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A Elphaba...

Adoradora de literatura em geral.
Viciada em literatura fantástica e romântica.
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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Sinopse:
Para trinta e cinco raparigas a seleção é a oportunidade de uma vida.
É a possibilidade de escaparem de um destino que lhes está traçado desde o nascimento, de se perderem num mundo de vestidos cintilantes e joias de valor inestimável, de viverem num palácio e competirem pelo coração do belo Príncipe Maxon.
No entanto, para America Singer, ser selecionada é um pesadelo. Terá de virar as costas ao seu amor secreto por Aspen, que pertence a uma casta abaixo da sua, deixar a sua família para entrar numa competição feroz por uma coroa que não deseja, e viver num palácio constantemente ameaçado pelos ataques violentos dos rebeldes.
Mas é então que America conhece o Príncipe Maxon. Pouco a pouco, começa a questionar todos os planos que definiu para si mesma e percebe que a vida com que sempre sonhou pode não ter comparação com o futuro que nunca imaginou.

Presença assídua na minha lista de desejos há algum tempo, finalmente surgiu a oportunidade de beber as palavras de Kiera Cass e, confesso-me, fui sôfrega, fiquei absolutamente rendida à sua história.
Superando as minhas expectativas, A Seleção é uma distopia profundamente envolvida em romance que despertará os seus leitores para o valor e significado da palavra amizade, enquanto alerta para realidades dissonantes que tão bem espelham as discrepâncias – de hoje, de amanhã e de sempre – da condição humana.

Em algum momento das suas vidas, todas as raparigas sonham com um conto de fadas, com uma utopia que depende exclusivamente do que consideram necessário para concretizar o que idealizaram para a sua felicidade.
America sonha com a garantia de comida na mesa e um lar aconchegante onde possa partilhar o pouco que tem com alguém que não tem quase, quase nada – o seu muito querido Aspen. No entanto o destino é caprichoso e, quando a sorte parece tocá-la, America vê o seu castelo de amor desfeito, ao mesmo tempo que surge a oportunidade por que todas as jovens do reino ambicionam e que nunca desejou para si. A decisão está tomada, 35 foram escolhidas e perante a perspectiva de conhecer um verdadeiro príncipe America não poderia estar menos encantada.

Apesar de este enredo ter um núcleo de personagens bastante diversificado, eu terminei a minha leitura ansiosa por saber mais a respeito dos meninos dos meus olhos, America e Maxon.
Audaz, divertida e inteligente, esta protagonista surpreendeu-me consecutivamente ao longo deste texto, afastando-se do protótipo de perfeição a que muitos livros me habituaram. A forma como lida com todos os intervenientes, o seu olhar sobre o mundo e as suas escolhas relativamente às relações afectivas são alguns motivos que me fascinaram relativamente a esta jovem mulher, artista, sensível e dotada de humor instável.
Maxon, perdão, Príncipe Maxon é um verdadeiro cavalheiro que me conquistou com a mesma facilidade com que deixou as suas súbditas a suspirar à sua passagem. Também ele inteligente, sensível e de personalidade forte, revelou-se página após página com uma evolução muito agradável.

No que respeita às restantes figuras da narrativa, destaco pela positiva Marlee e May, amiga e irmã de America, respectivamente. Elas protagonizam momentos muito divertidos e dão um toque muito especial à história, da mesma forma que Celeste, uma amostra de vilã, desempenha maravilhosamente o seu papel e Aspen é, simplesmente, ele próprio – não gosto deste moço. Todas as personagens têm ainda muito para oferecer e tenho a certeza que todas me vão surpreender, tanto pela positiva como pela negativa.

Já relativamente à forma como é trabalhado o conceito de distopia, este pode em algum momento causar desilusão, isto porque apenas uma pequena parte do livro se debruça sobre as dificuldades sociais e o funcionamento do sistema hierárquico de castas. Ainda assim, tratando-se me uma trilogia, tenho a certeza que o tema será novamente explorado e com maior minúcia, mais que não seja por America ser uma Cinco, uma artista, e Aspen um Seis, serviçal, ambas as castas inferiores. Se é um universo injusto e repressivo, claro que sim, mas existem muitos factores a influenciar este sistema desfavorável aos mais fracos, começando por índoles mais retorcidas, e neste momento tudo pode acontecer,


O que mais gostei, obviamente, foi da vida palaciana a que a protagonista acedeu após estar entre as eleitas. Em parte Big Brother, beleza e futilidade resplandecem em cada canto de um edifício que está para lá do absurdo face à miséria de tantos. Vigiadas e enfeitadas, são na sua maioria verdadeiras bonecas satisfeitas por tentar conquistar um homem que viveu fechado numa redoma, são marionetas tristes que produzem um ambiente pesado, onde a inveja e a maldade espreitam em cada esquina – “todas” querem ser a número um de Maxon.

Em suma, esta história é muito mais que uma distopia comum, é uma história que trabalha as emoções e as personagens, na medida em que estas aprendem constantemente mais sobre si próprias e sobre os outros. E, reafirmo, é uma linda história sobre o amor e a amizade entre dois intervenientes improváveis que, creio, agradará à maioria dos leitores.

Quanto à escrita de Kiera Cassa, é simples e fluida, com diálogos constantes e muitas reviravoltas na acção. Os seus intervenientes são credíveis e conseguem tanto criar empatia como repulsa no leitor. Mais importante, a autora conseguiu prender-me totalmente à ficção, deixando-me desejosa de pegar na continuação desta trilogia, já publicada no original, Elite.

Esta é uma das minhas apostas favoritas do ano que nos chega através da editora Marcador, uma obra que irá conquistar corações e entusiasmar dos adeptos de narrativas futuristas.


Título: A Seleção
Autora: Kiera Cass
Género: Romance, Distopia
Editora: Marcador

Para comprar o livro A Seleção, clique aqui.


6 comentários :

C. disse...

È tão bom encontrar alguém que partilhe do amor por livros ^^ eu de vez em quando também faço umas reviews nas Crónicas de uma Leitora Compulsiva.

Elphaba J. disse...

Olá C.
Acredita que é realmente amor e este livro é lindíssimo. Parabéns pelo blogue ;)

Boas leituras*

ℒ ღ disse...

Ando TÃO curiosa com este livro, depois desta opinião fiquei super ansiosa por me perder nesta história! <3

Elphaba J. disse...

*L* e é para andares! Eu adorei, adorei e adorei este! Acho que não vou aguentar pela publicação em PT e vou comprar em inglês! Estou ansiosa pela continuação.... Já disse que adorei? *.*
Boas leituras**

ℒ ღ disse...

Ah, Elphaba se estás a dizer que não conseguirei aguentar até à próxima saída do livro e tradução, se vou sofrer anos como sofri à espera com Harry Potter e Hush Hush vou fazer como fiz com a série "Anjos Caídos", ir comprando e só ler quando os tiver todos na minha estante!

Elphaba J. disse...

Oh sim, vai coleccionando porque acredito que ficarás ansiosa por ter o segundo livro nas mãos :D

Beijinho*

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