme que, por sua vez, deve partir de quem está bem, de quem está ao lado e diz gostar. A depressão pode matar e mata duas mãos-cheias de vezes por minuto no mundo. Não é preciso ter algo infeccioso para se sofrer; quem sofre perturbações, muitas vezes simples alterações de humor repentinas, é magoado intensamente por dentro e não consegue, simplesmente não consegue, mostrar as feridas mais profundas que tem. Estejam atentos! Sejam amigos! Protejam-se e protejam os outros, por favor, por vocês e por aqueles que amam. Escutem mais ao em vez de falarem, sugiram mais vezes do que as que opinam e abracem, sorriam e dêem a mão mais do que qualquer outra acção quando encontrarem alguém assim. 

Obviamente, não me canso de recomendar este livro. Uma aposta Nuvem de Tinta, do Grupo Penguin Random House, que superou todas as minhas expectativas e vai ficar num lugar muito estimado do meu coração. Esqueçam o género literário ou o entretenimento – bastante presente, por sinal – esta é uma história que todos devemos ler pelo menos uma vez. 

Título: Fala-me de Um Dia Perfeito
Autora: Jennifer Niven
Género: Romance
Editora: Grupo Penguin Random House



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