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segunda-feira, 13 de julho de 2015

Sinopse:
As crianças brincam na rua e os pássaros cantam nas árvores quando o agente dos serviços secretos Ethan Burke chega a Wayward Pines, uma terra idílica nas paisagens de Idaho.
A sua missão é clara: encontrar dois agentes federais que desapareceram há dois meses na bucólica localidade. Apenas minutos depois de chegar, Ethan sofre um violento acidente e acorda no hospital: sem documentação, sem telemóvel, sem a sua pasta.
À medida que a investigação avança, as dúvidas são cada vez mais numerosas e inquietantes do que as respostas. Porque não consegue Ethan comunicar, de nenhuma forma, com a mulher e o filho? Por que razão todos duvidam da sua identidade? Qual é o propósito do muro electrificado que circunda a cidade? Impedir os habitantes de sair… ou impedir alguma coisa de entrar?
A cada passo que dá na procura da verdade, Burke afasta-se cada vez mais do mundo que pensava conhecer e do homem que pensava ser. Até que esbarra numa dúvida aterradora: será ele capaz de sair de Wayward Pines?

Quando penso nesta história, e creiam que já reflecti um pouco sobre ela, sinto-me absorvida pela sua insanidade, pela sua capacidade de fazer sentido entre o caos e a loucura que, em várias acepções, dominam a mente do interveniente principal. Confesso-vos, eu não sabia o que encontrar em Wayward Pines – Paraíso, mas aquilo que descobri superou, em tudo, as minhas expectativas.

Mesclando diversos géneros literários, um toque de thriller psicológico, uma boa dose de horror e ficção científica em quantidades que me deixaram eufórica, Blake Crouch conseguiu surpreender-me repetidamente até ao último momento do desenlace, perturbador e condizente com o seu enredo misterioso e inquietante que me deixou ansiosa pela continuação. A sua escrita, bastante cinematográfica, é descritiva na quantidade certa e repleta de acção, jogando com as emoções do leitor, ludibriando-o e captando completamente a sua atenção para o texto viciante. Em suma, esta é, sem dúvida, uma obra de qualidade acima da média e que merece todos os elogios que a crítica lhe possa atribuir.

Distanciando, logo de princípio, a acção de todas as convenções que possam estar associadas a narrativas de investigação policial e que envolvam, ou não, agentes secretos, a história de Ethan Burke começa com inúmeras contradições e lacunas provocadas pelo seu estado de amnésia. Ele sabe que está em Wayward Pines para encontrar dois colegas, agentes, desaparecidos, mas antes mesmo de poder início à sua missão algo corre mal e Burke dá por si perdido e isolado, num local tão idílico quanto hostil, sem conseguir recuperar o seu presente e começando a duvidar do seu passado. Na sua busca pela verdade, Ethan sabe que esta pequena cidade retirada de um sonho é a resposta para todas as suas questões, mas a cada esquina encontra um novo pesadelo e o seu estado de desorientação é total.
Uma coisa é certa, a fachada de normalidade dos residentes transmite o aposto e as revelações, em cada momento de choque, em cada momento de dor, estão muito além daquilo que se possa imaginar.

Talvez por ser tão fácil entrar na pele do protagonista, Ethan, este acaba por ter supremacia sobre todas as outras personagens, tanto sobre aquelas que têm um destaque interessante e oferecem contributos cruciais para acção, como as que são merecedoras de capítulos segundo a sua perspectiva.
Dito isto, a maior parte das sensações arrepiantes e momentos de maior tensão são transmitidos por um homem atormentado pelo passado e preso a algo que o ultrapassa de todas as formas na actualidade. É fácil duvidarmos da sua credibilidade, temer os horrores a que assiste e sentir a adrenalina do impossível quando este se aproxima, pois, contrariamente ao previsível, ele não é um herói no sentido lato da expressão é, isso sim, demasiado humano para conseguir lidar com uma realidade que não compreende.
No que respeita a intervenientes secundários, gostei particularmente dos que rapidamente apelidamos por vilões, da forma como estão caracterizados, das suas expressões, da película de falsidade e monstruosidade que os distancia da humanidade e, ainda, da forma como acabam por surpreender, para bem e para o mal, no final.

O ambiente, o permanente mau-agouro que se sente durante toda a trama é aterrador. O leitor sabe que algo não está certo e até descobrir o motivo vai soar as estopinhas pela sua personagem. Macabro é, efectivamente, um dos adjectivos que poderei usar para descrever o cenário distópico de Wayward Pines, assim como os figurantes que nela habitam, irritantes, sem sentido e que facilmente levam à alienação do concreto. As pistas deixadas, pelo enigma que se adensa capítulo após capítulo, são actos falhados para uma mente sã e a maneira como engenhosamente fui embalada ainda me perturba, ainda me deixa no papel de Ethan.


Enfim, não há mesmo muito que possa dizer-vos que não seja um spoiler deste primeiro título – provavelmente no segundo livro andarei ainda mais perdida – mas a verdade é que as revelações têm uma cadência tão perfeita e o segredo está guardado de forma tão bem estruturada que sobra muito pouco para ser dito. Preparem-se simplesmente para ser surpreendidos, violentamente surpreendidos pelo impossível que, aqui, se encontra prodigiosamente fundamentado e elaborado para que não consigam parar de ler, para que fiquem a ansiar pela continuação. 
Se ainda não estiverem convencidos da qualidade da obra, recordo-vos que no passado dia 14 Maio houve a estreia mundial da série, na Fox, que se está a revelar um verdadeiro sucesso – não vos minto, estou em pulgas para começar a ver. Isto é mesmo bom. 

Esta grande aposta da Suma de Letras, pertencente ao grupo editorial Penguin Random House, é para mim uma das revelações do ano, um livro que me marcou e que eu recomendo a todos os que queiram fugir aos clichés dos thrillers habituais, com suspense e entretenimento ao mais alto nível.  

Título: Wayward Pines – Paraíso
Autor: Blake Crouch
Género: Thriller Psicológico; Ficção Científica
Editora: Suma de Letras


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