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Adoradora de literatura em geral.
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terça-feira, 10 de novembro de 2015

Sinopse:
Victoria Seaton cruzou um oceano. Para trás, deixou tudo o que amava. A sua cidade, Nova Iorque. Andrew, o homem dos seus sonhos. E a casa onde nasceu, agora tristemente vazia após a morte súbita dos pais.
Desamparada, Victoria não tem outra solução que não rumar ao desconhecido. A Inglaterra, um país que que nunca visitou. Aos aristocráticos Fielding, uma família que nunca viu e à qual pertence apenas no papel. A uma herança que não sabia existir. O seu único conforto é a sua irmã Dorothy, a quem protege fingindo ser a mulher corajosa que, intimamente, teme não ser. A alta sociedade britânica rapidamente a põe à prova com as suas regras rígidas, tão diferentes dos modos calorosos e simples do seu país natal. Igualmente impenetráveis são as reacções da família. Quando conhece a avó – a duquesa de Claremont - Victoria não percebe o porquê do seu olhar venenoso e a sua obstinação em acolher apenas Dorothy. As irmãs acabam por ser separadas e Victoria fica à mercê do jovem lorde Jason Fielding, seu primo afastado. Jason é um homem frio, sensual e implacável. Nos salões da moda, é o alvo de todas as atenções, a chama que atrai homens e mulheres, o “felino selvagem entre gatinhos domésticos”. Ele permanece um mistério aos olhos de Victoria, que recusa submeter-se às suas ordens ríspidas. Por seu lado, Jason não sabe como reagir ao temperamento explosivo da jovem americana. A relação de ambos é tão excitante quanto impossível. Sobre ela paira - negra e omnipresente - a sombra do passado com os seus mistérios, segredos e crimes...


Ébria, é assim que por vezes me sinto com palavras doces e finais felizes, romances que terminam com sorrisos e muitas promessas que idealizo cumpridas, lá, onde há lugar apenas para imaginação. 
Com esmero e qualidade, Judith McNaught destacou-se entre um género literário de que uso e abuso para entretenimento, não só pelo retracto de época elaborou como pelos afectos trabalhados, revelando excelência no enredo e nas suas personagens tão emocionantes quanto cativantes, que conseguiram proporcionar-me momentos-chave até um final que me deixou com uma imensa vontade de continuar na companhia da suas palavras, da sua próxima história – já editada pela ASA, com o título Algo Maravilhoso.

Em Para Sempre o começo é trágico para dois jovens em continentes opostos que, repentinamente, se vêm apartados dos que lhes são mais queridos. Mas enquanto ela mantém a esperança num noivado há muito prometido, ele, empedernido, jura a si mesmo nunca mais abrir o seu coração. Felizmente, o destino e parentes idosos, bastante casmurros, convenha-se, têm em mente uma ideia contrária e deliciosa para juntar este par improvável. 
Um primeiro e atabalhoado encontro, que envolve uma carroça partida e um leitão desvairado, é apenas o rastilho de inúmeras peripécias que darão início a uma relação enternecedora, apaixonante, e uma coisa é certa, entre mortos e feridos o amor triunfará de forma tão divertida quanto original, numa comédia sensual de outros tempos que encantará todos os fãs deste género. 

Bem sei que tendo a derreter-me com alguns intervenientes deste tipo de narrativas mimosas, mas acreditem que desta vez tenho todas as razões para adorar a protagonista. 
Eu gostei imenso da Vitoria, do primeiro momento em que a conheci até ao seu final muito merecido. Longe do protótipo de coitadinha, apesar do presente infeliz, esta mulher revela constantemente o seu carácter corajoso, mesmo quando não se sente assim, e uma personalidade espirituosa irresistível, pelo que conseguiu a minha empatia imediata. Jason, por outro lado, irritou-me por diversas vezes, devido ao seu mau-feitio extremo que o torna intratável. Mais, ele não é cavalheiro, não tem princípios e também não respeita o próximo, mas pronto, no final, pese embora tivesse ultrapassado todos os limites, lá consegui perdoá-lo entre resmungos – sou uma romântica, é o que é. 

Já no que diz respeito a personagens secundárias, os destaques vão para a condensa e o duque, os maiores responsáveis por esta história de amor, assim como os empregados da casa de Jason, que contribuíram com momentos verdadeiramente hilariantes. 

Um dos pontos fortes do texto diz respeito às relações afectivas e, neste campo, não só o casal triunfou; gostei da forma como a amizade está espelhada, aquece o coração. Igualmente, a vertente sensual do enredo é composta por descrições cuidadas, sem a necessidade de explicitar, o que permite ao leitor dar asas à sua imaginação nas entrelinhas. 
Por fim, todo o ambiente e sociedade são dados a ver  na perfeição e neste ponto a variedade de cenários, rurais e citadinos, são uma mais-valia, com diversas características e preceitos expostos. 

Sumariamente, esta é uma história encantadora no seu todo e primorosa nos pormenores que, efectivamente, vingará no seu género proporcionando entretenimento de topo. Gostei mesmo. 

Esta é mais uma aposta de sucesso da ASA, para os fãs de Julia Quinn ou Mary Balogh, que eu recomendo vivamente. 

Título: Para Sempre
Autora: Judith McNaught
Género: Romance de Época
Editora: Edições ASA

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