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A Elphaba...

Adoradora de literatura em geral.
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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Sinopse:
«Guardo as minhas cartas numa caixa de chapéu verde-azulada que a minha mãe me trouxe de uma loja de antiguidades da Baixa. Não são cartas de amor que alguém me enviou. Não tenho dessas. São cartas que eu escrevi. Há uma por cada rapaz que amei – cinco, ao todo.
Quando escrevo, não escondo nada. Escrevo como se ele nunca a fosse ler. Porque na verdade não vai. Exponho nessa carta todos os meus pensamentos secretos, todas as observações cautelosas, tudo o que guardei dentro de mim. Quando acabo de a escrever, fecho-a, endereço-a e depois guardo-a na minha caixa de chapéu verde-azulada.
Não são cartas de amor no sentido estrito da palavra. As minhas cartas são para quando já não quero estar apaixonada. São para despedidas. Porque, depois de escrever a minha carta, já não sou consumida por esse amor devorador. Se o amor é como uma possessão, talvez as minhas cartas sejam o meu exorcismo. As minhas cartas libertam-me. Ou pelo menos era para isso que deveriam servir.»

Doce, leve e divertido, com uma premissa adorável e uma protagonista tão surpreendente quanto encantadora, este é dos romances young adult que mais prazer me deu ler nos últimos tempos.

Jenny Han tem em mim uma fã na sua belíssima história sobre o amor jovem, mas também sobre o desamor, sobre a família e sobre a amizade; na sua história sobre a impulsividade e a ternura de existências repletas de hormonas, repletas de infinitas possibilidades entre princesas e heróis divididos, quando confrontados com a realidade e ainda perdidos na sua inocência. É uma história com todos os condimentos, com todas as incertezas e as alegrias, com as explosões e os gritos e as lágrimas típicos de quem amadurece, de quem cresce, de quem procura apenas ser feliz. 

Quem nunca se apaixonou? Melhor, quantas vezes se apaixonou o leitor durante a adolescência?
Lara Jean apaixonou-se cinco vezes e cinco vezes escreveu uma carta íntima, tão sua e tão singular que nunca deveria ter sido lida por ninguém. Foram cinco as cartas de despedida, cartas de emoções desgarradas para lavar a alma e ressuscitar o coração, cinco cartas que serão libertadas num momento de mudança crucial na sua vida e que a deixarão à beira da loucura, alterando completamente o rumo do seu âmago e dando início a uma narrativa absolutamente deliciosa.

As personagens, de um modo geral, são todas atractivas, mas a principal é qualquer coisa de fenomenal. Lara Jean é a protagonista, é perfeita porque conseguiu despertar em mim todo o tipo de sentimentos ao longo do texto. Eu irritei-me com ela, compadeci-me de si e a maior parte do tempo considerei para lá de querida, adorável, o tipo de miúda com quem passaria horas a conversar sem nunca me cansar da sua personalidade forte, das suas peculiaridades e do seu jeito, às vezes torto, de quem aprende a amar. Ela é verdadeiramente uma grande personagem a que nenhum leitor ficará indiferente com os seus traços tão singulares. 
Depois existe a Margot e a Kitty, as irmãs de Lara Jean, que completam o trio das Meninas Song. Creio que me desiludi com Margot na mesma medida que a protagonista, pois ela era um exemplo, a mais madura, mas ao viajar algo mudou, a perspectiva com que era amada partiu e algo se quebrou com a sua ausência. Já Kitty foi um extra maravilhoso, eu queria tanto ter uma irmã de nove anos como ela! Teimosa e irritante, mas jamais aborrecida, fez da vida de Lara Jean uma aventura a valer e quero muito ver como se comporta no próximo livro – sim, há continuação com publicação prometida pela Topseller.


Ainda no que respeita aos intervenientes, não fosse o título deste livro A Todos os Rapazes Que Amei, os meus afectos foram-se alterando com o folhear, exceptuando pelo papá, grande homem. Mas em relação aos jovens, Peter e Josh, tenho medo de cometer algum spoiler, pelo que digo-vos apenas que estiveram ambos muito bem no seu papel, ora deixando-me numa pilha de nervos – como tão bem sabe fazer o sexo oposto –, ora insuportavelmente doces e irresistíveis. Existem outros, colegas e etc., mas não creio que valha a pena nomeá-los.

Quanto às problemáticas são todas aquelas que dizem respeito à adolescência, às primeiras paixões e à família. Não há nada de particularmente dramático, creio que a magia desta história que é – acreditem – extraordinária, está nas personagens, na forma como estas tocam o leitor e o embalam, de forma encantatória, nos seus pequenos enredos singulares.
Sinceramente, o mérito está todo na escrita de Jenny Han, que faz com que quem lê viva fervorosamente na pele das vidas ficcionais, torcendo e amando por elas, quase desejando lá estar para lhe segurar a mão ou dar aquele empurrão crucial.

Para terminar, apesar de não ter dito muito porque não há, efectivamente, muito a dizer que não seja demasiado para quem não leu ou que devam saber para vos preparar para esta leitura… o livro é divertidíssimo, é muito bom mesmo. Está cheio de pormenores engraçados e curiosos, momentos hilariantes e banais nos quais se irão rever. Enfim, deixem-se apaixonar, esta história merece.

Esta é uma aposta cinco estrelas da Topseller, que me convence e conquista publicação após publicação, recomendável a todos os adeptos de romance, em particular aos fãs de narrativas com personagens jovens adultas.


Título: A Todos os Rapazes Que Amei
Autora: Jenny Han
Género: Romance; Young Adult
Editora: Topseller



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