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sábado, 15 de novembro de 2014

Sinopse:
Houve um tempo em que o amor era a coisa mais importante do mundo. As pessoas eram capazes de ir até ao fim do mundo para o encontrar. Faziam tudo por amor. Até matar. Finalmente, no século XXII, os cientistas descobrem a cura para o delírio do amor, uma perigosa pandemia que infecta milhões de pessoas todos os anos. E o governo passa a exigir que todos os cidadãos recebam o tratamento ao cumprirem 18 anos. Quando faltam apenas noventa e cinco dias para a tão aguardada cirurgia, Lena faz o impensável e sucumbe a uma irreprimível e incontrolável paixão…

«Se o amor fosse uma doença, aceitarias a cura?»
Bastou esta simples questão em jeito de premissa para suscitar a minha curiosidade relativamente a esta história, muito antes da sua chegada a terras lusas. E, por muito que a releia, mesmo após ter terminado a minha leitura, não consigo deixar de pensar nos múltiplos caminhos reflexivos a que ela me conduz e que, neste livro, seguem a via do romance, de um primeiro amor, num cenário futuro e distópico que certamente será apelativo para todos os fãs de literatura com personagens jovens-adultas.

Imperdoavelmente, esta foi a minha estreia com Lauren Oliver, uma autora já publicada em português. Assim, confesso-vos desde já que as minhas expectativas para com as suas palavras estavam elevadas e, talvez por isso, não me fascinei tanto quanto gostaria com a sua obra mas, há que ser justa, nada tenho a apontar quer à sua criatividade, quer ao seu cuidado para com o trato das emoções afectivas da faixa etária em questão, factores que tornam esta narrativa deveras interessante.

Como seria viver num universo em que o ser humano fosse incapaz de amar é algo que me ultrapassa, algo que me revolve as entranhas e que Delirium consegue abordar de forma inteligente – o que é por si só um dos pontos positivos do enredo. Pior ainda, é imaginar-me adolescente e ser capaz de o fazer, embora tenha sido criada, educada e manipulada visando o contrário, e estar rodeada de pessoas que, aparentemente, se esqueceram do quão maravilhoso é, simplesmente, sentir. Este é o mundo de Lena.
Lena tem quase 18 anos, recorda-se do amor da mãe, que se suicidou, e sabe que apesar de tudo o que lhe foi incutido nem sempre consegue controlar as suas emoções – Lena tem medo. Assim, quando chega o dia da sua avaliação para uma operação que a tornará incapaz de amar e para que se defina com que tipo de jovem será, literalmente, emparelhada, Lena deseja fazer o melhor possível para ultrapassar esta fase de descontrolo emocional. No entanto, o impensável acontece e algo muito subtil dentro de si começa a mudar nesse dia, o dia em que, sem que ela o saiba, o seu destino começa a mudar também.

Compreendido este primeiro cenário, o livro oferece-nos uma protagonista inicialmente confusa, reprimida e que numa primeira análise se encaixaria perfeitamente na mecânica social dos novos Estados Unidos da América do século XXII. Lena é, no entanto, muito mais do que os primeiros capítulos e acaba por se revelar uma personagem que desperta empatia e entusiasmo crescentes a partir do momento em que se apaixona por Alex, um rebelde infiltrado que acaba por lhe expandir os horizontes revelando que parte da sua existência tem sido baseada em mentiras.

No que respeita a personagens de um modo geral, este par acaba por se destacar e confesso que os restantes intervenientes, como a melhor amiga ou a família de Lena, ficam remetidos para segundo plano por não estarem suficientemente desenvolvidos. Ou seja, sabemos algo sobre eles mas não o suficiente para querermos saber mais.

Apesar da simplicidade com que encaro as personagens que, confesso, não tiveram grande impacto em mim, gostei bastante de alguns pormenores deste texto e, definitivamente, do seu final – quando terminei fiquei com a vontade certa de pegar no próximo volume desta trilogia.
A forma como descrito o regime ditatorial e o modo de vida dos habitantes, as discrepâncias sociais, a apatia generalizada e, principalmente, aquilo que ainda está por revelar desta história, são os motivos que me farão continuar a querer saber mais deste romance, um romance que, por sua vez, vai conquistando com folhear mas que poderia ter chegado um pouco mais do leitor no que respeita à emoção.


Dito isto, é peremptório falar da escrita de Lauren Oliver. Creio que a maior lacuna na forma como descreve o enredo está relacionada com a sua capacidade de dar vida à acção, porque embora ela exista fica presa no papel. As suas personagens são agradáveis, sensíveis – perdoem-me a simplicidade mas são bonitas e feias quando assim têm de ser – e o mundo construído é excelente mas é como se falhasse algo na ligação entre ambos. Tirando esta lacuna que tenho dificuldade em nomear, o livro é bom. Os diálogos são pertinentes, os desenvolvimentos têm o ritmo certo e a curiosidade do leitor acaba por ser estimulada.
Em suma, quero saber como a autora vai trabalhar o livro seguinte pois acredito que conseguirei criar mais laços com a história.

Esta é uma aposta da Alfaguara que, apesar de tudo o que disse, acredito piamente que agradará a um público mais jovem, na mesma medida em que ainda pode surpreender todos os outros leitores.


Título: Delirium
Autora: Lauren Oliver
Género: Romance; Distopia

Editora: Alfaguara 

2 comentários :

ℒ ღ disse...

Gostei da opinião, este livro já está na minha wishlist ;)

Elphaba J. disse...

Eu confesso que pensei que ia gostar mais, sinto que faltou alguma coisa mas espero, sinceramente, que a restante trilogia compense. Para já, este título teve um final muito bom que me deixou ansiosa pelo próximo :)

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