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Adoradora de literatura em geral.
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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Sinopse:
Há um ano, Neryn nada tinha a não ser um Dom Iluminado que mal compreendia e o sonho vago de que a mítica base rebelde de Shadowfell pudesse ser real. Agora, é a arma secreta dos Rebeldes e a sua grande esperança de fazerem vingar essa revolta secreta contra o rei Keldec, que terá lugar no dia do Solstício de Verão.
O destino de Alban está nas suas mãos. No entanto, para se preparar para a batalha sangrenta que a espera mais adiante, Neryn terá de procurar primeiro o ensinamento de mais dois Guardiães. Entretanto, Flint, o homem por quem se apaixonou, está no limite das suas forças enquanto espião na corte do rei e acumulam-se as suspeitas da sua traição.
A confiança dissipa-se de dia para dia quando a notícia da existência de uma outra Voz chega aos ouvidos dos Rebeldes: uma Voz leal a Keldec, que possui todo o poder de Neryn e nenhuma da sua benevolência ou autoridade arduamente conquistada. Nas vésperas da insurreição, Neryn terá de descobrir uma forma de reconhecer – e explorar – a fragilidade do seu adversário.
Em jogo, está a liberdade do povo de Alban, a possibilidade de os Boa Gente saírem dos esconderijos e a oportunidade de Flint e Neryn se unirem finalmente.

A trilogia Shadowfell foi a minha estreia com a aclamada autora de fantasia épica Juliet Marillier e, sem um outro ponto de referência, creio que foi um começo bastante positivo – vou certamente ler mais obras suas.

Numa realidade em que a magia fervilha tanto quanto deseja ser calada, esta história mostra a jornada eterna do bem contra o mal, uma jornada de libertação como o único caminho possível para se viver em paz. A sua protagonista, uma heroína clássica que evolui através da aprendizagem, não poderia ser um exemplo melhor do género e nem poderia estar melhor acompanhada, com criaturas perfeitas do imaginário maravilhoso e múltiplas caricaturas do ser humano, uma amostra do somos e do que sempre fomos.
A Voz, como os títulos antecedentes da série, é uma narrativa que se tece de valores intemporais e que termina com o culminar de ganhos e perdas, é o espelho daquilo que uma fantasia deve representar com o seu admirável papel na ficção.

*Sendo o terceiro volume de uma trilogia, doravante esta opinião pode conter spoilers para quem desconhece o universo Shadowfell.*

Dando continuidade ao fadado destino de Neryn, este enredo começa onde, com mágoa, o livro anterior nos tinha deixado, entre a comunidade de rebeldes de Shadowfell que se recusa a desistir da sua luta após a perda do seu louvável e estimado líder. Numa batalha contra o tempo, cabe àquela que possui um Dom Iluminado singular reunir conhecimento e convencer os Boa Gente à união, duas armas improváveis – saber e generosidade – as únicas que poderão libertar Alban do jugo do seu rei tirano e da sua rainha louca.
Este é um final que, como prometia, é regado a sangue, coragem e verdade pela junção de todas as existências, poderosos ingredientes utilizados em nome da perpetuação de algo maior, em nome do amor por todas as coisas.

Não há muito que eu vos possa dizer sobre os intervenientes deste texto que já não tenha exposto em opiniões anteriores – links em baixo nesta publicação –, ou, por outras palavras, não há muito que eu vos possa dizer que não deva passar pela vossa própria interpretação e apreciação do rico núcleo de personagens, protagonistas ou secundárias, que Juliet oferece.
Neryn é e será sempre um modelo de heroína, exemplificando com excelência um dos meus valores de eleição, a benevolência, é uma jovem que se transformou numa mulher sábia, sempre aberta à aquisição de sapiência, e que tem como missão repartir o que mais precioso angariou na sua viajem pela libertação da sua terra, amor, compaixão e esperança.

Embora haja o aparecimento de novas figuras, uma jovem com plena de fé ou uma alma manipulada, são já conhecidas do leitor aquelas que se destacam, com mais informações individuais e uma análise mais aprofundada de personalidades. São disso exemplo Keldec e Varda, rei e rainha, os Guardiães, em especial a Dama Branca e o Senhor das Sombras, e até Flint que, uma vez mais, luta intimamente com o seu Dom de Tecedor de Mentes. São muitos os pormenores, os contributos, os toques fundamentais oferecidos por todos os que fazem parte desta narrativa e, tal como os protagonistas, todos contribuem e representam algo fundamental.


Como muitos livros de desenlace não existe muito que eu possa aprofundar, resta-me dizer-vos apenas que o surgimento de uma nova Voz na facção contrária à de Neryn é uma dos acontecimentos mais interessantes, assim como é pertinente a visão da vida palaciana e os desenvolvimentos que proporciona.
Como sempre, Juliet equilibrou a pureza das emoções mais belas com actos de violência e crueldade extrema e eu fiquei verdadeiramente impressionada com ambos. Gostei também, muito mesmo, de todas as criaturas mágicas dos Boa Gente apresentadas, de gigantes a seres de forma indescritível, todos eles inspirados na natureza ou na sua essência, bem como nos quatro elementos.

Em suma, um final emocionante que juntou todas as pontas soltas, respondendo a todas as questões levantadas até ao momento e com direito a uma pequena parte dedicada à imaginação do leitor. Um final quase romântico que permitirá a quem ler um reflexão moral e emocional sobre direitos e valores.

Esta é uma grande aposta da Planeta Manuscrito com público garantido, perfeita para todos os fãs de fantasia.

Shadowfell (Opinião)
O Voo do Corvo (Opinião)

Título: A Voz
Autora: Juliet Marillier
Género: Fantasia Épica





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