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domingo, 26 de julho de 2015

Sinopse:
Após ter suportado o que há de pior em Vaughn, Rhine encontra um improvável aliado no seu irmão, um inventor excêntrico chamado Reed. Obtém refúgio na sua casa em ruínas, apesar de as pessoas que deixou para trás se recusarem a permanecer no passado.
Enquanto Gabriel assombra as memórias de Rhine, Cecily está determinada a continuar ao lado de Rhine, embora os sentimentos de Linden estejam ainda divididos entre ambas.
Entretanto, o crescente envolvimento de Rowan na resistência clandestina obriga Rhine a procurá-lo antes que faça algo de irremediável. Mas o que descobre pelo caminho tem implicações alarmantes no seu futuro e no passado que os pais nunca tiveram oportunidade de lhe explicar.

Com muita pena minha, tenho a sensação de que nunca foi dado o devido valor à distópica trilogia O Jardim Químico ou, quem sabe, esta é apenas mais uma daquelas histórias com que a vossa leitora teve um encontro feliz, de empatia e conforto/desconforto imediato, que certamente me deixará emoções e sensações permanentes na memória, mas creio que é mais do que isso.

Está, por estes dias, a fazer três anos que publiquei a opinião de Raptada, o impactante primeiro título desta aventura de Lauren DeStefano, e embora muito tenha mudado no enredo desde então, o meu fascínio pelas palavras desta autora permanece igual. Com uma prosa quase encantatória, é muito difícil não nos deixarmos absorver pela sua realidade ficcional repleta de paralelismos com a actualidade, não nos arrepiarmos, chocarmos e emocionarmos com o destino dos seus intervenientes neste título maravilhoso e contraditório, Separação. Ela escreve maravilhosa e profundamente, acreditem.

Como muitas vezes acontece com as séries, é complicado abordar os volumes seguintes a sem cometer spoilers e este livro em particular, ao colocar um ponto final na história, não é excepção. Assim, peço desde já desculpa por algum excesso de informação sobre o enredo, que começarei por resumir, em meias palavras, até este livro.

Primeiro ela foi Raptada e só por milagre sobreviveu. Foi transformada numa boneca, uma marioneta num palácio de sonho com as suas irmãs-esposas, todas elas enfeitadas e manipuladas, todas elas recordando a volatilidade da existência humana, recordando que a crueldade está logo abaixo de uma camada superficial.
Depois, apaixonada e sufocada, ela fugiu. Ela quis acreditar no mundo e encontrar o seu espelho, mas desiludiu-se. A redoma partiu e deu por sim numa feira ambulante, num circo de horrores e, do tráfico e à prostituição, deu por si mais drogada que acordada e de volta para o lugar de onde tinha partido, em Delírio, com todos os seus medos escondendo-lhe a solução.
Agora, madura e refugiada, Rhine vive num mundo sem ilusões e de esperanças tão pequenas quando a durabilidade da infância no seu universo. Destituída de quase tudo o que nunca a fez perder a coragem, esta mulher quase no final da sua vida, vai ter apenas uma oportunidade para reencontrar o único par que lhe resta, nem que para isso tenha de haver a Separação daqueles que aprendeu a amar. Ela vai dar tudo por tudo por esse olhar, por esse abraço que é o único conforto que lhe resta e aquilo que este lhe oferecerá será, nada mais nada menos, que o imaginável. Sem duvida, um desfecho que vai muito além do que tudo o que o leitor poderia imaginar.  

Exceptuando o irmão de Rhine, Rowan, e o tio de Linden, Reed, todas as personagens pertinentes para esta história já são conhecidas e é na forma como se desenvolvem, questionam e evoluem que despertam o interesse no leitor. Assim, para lá de um Reed meio louco e meio frustrado com a sua existência. que acabará por ser o maior impulsionador de um desenlace perturbador, e de Rowan já demasiado distante da Rhine que conhecemos actualmente, são os de sempre que nos prendem a respiração e nos fazem ansiar pelo próximos capítulo. Sinceramente, depois de tudo o que já disse sobre estas personagens, mais do que vincar qualidades e desfeitos ou dissecar traços de personalidade, acredito que em Separação é chegado o momento de os ver destruir-se para se reconstruirem novamente, face às imensas revelações que vão surgindo.
Medos mesclam-se com desejos, conquistas com esperanças e novas perdas renascidas de verdades absolutas vão fazer com que os intervenientes se tornem maiores e mais frágeis, mas sempre melhores. Compadeci-me, voltei a chocar-me e a arrepiar-me com a perversidade que encontrei em nome de causas, em nome de vontades únicas que destruíram tudo à sua passagem. Enfim, de forma concreta, acho que vos posso dizer que Cecily termina no mesmo patamar de Rhine, ambas presas a um ciclo que dependerá, em grande parte, de si próprias para encontrar a felicidade nas incertezas do futuro.


Felizmente, como acontece em quase toda a literatura de ficção, esta história pode ser lida pela sua vertente de entretenimento, onde o romance e acção são constantes, com momentos de suspense fortes e uma intriga entusiástica que prevalece desde do primeiro livro. No entanto, em cada título, O Jardim Químico soube oferecer algo mais para quem gosta de ver espelhadas as várias faces da sociedade actual e, novamente, as temáticas voltaram a captar a minha atenção.
Com o irmão da protagonista, Rowan, como cabecilha de uma resistência contra os laboratórios do governo, é impossível não estabelecer uma ligação com os grupos de ideais radicais que diariamente são notícia. E, à semelhança de livros anteriores, houve uma vez mais a exploração de dilemas universais relacionados com a imortalidade, agora que já está claro que o abuso de imagem, sempre tão sobrevalorizado, não é mais do que uma ilusão criada por uma sociedade consumista que gira em torno de um estereótipo de belo – é mais clara a vertente de ficção científica. Igualmente, é possível encontrar constantes reflexões morais singulares que nos levam a repensar sobre preços e valores na inconstância da vida e, embora isto não seja uma problemática, eu não consigo ficar indiferente perante figuras ficcionais que mostram tanta manipulação e ambição, que corrompem pares e julgam de forma desmedida por aquilo que acreditam, sem olhar em seu redor.

Enfim, espero não ter cometido muitos spoilers, mas em prejuízo sei bem que vos contei muito pouco sobre este enredo em particular. Não vos minto, acho que este é dos que merece uma oportunidade, dos que deve mesmo ser lido não só pela originalidade e pertinência, mas também porque está, repito-me, extremamente bem escrito, com uma voz peculiar e sincera que sabe chegar a quem lê. Se gostam de distopias, esta é uma que mais tarde se vão arrepender de não ter lido e embora não seja tão violenta como tantas outras é, como disse anteriormente, de uma profundidade muito peculiar.

Esta é uma das minhas apostas de eleição da Planeta Manuscrito que eu vos sugiro sem restrições.

Da mesma série, no blogue:
Raptada Opinião
Delírio Opinião


Título: Separação
Autora: Lauren DeStefano
Género: Distopia; Romance



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