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segunda-feira, 4 de maio de 2015

Sinopse:
A Seleção iniciou-se com 35 raparigas. Agora, com o grupo reduzido a 6, a Elite, a competição para conquistar o amor do Príncipe Maxon é mais feroz do que nunca. Quanto mais perto America se encontra da coroa, mais se debate para perceber onde está verdadeiramente o seu coração. Cada momento que passa com Maxon é como um conto de fadas, instantes cheios de romantismo avassalador e muito glamour. Mas sempre que vê Aspen, o seu primeiro amor, é assaltada pelo desejo da vida que tinha planeado partilhar com ele.
America anseia por mais tempo. Mas enquanto se sente dividida entre dois futuros, o resto da Elite sabe exatamente o que quer e a oportunidade de America para escolher está prestes a desaparecer.

Talvez seja algo relacionado com o facto de eu ser uma romântica incurável ou simplesmente eu e esta história tenhamos tido um raro e feliz encontro de amor à primeira página, o facto é que me apaixonei perdidamente pela série The Selection e a minha viagem por este universo fascinante foi, uma vez mais, ansiada, sôfrega e plena de prazer até ao último capítulo.

Com personagens extremamente encantadores e um universo distópico ligeiro mas interessante, The Elite dá continuação ao processo de escolha iniciado no título anterior, The Setection, com um palácio encantador como pano de fundo onde todos os sonhos e alguns pesadelos aparentam ser possíveis de se tornarem realidade.

Não me canso de o dizer, Kiera Cass tem uma escrita tão simples quanto bonita que envolve o leitor na perfeição. As emoções e a visualização do espaço onde decorre a acção, que apesar de restrito abunda em possibilidades, são trabalhados com esmero e tanto o charme como a beleza são acessórios permanentes no seu mundo de encantar, que procura evidenciar a futilidade face ao real e recordar valores esquecidos, perdidos, num ambiente de ilusão.

Das 35 jovens seleccionadas para conquistar e competir pelo coração do Príncipe Maxon, são apenas 6 aquelas que agora se mantém no palácio e que podem vir a tornar-se a princesa de Illéa.
America, a mais improvável das candidatas e inesperadamente apaixonada, sente que foi há muito tempo que o seu passado de fome e desgosto ficou para trás, que foi há muito que o acaso mudou completamente o seu mundo e os desígnios do seu coração. Ela, que nunca teve nada, tem agora nas suas mãos a oportunidade de decidir o seu futuro, de decidir se fica com Maxon, que tende a escolhê-la a si, ou com aquele que toda a vida julgou vir a ser o seu par, e que trabalha como segurança no palácio. Uma coisa é certa, nada irá permanecer igual depois da experiência de A Seleção e neste jogo emocionante de sentimentos fortes não existe algo que seja tão linear quanto aparenta.

Quantas vezes é que posso suspirar por um casal de protagonistas sem parecer absurda? Sim, eles têm defeitos, cometem erros e estão constantemente a dar-me vontade de lhes por puxar as orelhas mas, no final, são completa e absolutamente amorosos e eu fico derretida de cada vez que se aproximam. Sim, sou uma enorme fã de America e Maxon e sei desde o princípio que vão ficar juntos – é um facto óbvio, não é spoiler – mas ver as oscilações e evolução desta relação derrete-me o coração.
America passa momentos muito complicados neste livro, embora esteja mais forte e menos inocente face à realidade palaciana, está muito frágil afectivamente e isso vê-se na forma precipitada como faz algumas das suas escolhas. No entanto, e apesar de todo o fascínio que o luxo de alguma forma exerce sobre si, adorei ver como o seu carácter e ideais se mantêm, continuando leal aos seus princípios e valores.
Maxon, por seu lado, despertou em mim sentimentos contraditórios. Sim, ele continua um romântico e cavalheiro incontornável, um homem bondoso com todas as características que um príncipe deve ter mas, para o bem e para o mal, uma centelha calculista, fria e dura revelou-se com a pressão e nem sempre gostei dos seus actos, dos seus gestos que revelaram uma fraqueza que não condiz com a minha menina. Como disse, eles não são perfeitos e nem a forma como as emoções se desenvolvem entre eles, mas há algo inexplicável que os une, que os torna especiais e que fazem deste par o meu eleito do momento.

