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A Elphaba...

Adoradora de literatura em geral.
Viciada em literatura fantástica e romântica.
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quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Sinopse:
Nathan consegue finalmente escapar do cativeiro. Depois de encontrar o seu pai e de este lhe oferecer um dom poderosíssimo, o jovem completa os três dons que o confirmam como bruxo adulto.
Contudo, o jovem sabe que ainda não se encontra a salvo e que tem de continuar a fugir. Porque de um lado estão os Bruxos Negros que o odeiam e do outro, os Bruxos Brancos que desejam a sua captura. No meio deste conflito, Nathan tem de conseguir encontrar o seu amigo Gabriel e resgatar Annalise, a jovem que ama e que está prisioneira do temível bruxo negro, Mercury. Mas para ser bem-sucedido, Nathan sabe que terá de aprender a controlar o seu próprio poder…

Recordo-me bem o quanto esta trilogia me surpreendeu com o seu primeiro livro, pela violência, pela intensidade das cenas descritas e representativas da podridão que tende a apoderar-se da humanidade. Uma vez mais, encontrei na ficção, no meu imaginário Elphaba, um retracto cru da minha espécie e fascinei-me com as suas personagens, com os caminhos e laços por si trabalhados que me deixaram expectante e curiosa em relação ao que poderia aguardar desta continuação.
Em parcas palavras, evolução é o conceito chave deste enredo que, novamente sob a voz do protagonista, nos mostra o lado negro deste conflito por poder, um conflito sangrento que nos traz novas facções, informações e descobertas, adensando a trama em torno daquele que parece deter no seu destino o de todos os que estão ligados à magia.

Half Wild é, a par de Half Bad, o título perfeito, a ponta do véu que nos leva a viver emocionantemente na pele de Nathan. Agora como bruxo adulto, este jovem sofreu uma metamorfose que o próprio tem de aprender a controlar, uma luta interior que o afecta mentalmente e que nem sempre o leva pelo caminho mais correcto, aquele que o leitor predestina ser o melhor para si. Desta feita, acompanhamos o seu percurso de fuga, o seu encontro com monstros do passado e a sua redescoberta para uma realidade que nunca julgou vir a concretizar-se. Half Wild é o verdadeiro espelho, princípio, desta guerra onde muitos se perderão e outros tantos se revelarão, é o interlúdio perfeito para um final que se adivinha grandioso.

Gosto muito das personagens desta história, dos heróis aos vilões, passando pelos secundários e figurantes, todo o elenco ficcional está bem desenvolvido e dá um brilho ao texto que sem dúvida alguma lhe confere parte do seu valor.
Para lá de Nathan, com o seu amadurecimento emocional, questionamentos e afirmações, gostei imenso de Van e Nesbitt, uma bruxa poderosíssima e com um carisma extraordinário e um sangue misto (meio-bruxo) divertido que se atravessam no caminho do protagonista, assim como adorei rever Gabriel, cada vez mais um interveniente crucial e que me conquistou plenamente pela sua devoção e amizade. Igualmente, gostei de voltar a encontrar Celia, agora numa nova perspectiva, e Marcus, que finalmente se deu a conhecer. A desilusão foi mesmo Annalise, que desde logo causa um formigueiro, bem como Mercury, esperava mais e pior de ambas.

Personagens à parte, continuo a adorar este universo de fantasia urbana muito credível face ao que nos é comum, com o fantástico retratado de forma bastante subtil mas que consegue, de forma absoluta, abstrair-nos da realidade - mesmo quando nos leva a inúmeros cenários que podem ser familiares ao leitor. Gosto, também, das críticas explicitas, as mesmas que no livro anterior, alertando para estereótipos e preconceitos e recordando que cada um vale pelo que é verdadeiramente e não pela sua designação.


Porque creio que ainda não o deixei claro nesta opinião, este livro retracta uma guerra secular entre bruxos brancos e bruxos negros e, sendo o nosso protagonista um sangue misto, Nathan é uma ameaça para o equilíbrio desta sociedade paralela. Isto leva-me, por consequência, a falar dos novos poderes deste jovem e da forma intuitiva como tende para uma das facções. Não vou fazer spoiler, estejam descansados, vou apenas adiantar-vos que a transformação do protagonista e a sua indefinição dão um ênfase muito interessante ao seu poder que extravasa, completamente, tudo aquilo que era expectável de si, mostrando um lado efectivamente, muito apelativo e selvagem.

Em suma, esta é uma fantasia sobre magia mas que se afasta completamente dos clichés habituais, sendo agradável tanto para os jovens como para os adultos, aliás, mais  ainda para estes que conseguem certamente compreender todo o potencial do enredo e explorá-lo com outros olhos.

Uma aposta Editorial Presença que sugiro aos fãs do género literário sem restrições e que estou desejosa de saber como termina. Aprovadíssimo!

Half Bad Opinião


Título: Half Wild - Entre o Humano e o Selvagem
Autora: Sally Green
Género: Fantasia
Editora: Editorial Presença

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