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sexta-feira, 9 de maio de 2014

Sinopse:
Num deserto gelado mergulhado na escuridão, as linhas entre o bem e o mal, amante e inimigo, nunca são pretas ou brancas, mas desenhadas em tons de meia-noite.
Algo inumano surgiu nos confins gelados do Alasca, deixando uma carnificina indizível na sua esteira. Para a piloto Alexandra Maguire, os assassínios trazem recordações de um evento horrível que ela testemunhou em criança e evocam uma inexplicável sensação de alteridade que há muito tempo sentia dentro de si mesma, mas nunca compreendera totalmente… até que um desconhecido sedutor e sombrio com os seus próprios segredos entra no seu mundo.
Enviado de Boston para investigar os selvagens ataques e parar a matança, o vampiro guerreiro Kade tem os seus próprios motivos para regressar ao frio e proibitivo local do seu nascimento. Assombrado por uma vergonha secreta, Kade logo percebe a verdade surpreendente da ameaça que enfrenta, uma ameaça que porá em perigo a frágil união que formou com a corajosa e determinada jovem que desperta em si as paixões mais profundas e os anseios mais primários. Porém, ao trazer Alex para o seu mundo de sangue e trevas, Kade deverá enfrentar os seus demónios pessoais e o mal ainda maior que pode destruir tudo o que ele mais ama.

Há muito tempo, demasiado, que não me perdia nas palavras de Lara Adrian durante os meus momentos de lazer e o resultado, dada a saudade, foi uma leitura sôfrega e com o à vontade de um regresso a casa, um regresso ardente, perigoso e poderoso na companhia da fascinante Raça.
Sombras da Meia-Noite, o sétimo livro da série Raça da Meia-Noite, faz jus aos seus antecedentes com novas pistas face ao inimigo comum da história, com um casal atractivo e que combina na perfeição e com um cenário diferente e que permite uma interessante abordagem a esta espécie peculiar.

Alexandra, ainda considerada uma forasteira na terra onde procurou abrigo para fugir ao seu passado, é piloto de uma aeronave que distribui alimentos por regiões isoladas até que, certa madrugada, se depara com uma família de seis elementos que lhe é querida brutalmente estropiada, assassinada. Previsivelmente, esta notícia corre pela Internet e acaba por chegar aos elementos da Ordem, no complexo de Boston, que depressa se apercebem da anormalidade da atrocidade cometida, se apercebem que um crime tão horrendo não poderia ter origem num homem ou animal. Desta feita, o guerreiro que melhor conhece o local, Kade, é enviado para o terreno para investigar e, sem que a Ordem desconfie, para combater os seus piores pesadelos.
Escusado será dizer que o par se vai cruzar e, obviamente, entre o cheiro a morte, as incertezas e a desconfiança, crescerá uma atracção soberba entre ambos, o principiar da única emoção que será capaz de derreter o gelo que estes alimentaram em torno os seus corações.

Por factores diversos, confesso que este foi um dos meus livros preferidos da série até ao momento. O primeiro ponto positivo passa por, sem esquecer o romance, apresentar logo nos primeiros capítulos o lado mais negro, violento e sangrento desta espécie vampírica, enquanto fomenta mistérios que acabam por ir sendo revelados, cadenciadamente, nos momentos certos.

Gostei muito do casal principal e das singularidades com que é apresentado. Alexandra e Kade têm imenso em comum, uma sintonia perfeita que se revela nas suas história, nas suas personalidades e nas suas contrariedades, vendo-se à distância a faísca e magnetismo entre eles.
Num contexto mais directo e afectivo, ambos são bastante carentes sem que isso seja evidente através dos seus actos ou postura e, da mesma forma, tanto um como outro são forasteiros, mesmo com um lar, guardando segredos do seu passado que não conseguem admitir e que os fizeram fugir dos seus pesadelos em direcções opostas – ela refugiou-se do Alasca e ele fugiu de lá –, o que não deixa de ser, por si só, uma jogada bastante inteligente por parte da autora. Igualmente interessante, para mim, é o facto de este não ser o livro em que temos de ver aprendizagem ou crescimento por parte protagonistas, já de si maduros e conscientes das suas qualidades e defeitos, para os valorizarmos, mas sim um livro em que assistimos à admissão medos e à criação de um laço que os encoraja e fortalece para enfrentarem os seus traumas.

Quanto a intervenientes secundários, os vilões marcam pontos de uma forma geral, em particular aqueles que não estão directamente ligados ao inimigo comum a todos os livros da série. Achei Jenna, amiga de Alexandra, uma personagem também ela muito interessante e com imenso potencial que, como se verifica pela sinopse do próximo livro, será trabalhado em breve – estou muito curiosa.

Quanto à comunidade vampírica do Alasca, é um pouco diferente de todas as outras apresentadas até ao momento, possivelmente devido ao isolamento a que estão sujeitos. Mas, de um modo geral, apresenta os mesmo atributos de união e estreito laço familiar com as Companheiras de Raça – marcadas por um sinal de nascença em forma de lua crescente com uma lágrima no centro – a serem adoradas pelos machos e com estes, claro está, a mostrarem uma explosão de testosterona que os leva a ter uma personalidade bastante forte e de emoções inconstantes, que os faz ir da ternura extrema à crueldade muito rapidamente.

Para finalizar, embora este livro se passe numa região pequena, com os contornos sociais que tal implica, todos os predicados estão presentes, pelo que o leitor saberá algo mais sobre Dragos, encontrará uma vez mais Esbirros e Renegados e continuará a ter presente a problemática do tráfico humano. O tráfico, em particular de drogas, é outro dos temas presentes, assim como a corrupção.

Em suma, esta é, na minha opinião, uma séria perfeita para os amantes de fantasia urbana, que podem contar com muitos pormenores extraordinários, momentos plenos de tensão e muito sangue, sangue este que pode ser tão sedutor quando repudiante.

Lara Adrian tem talento e isso é irrefutável. As suas narrativas têm uma formula muito própria, com capítulos curtos e uma base que tanto tende ao mistério como ao romance, ambos prendendo o leitor com o mesmo nível de entusiasmo.
A sua escrita é fluida e atractiva, com diálogos pertinentes e descrições breves que não deixam de ser sensoriais e de dar a ver todo o cenário que a autora pretende representar.

Pessoalmente gosto bastante destes livros que, para além me proporcionam um bom entretenimento, com o seu carácter leve, já me aprisionaram à sua história principal deixando-me sempre desejosa de um novo folhear, de conhecer o próximo casal escolhido rumo a um desfecho pelo qual estou cada vez mais expectante. Felizmente o oitavo livro, Portas da Meia-Noite, já está publicado e à minha espera na estante.

Esta é mais uma deliciosa aposta Quinta Essência, para os adeptos de romance, em particular deste género de fantasia sensual que envolve seres de outro mundo.

Da mesma série, no blog
O Beijo da Meia-Noite (Opinião)
O Beijo Carmesim (Opinião)
O Despertar da Meia-Noite (Opinião)
Ascensão À Meia-Noite (Opinião)
O Véu da Meia-Noite (Opinião)
Cinzas da Meia-Noite (Opinião)


Título: Sombras da Meia-Noite
Autora: Lara Adrian
Género: Romance Paranormal; Sensual; Contemporâneo


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