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terça-feira, 17 de março de 2015

Sinopse:
Uma jovem rapariga surge dos bosques após sobreviver a um rapto aterrador. Cada mórbido pormenor da sua história é verdadeiro, apesar de incrível. Dias mais tarde é descoberta outra vítima que sobreviveu a um rapto semelhante.
As investigações conduzem a um padrão: há alguém a raptar pares de pessoas que depois são encarcerados e confrontados com uma escolha terrível: matar para sobreviver, ou ser morto.
À medida que mais situações vão surgindo, a detetive encarregada deste caso, Helen Grace, percebe que a chave para capturar este monstro imparável está nos sobreviventes. Mas a não ser que descubra rapidamente o assassino, mais inocentes irão morrer?

Sim, eu tinha expectativas elevadas. Sim, elas foram absolutamente superadas e a partir do momento em comecei a folhear este livro só parei quando terminei – em menos de 24 horas.

Cru e viciante, intenso e desesperante, Um, Dó, Li, Tá tem o dom de consumir o leitor na busca pela verdade enquanto o envolve num enigma perverso e põe a nu a vida de todos os seus intervenientes ficcionais. Nada é tão linear quanto parece e a realidade pode revelar-se a mais cruel de todas as especulações.

M. J. Arlidge tem aquela que eu, na minha inexperiência com este género literário, creio ser a chave de um bom thriller policial: capítulos muito curtos, actos chocantes e bem delineados e desenvolvimentos constantes que inevitavelmente mantêm quem lê em permanente suspense.

Um crime aparentemente isolado transforma-se no início de uma série de assassinatos macabros, em que o homicida conserva limpas as suas mãos. O plano dos crimes é simples, isola-se um par e o que dos dois conseguir matar sobrevive.
Uma inspectora-detective é pressionada para ser célere na resolução deste caso que não consegue compreender e, ao mesmo tempo, tem de lidar com as diversas fragilidades da sua equipa e da sua própria vida. 
Quanto mais se compõe mais intricado se torna este puzzle e, do primeiro ao último momento, o enredo acaba por ultrapassar o expectável até ao seu desenlace perturbador.

Confesso, gostei mesmo desta história e não tenho a menor dúvida que tal se deve, em grande parte, ao leque fenomenal de personagens e às muitas questões que estas levantam durante a narrativa.
Helen Grace, a protagonista, é particularmente controversa na sua forma de estar e agir. Se por um lado, profissionalmente, oscila uma faceta detective durona e exigente com uma personalidade bastante forte, por outro mostra um lado humano tão frágil quanto benevolente que apela à empatia do leitor, conseguindo surpreender quando menos se espera.
Quanto aos intervenientes secundários estes são extremamente diversificados e, quer interajam com o núcleo central do enredo ou de forma singular, todos dão o seu contributo crucial para o adensar arrepiante da história, na busca por respostas ou levantando ainda mais questões, reafirmando as suas imperfeições que os tornam ainda mais cativantes.

No que a problemáticas diz respeito, as relações afectivas são tenuemente abordadas e é dada especial atenção a temas mais sensíveis e que podem mexer emotivamente com o leitor. Estupro, alcoolismo e violência doméstica são disso exemplo, com descrições visualmente impactantes e que, com ou sem ligação directa aos crimes, vão efectivamente tocar susceptibilidades.

Outro ponto estimulante tem que ver com a forma como a narrativa está exposta, com diferentes vozes que se vão intercalando pelos diversos intervenientes, sendo Helen aquela que funciona como fio condutor entre toda a acção. A escrita é, por isso, atractiva no sentido em que existe variados focos atenção com igual nível de interesse, capazes de suscitar a dúvida e que podem, em maior ou menor grau, ser fundamentais para a cena final – de cortar o folgo, já agora.


Não vos vou mentir, este está longe de ser um livro feliz e, talvez por essa mesma razão, deixou-me a morrer de curiosidade para o próximo título, À Morte Ninguém Escapa, que, em princípio, será publicado antes de Março findar. A série Helen Grace conseguiu captar a minha atenção desde o primeiro capítulo até à última página e tornou-se, verdadeiramente, obrigatória.

Mais uma grande aposta da Topseller que, independentemente do género, tem vindo a publicar obras às quais me tenho rendido. Um policial com qualidade de topo que vai, certamente, deixar rendidos os adeptos deste tipo de literatura.


Título: Um, Dó, Li, Tá
Autor: M. J. Arlidge
Género: Policial; Thriller
Editora: Topseller


1 comentários :

Sabores e dissabores literários disse...

Olá!
Este livro já me anda debaixo de olho há já algum tempo e a tua opinião serviu para aguçar ainda mais a minha curiosidade em relação a ele. :)
Beijinhos.

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