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sexta-feira, 27 de junho de 2014

Sinopse:
A descoberta dos Açores, e todo o mistério e aventura que a envolveu, foi o mote para esta obra em dois volumes de Sandra Carvalho. O Olhar do Açor é uma narrativa que entretece com mestria verdade histórica e ficção, a realidade da sociedade portuguesa do século XV e a fantasia das personagens e dos cenários imaginados pela autora. Neste primeiro volume, que se centra nas histórias de vida dos fidalgos, ganham principal relevância as figuras de Constance, uma nobre inglesa enviada para Portugal para se casar com Gonçalves Vaz, senhor da valiosa herdade de Águas Santas; Nuno Garcia, um corsário implacável; Leonor, fruto ilegítimo da paixão de Constance e de Diogo, o jovem corajoso, protegido de Nuno Garcia e que Constance conhece durante a viagem, Guida, a escrava negra que cresceu com Leonor, e Tomás Rebelo, o fidalgo malévolo que deseja assenhorear-se de Águas Santas.

Embora há alguns anos tenha tido a oportunidade de ler uma boa parte de A Saga das Pedras Mágicas e estar ciente das qualidades de Sandra Carvalho, confesso que não sabia o que esperar do primeiro título da sua obra em duas partes, Crónicas da Terra e do Mar, num registo que tende à ficção história – não me desiludi.
Como a maré enchente que vai conquistando cadenciadamente o seu pedaço de areia até atingir a plenitude da maré cheia, O Olhar do Açor foi uma leitura que me foi cativando progressivamente até ao seu final, emocionante, através da sua verosimilhança, dos seus momentos de tensão, com acção constante, plenos de incertezas e pela sua história tão mágica quanto enternecedora, digna de um verdadeiro conto-de-fadas, que principia a narração.

Decorrendo na primeira metade do século XV, o enredo começa por nos mostrar uma Constança, jovem, a embalar a sua pequena Leonor com uma história de amor entre uma dama e um pirata, uma história que a própria jurou guardar em segredo, esquecer, pela sua honra e salvação. Anos mais tarde, é possível observar a evolução e amadurecimento desta protagonista, uma mulher corajosa e forte, apesar de sofrida, uma mulher que estima e acarinha os seus e temerosa pelo futuro, por tudo o que sabemos do seu passado. É impossível não admirar Constança quando, mais sapiente, assistimos às relações que desenvolveu com diversas personagens – há um salto temporal de 13 anos.

Leonor e Guida, senhora e serva, melhores amigas, depressa conquistam o lugar de heroínas outrora pertencente à mãe da primeira.
Protegidas da crua realidade para lá da herdade de Gonçalves Vaz, e apesar de saberem defender-se, são as preocupações do coração que apoquentam estas donzelas, Leonor em particular como futura senhora de Águas Santas, uma das terras mais cobiçadas pela coroa devido às qualidades milagrosas da sua água.
Longe de adivinharem o futuro, fidalga e protegida, partilham a inocência, as paixões e a curiosidade e só posteriormente, quando os perigos se revelam em catadupa e a desgraça for rainha, partilharão a coragem dos mais sóbrios, a sagacidade da sobrevivência e as lágrimas da perda, unidas por um forte laço que as ajudará a ultrapassar todas as dificuldades numa aventura retirada de um verdadeiro pesadelo.

Os intervenientes secundários, com mais ou menor influência na acção, dividem-se entre rebeldes, valorosos guerreiros e fidalgos, entre piratas, bruxos e apaixonados, todos eles com a capacidade de despertar diferentes emoções no leitor. Dito isto, é um livro rico pela diversidade de papéis representados, figuras que espelham na perfeição a multiplicidade dos vários trunfos contidos na narrativa de Sandra Carvalho.

Uma das questões mais fascinantes, pelo menos para os adeptos de literatura fantástica, tem que ver com a aura sombria que se vai entranhando nos primeiros desenvolvimentos, com uma superstição latente que vaticina algo maligno que dará lugar ao inexplicável, uma espécie de magia branca e magia negra, o bem e o mal em doses diferentes e por diferentes elementos que causam expectativa e aguçam a imaginação.

Lendas, boatos e verdades entrelaçam-se entre intrigas, num relato plausível que mistura realidade e ficção, ganham vida quer seja num ambiente pastoril ou na Lisboa dos malfadados, cenários que permitem visualizar de forma sensitiva os acontecimentos e estabelecem empatia com as personagens.


Em suma, uma ficção histórica de aventura que chega com igual facilidade a jovens e adultos, onde é oferecida diversidade de acção, romance e fantasia, através de um enredo cuidado que mitiga a vontade de saber mais.

A escrita de Sandra Carvalho é primorosa durante todo o texto, intercalando momentos de maior descrição com diálogos que fluem com simplicidade.
Gostei das suas singularidades, são disso exemplo as notas de rodapé, a atenção especial dedicada às emoções e a ausência de embelezamento neste retrato de tempos difíceis. 

Pessoalmente, depois deste título passado em terra, aguardo ansiosamente a continuação que nos dará uma maior visão da vida no mar onde, creio, não faltaram corsários e bravos marinheiros. Vingança, amor e adversidades farão, certamente, as delícias de todos os que se apaixonarem pela árdua demanda de Leonor e Guida.

Esta é uma boa aposta Editorial Presença numa autora nacional de talento, que sugiro sem restrições aos fãs deste género.


Título: O Olhar do Açor
Autora: Sandra Carvalho
Género: Ficção história; Romance; Fantasia
Editora: Editorial Presença

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