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sábado, 4 de abril de 2015

Sinopse:
Alvorada Vermelha é o primeiro volume de uma trilogia que tem tudo para conquistar a legião de fãs de Os Jogos da Fome.
Passa-se numa altura em que a humanidade começou a colonizar outros planetas, como Marte. Darrow é um jovem de 19 anos que pertence à casta mais baixa da Sociedade, os Vermelhos, uma comunidade que vive e trabalha no subsolo marciano com a missão de preparar a superfície do planeta para que futuras gerações de humanos possam lá viver. No entanto, em breve Darrow irá descobrir que ele e os seus companheiros foram enganados pelas castas superiores. Inspirado pelo desejo de justiça, Darrow irá sacrificar tudo para se infiltrar na casta dos Dourados… e aniquilá-los!

Sempre que começo uma nova leitura desligo o botão das expectativas, é como se desse um passo para o desconhecido e me abrisse em branco para tudo o que as suas páginas têm para me oferecer – neste caso em particular este foi um passo complicado. A espera por esta narrativa foi longa e as críticas lidas durante o decorrer desse tempo foram às dezenas, o que eventualmente poderia ter sido um problema, poderia ter sido um problema se esta não fosse uma das melhores distopias num universo de ficção científica que eu já tive o prazer de ler na minha vida. Sim, confesso, estou completa e absolutamente siderada com esta história.

Colocando de parte o facto de esta obra se enquadrar nos géneros literários que mais me fascinam, que mais despertam a minha curiosidade, Pierce Brown fez tudo bem feito, tudo! Pegou numa mão-cheia de clichés e fê-los seus, aliando guerra e estratégia, dilemas sociais e familiares, ciência e terror e muito, muito mais num todo que eu considerei perfeito – estamos apenas em Abril mas este já é um dos meus livros ano, acreditem.

Alvorada Vermelha é um murro no estômago, todo ele deslumbramento, sentimentos e emoções. É raiva nascida do amor, é o ódio como alimento para uma paz inalcançável e é o distorcer completo da humanidade no seu expoente máximo para os seus instintos mais primitivos. Alvorada Vermelha é morte e vida de personagens magníficas através de um protagonista que saberá acordar o leitor para o seu melhor, para o seu pior e para a sua incompreensão de ser, recriando o familiar numa soberba surreal, complexamente genial.

Perdoem-me mas não vou repetir-me relativamente à sinopse desde enredo, que se encontra agradavelmente sucinta e transmite o essencial sobre o rastilho que incendiará a história imensa que irão descobrir. No entanto, esta é uma narrativa de pequenos grandes pormenores que se consolidam maravilhosamente e é sobre estes e sobre o seu protagonista que prefiro debruçar-me em seguida.

No que respeita a personagens estas são em número bastante elevado e variam, tal como a postura do herói, consoante o momento do texto em que nos encontramos. Sim, o livro está dividido em quatro partes: Escravo; Renascido; Dourado; Ceifeiro. Não tendo existido momentos mortos, gostei das quatro fases em igual medida por motivos diferentes mas, curiosamente, gostei mais de Darrow numas do que noutras,
As metamorfoses deste interveniente são imensas, física e psicologicamente, ele perde o chão e o coração, ele modifica-se, literalmente, e ressurge para se voltar a perder até se encontrar, novamente, perto do final. Muitas vezes penso se sobreviveria na pele de um interveniente e neste caso tenho a certeza que não teria sobrevivido, jamais teria um quarto da sua força, um quarto da sua frieza, coragem e capacidade de adaptação, capacidade de absorver todas as descobertas e de ultrapassar todas as barreiras que lhe são propostas nos diversos momentos da história. Enfim, ele erra, ele deixa-se seduzir em alguns pontos e desorienta-se em relação aos seus objectivos, mas eu não o consigo julgar, há demasiado em jogo, demasiado que este jovem não sabe sobre os que o rodeiam para falhar no limiar em que se encontra.

Embora fundamentais, os intervenientes secundários têm um papel demasiado específico para que possa falar-vos sobre os mesmos sem cometer spoilers, ainda assim vão rir-se com alguns, vão temer a maioria e vão lamentar a perda de outros tantos que, mesmo que pertencentes a este universo por breves momentos, deixarão saudades, deixar-vos-ão a perguntarem-se como estão e sobre o seu futuro – e nisto o autor é bom, na capacidade de entranhar afectividade, de criar repulsa.

Todo o texto é bastante cru e os acontecimentos sucedem-se em catadupa, existindo um bom equilíbrio entre a acção e as descrições – afinal de contas o livro passa-se em Marte, em diferentes locais de Marte, e é dada uma visualização dos espaços. Igualmente, cada uma das partes acima citada é tão intensa que, mesmo que a obra seja lida em dois dias, a absorção de quem lê pelo que acontece entre páginas é quase inexplicável; dei por mim a sentir os meses passados entre Escravo e Dourado, a sentir o cansaço e o peso que Darrow como meu, positivamente desorientada no factor tempo.


Para além das fontes, dos guias utilizados pelo autor, adorei o facto de pegar na nossa História, em bases filosóficas e literárias milenares para justificar o presente futurista, incluindo traços da mitologia romana para dar contornos singulares e extremamente pertinentes ao enredo. E sim, como em todas as distopias, são várias as questões intemporais levantadas no jogo de poder que é trabalhado através da sociedade dividida por castas, mas também dilemas morais, científicos ou mundiais actuais. O livro é um puzzle imenso, um puzzle intrincado tão revoltante quando introspectivo que para alguns pode transcender a ficção – como aconteceu comigo.

Quanto à escrita do autor, depois de tantos elogios, como devem imaginar, nada tenho a apontar. Gostei da forma como mesclou o ritmo da acção, da forma como introduziu temáticas sem nunca esquecer o pilar da obra, o romance, a desigualdade, a esperança. Tanto os momentos mais emotivos como os mais violentos conseguiram tocar a minha sensibilidade, conseguiram colocar-me no papel das figuras ficcionais e eu não posso pedir mais – se um dia escrevesse algo era este o patamar gostaria de alcançar; este é maior elogio que posso fazer a um escritor.
Por fim, bem sabem que não tenho o hábito de recorrer a outros títulos para fazer comparações mas há tantos espelhos invertidos nesta história que não resisto, senti afectivamente um sussurrar de Game of Thrones, The Hunger Games e, pasmem-se, Frankenstein durante a leitura… conseguem imaginar uma pitada dos elementos de cada uma destas obras numa só? Enfim, eu avisei, o autor fez o trabalho de casa com nota máxima.
(Convido-vos a espreitar o site da trilogia: http://www.redrisingbook.com/)

Uma aposta gigante da Editorial Presença, um grande presente para todos os fãs do género que não devem perder a oportunidade de folhear esta história e deixarem-se absorver pelo universo desta trilogia, que conta já com o segundo título publicado no original, Golden Son, e o terceiro anunciado, Morning Star – eu quero-os!


Título: Alvorada Vermelha
Autor: Pierce Brown
Género: Distopia; Ficção Científica
Editora: Editorial Presença

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