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domingo, 5 de outubro de 2014

Foram cinco os dias que marcaram a cidade, a Mulher, os presentes e os estrangeiros, foram poucos os dias para quem se inebria de momentos marcados pela eternidade das palavras.


Com um galope veloz que mescla sons, imagens e inspiração, o meu segundo dia em Penafiel foi faminto em emoções e sôfrego na necessidade de sentir todo o potencial que as Letras têm de me desmoderar a alma. E tocaram. E transcenderam. E sopram já a minha mente com uma saudade tão tipicamente lusitana.

Escritaria em Penafiel 2014, homenagem à Vida e Obra de Lídia Jorge - 1 a 5 Outubro


Despertei envolta em sussurros, remetida para os diálogos da noite anterior que me falavam de uma criança entrando no nevoeiro junto de sua mãe, uma recordação de afecto marcada pelo silêncio. Despertei para um dia tímido que, tão depressa como me arrepiava o espírito, era já uma promessa de oportunidades que se adivinhavam capazes de superar o expectável.


Uma pequena caminhada para libertar o corpo e um primeiro café numa pequena esplanada para admirar frases soltas e intensas que contagiavam o espaço foram quase, quase suplantadas pelo singular. Surpreendi-me. O grupo O ANDAIME estava na praça e ao meu lado Eunice Muñoz, delicada e esplendorosa, revelou-se o mais belo retrato de todas as emoções que naquele momento preencheram aquela manhã em que se representou Os Memoráveis; a Revolução de Abril invadiu o espaço juntamente com representações de anteriores homenageados. Os sinos tocaram, a realidade tornou-se expectante, suspensa, num momento indescritível por palavras. 
A custo, entorpecida, prossegui. O dia estava apenas a começar.


Nas ruas cruzei-me com Lídia Jorge que estava a dar uma entrevista, acolheu-me no seu abraço com simpatia, e com um sorriso imenso dirigi-me para Venda da Escritaria, um restaurante proibitivo para todos os que não resistem a uma iguaria. O meu palato maravilhou-se e a minha visão perdeu-se na imensidão de frases que cobriam as paredes daquele espaço acolhedor e, no final, muitos foram os que quiseram deixar a sua impressão onde o branco se sentia excluído pela ausência de significados. Esta vossa leitora escreveu: “Alguém que sonha mudar o mundo com a mudança da mente.”; Lídia Jorge disse “que lindo” e eu juro-vos que nunca me vou esquecer daqueles segundos em que sorri, senti a minha e a sua verdade, senti uma vontade de começar realmente a trabalhar os meus sonhos.


Seguiu-se uma conferência, uma mesa repleta de figuras cujas existências foram tocadas pela Autora e que, com sinceridade, declararam gestos, afectos e confidências, palavras, sensibilidades e o orgulho imenso por de alguma forma Lídia Jorge estar presente nas suas vidas. A sala do Museu Municipal de Penafiel esteve cheia de carinho por esta Mulher única, esteve transbordante da “herança literária” que a Escritora semeia em todos nós.


Houve ainda a Entrega do Prémio Jornalístico Escritaria 2014 e mais uma refeição em Venda da Escritaria, em que não consegui estar presente, a que se seguiu um dos momentos mais marcantes de todo este encontro feliz.
21h30, Lançamento do Livro O Organista de Lídia Jorge apresentado por Padre Anselmo Broges
A mesma sala que de tarde se encheu nessa noite foi pequena para a fusão intensa entre a Autora e os seus sequiosos leitores, uma sala que conta muitas histórias e que durante horas se expandiu à dimensão do universo para dar voz a uma fábula sobre o Homem e o Criador, sobre música e o vazio. Soube, depois, que a autora ficou a dar autógrafos até à madrugada do dia que precedeu a magia da apresentação e se saí de lá sem a sua assinatura foi porque tenho a certeza que farei por reencontrá-la em breve.


Penafiel foi nestes dias maravilhosos, como a própria Lídia Jorge referiu em algum momento, uma auto-estrada onde a literatura foi dar, onde a literatura possuiu todos os que dela desejaram fazer parte e isso, leitores, é algo que todos vós deveríeis experienciar num momento das vossas vidas. Sou, agora, alguém imensamente feliz por ter vivido aquele espaço, por ter conhecido uma cidade que ficará gravada de forma muito, muito especial na minha mente.



3 e 4 de Outubro de 2014 mudaram algo em mim.
O meu muito sincero obrigado a todos os que me possibilitaram esta oportunidade, este sonho tornado realidade, uma overdose de experiências felizesSofia Teixeira e Alberto Santos.

Fotos por Sofia Teixeira, autora do blog Bran Morrighan.


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