Em relação a intervenientes secundários este título cativou-me mais que o antecedente, o que é lógico tendo em conta que as candidatas são menos e que a relação entre elas se aprofunda. O primeiro ponto positivo vai para a Rainha Amberly que, embora mantenha uma aura de mistério, se dá a conhecer um pouco melhor, bem como a – já não tão odiosaCeleste que revela justificações plausíveis para o seu carácter maldoso. Não gosto da Kriss, ela é um anjinho e tal mas não a engulo nem por nada e como ela Aspen, aliás não compreendo o limbo deste rapaz, se fosse comigo já estava a fazer continências na outra ponta do reino.
Por fim, uma grande vénia para Marlee, sempre corajosa e extraordinária, a única candidata que eu admitiria ver no lugar de princesa para além da America – pronto, não admitia, ficaria possessa, mas vocês compreendem!

Relativamente a temáticas esta história foi diferente do que esperava mas, confesso, acabou por me agradar bastante. Ou seja, eu esperava mais acção no mundo exterior à redoma em que as seleccionadas estão inseridas mas, embora estas nunca se ausentem, a verdade é que inúmeros factores externos vão até elas tornando o texto igualmente interessante e explicativo.
Gostei imenso de conhecer rebeldes, de que tivesse sido dada a conhecer um pouco da teia que levou ao fim da democracia e transformou o reino no que é hoje e no seu actual sistema níveis, bem como do intensificar das políticas e intrigas de corte, questões que vão, obviamente, interferir que o romance.

E falando em romance, existem momentos verdadeiramente bonitos entre pares – não só entre o meu par eleito – aliados a situações de cortar o folgo que me prenderam completamente à leitura. Portanto, para quem teme que um livro passado quase exclusivamente num palácio seja parado, esqueçam! O livro tem muita acção e momentos tensos, momentos maravilhosos com quase todas as personagens com que o leitor, provavelmente, sentirá empatia, assim como situações muito complicadas que vos deixaram amarrados capítulo após capítulo.

Em suma, Kiera Cass não me desiludiu, pelo contrário, deixou-me em estado de ansiedade e euforia pelo próximo título, no original The One.
Coisas boas: The Elite vai ser publicado já esta semana pela Marcador e os leitores da língua lusa vão poder dar-me o seu feedback muito, muito em breve. E ainda, quem lê em inglês pode não só ler já o The One, como também o quarto dos cinco livros da série, The Heir, que vai ser publicada este mês. E sim, ainda há mais! Todas as short-stories e vários extras vão ser publicados num volume em Hardback no próximo mês de Outubro e o quinto livro da série, ainda sem título, será publicado em 2016. São óptimas notícias, não concordam?

Uma publicação cinco estrelas, para muito em breve, da Marcador que eu recomendo sem qualquer tipo de restrição para os fãs de distopias e romance, mais ainda para todos os que não resistem a uma história de encantar.

Da mesma autora, no blogue:

The SelectionOpinião


Título: The Elite
Autora: Kiera Cass
Género: Romance; Ditopia

Editora: Harper Teen/Marcador

2 comentários :

Ana disse...

Adorei a tua opinião! Mas tentei não ler spoilers xD
Estou super animada para comprar o livro!! :D
Beijos, Ana!

Elphaba J. disse...

Obrigado Ana! Confesso que tentei não cometer spoilers, mas com as continuações de séries não é fácil. Este mês quero ver se ainda leio o *The One*. Também estás a ler Kiera Cass?

Boas leituras* Beijinhos*

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