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Adoradora de literatura em geral.
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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Sinopse:
Quando Ana nasceu, o mundo mudou. Durante cinco mil anos, o mesmo milhão de almas renasceu uma e outra vez, guardando consigo a memória das experiências vividas e de tudo o que aprenderam. Mas Ana é nova. Não é nenhuma das almas que todos conhecem desde o princípio de tudo e, por isso, a sua existência é, para muitos, perturbadora.
Temida ou desprezada pela maioria, incluindo a sua própria mãe, Ana quer apenas descobrir quem é e porque nasceu. São essas as razões que a levam a partir em busca de respostas. Mas a perigosa jornada até a cidade Coração é apenas o início da aventura e, contando apenas com a proteção de um amigo inesperado, Ana está longe de imaginar que o seu mistério se prende com o coração da própria cidade.

Se tivesse que descrever esta leitura numa palavra, apesar da acção e dos momentos de tensão, o adjectivo escolhido seria amorosa, pois sempre que recordo o despertar e evoluir da sua protagonista fico efectivamente enternecida.
Com uma escrita simples mas bonita, Jodi Meadows contou-me uma história deliciosa que me fez recordar as minhas primeiras leituras de fantasia, com criaturas mágicas tão assustadoras quanto fascinantes, descrevendo com primor a beleza das emoções de um primeiro amor e oferecendo-me um extraordinário primeiro olhar sobre um mundo completamente novo. É, sem dúvida, uma autora que saberá chegar aos corações mais jovens e que irá promover um regresso doce e nostálgico aos apaixonados pelo universo fantástico.

Como tão bem elucida a sinopse, Ana contrariou o universo em que nasceu, um universo que nos últimos cinco mil anos não conheceu uma nova alma. Só que, para que Ana existisse, teve de desaparecer uma alma antiga e a novidade, como muitas vezes acontece, criou receios e desequilibrou o ceio de uma comunidade, desde sempre, habituada a uma existência de familiaridade entre os seus pares.
Em Incarnate, o primeiro livro da trilogia Newsoul, o leitor vai acompanhar a introdução e integração de Ana na cidade de Coração, o local onde estas almas renascidas prosperam vida após vida, num início temido e atribulado para esta jovem que, até este momento, tinha estado reclusa da mulher que a deu à luz e que nunca a aceitou.
É o princípio de uma jornada que ultrapassará tudo o que Ana poderia esperar e que para além de mudar a sua vida, irá tocar e alterar para sempre a vida desta comunidade.

Como muitas vezes acontece neste género de enredos, o leque de intervenientes é vasto e com apontamentos pertinentes, embora exista um pequeno grupo que se destaca.
Ana, como protagonista, é o fio condutor que centraliza toda a acção e a narradora que acompanhamos até ao final. Esta pequena é-nos apresentada como inocente, ingénua até, devido ao isolamento a que esteve sujeita durante o seu crescimento o que, na minha perspectiva, torna muito curiosa a sua forma de olhar para o que a rodeia, que só conhecia na teoria. Os seus primeiros confrontos com criaturas mágicas mas, principalmente, os primeiros laços de afecto que estabelece, fazem com que a empatia para com o leitor seja imediata, que evolui no texto juntamente consigo, vendo-a desenvolver-se emocionalmente e dar liberdade aos traços do seu carácter forte que sempre foram reprimidos.

Paralelamente a Ana, foi um prazer conhecer Sam, a primeira alma antiga que ela conhece depois de se separar da sua “mãe”. A ligação que se estabelece entre ambos é muito bela, singular, e repleta de pormenores que podem ser encantadores. E apesar de as atitudes deste seu companheiro nem sempre serem as mais correctas, quando compreendemos o simbolismo por detrás das mesmas, juntamente com o resultado final do período que passaram juntos, confesso que dei por mim a suspirar por este par tão bem conseguido. Igualmente, gostei muito de Stef, uma amiga de Sam, e de outras tantas personagens que este apresentou a Ana com a capacidade de não a julgarem, da mesma forma que senti emoções contrárias pelos vilões que, dado o público-alvo da obra, cumpriram o seu papel.


Sendo este um livro de fantasia, que nos oferece uma realidade com nuances incomuns, é pertinente dizer-vos que gostei deste mundo em grande parte sintonizado com a natureza e que, mesmo dentro da cidade Coração, nota uma preocupação com questões ambientais e aproveitamento máximo de recursos. E embora exista alguma tecnologia, difícil de comparar, esta é utilizada conscientemente visando a preocupação com Alcance, o limite de terra onde as almas estão, com a cidade situada no centro – ou pelo menos é essa a ideia com que fiquei.  No que diz respeito a criaturas mágicas, para lá das almas com conhecimentos milenares, são destacados dragões, muito violentos, e silfos, também estes bastante aterradores.

Relativamente a temáticas, existem várias relacionadas com questões afectivas, mas a mais gritante está relacionada com o preconceito. Fica clara a dificuldade em lidar com a diferença, com a estranheza causada por algo/alguém que não é familiar mesmo em entidades, porque no fundo é o que representam as personagens, com um amadurecimento e conhecimentos profundos. Existem mais mensagens e valores que são passados, creiam-me, mas são abordagens leves no decorrer do texto que lhe vão dando significado mas que não são relevantes destacar.

Em suma, este é um livro que adapta perfeitamente aos leitores juvenis e que será agradável para adultos, um livro que se preocupa com aquilo que passa para lá da história e que, acima de tudo, me conquistou pela sua vertente mais romântica.

Esta é uma aposta Lápis Azul, do grupo Individual, para os fãs literatura fantástica que eu recomendo, tenho a certeza que encontrarão boas horas de entretenimento.


Título: Incarnate
Autora: Jodi Meadows
Género: Fantasia
Editora: Lápis Azul


2 comentários :

Femme Trivial disse...

Quero ler :) Este e mais uns quantos da Lápis Azul

Elphaba J. disse...

O catálogo deles está muito interessante para quem gosta de literatura juvenil. A seguir vou ler deles o Rooftoppers :D

Boas leituras*

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