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Adoradora de literatura em geral.
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domingo, 27 de abril de 2014

Sinopse: 
Addison Coleman's life is one big "What if?" As a Searcher, a special type of clairvoyant, whenever Addie is faced with a choice, she is able to look into the future and see both outcomes. So when her parents tell her they are getting a divorce and she has to pick who she wants to live with, a Search has never been more important. In one future Addie is living with her mom in the life she's always known and is being pursued by the most popular guy in school. In the other she is the new girl in school, where she falls for a cute, quiet artist. Then Addie finds herself drawn into a murder investigation, and her fate takes a darker turn. With so much to lose in either future, Addie must decide which reality she's willing to live through... and who she's willing to live without.

Demorou mas foi e valeu cada minuto em que lutei contra a minha falta de tempo para ler algo lúdico em inglês.
Inteligente e inovador, com personagens bem construídas para o seu público-alvo e um enredo que se vai adensando e, assim, aumentando o interesse do leitor, Pivot Point fez justiça à sua excelente cotação no Goodreads (4.07 estrelas) e ao meu desejo imenso de percorrer as suas páginas.

Embora esta tenha sido uma leitura extremamente agradável e, na maior parte das vezes, descomplicada – certamente devido ao grande talento de Kasie West para dar a ver o seu mundo ficcional –, esta é uma história diferente, complexa e repleta de pormenores que a tornam singular. Dito isto, vou tentar expor o meu ponto de vista simultaneamente com as diversas informações que considero pertinentes sobre o enredo e prometo que me esforçarei para não fazer spoilers – vai ser difícil.

Começando pela protagonista, Addison Coleman, ela é uma Searcher e a potencialidade da sua capacidade peculiar tem uma dimensão fantástica. De uma forma simplificada, ela tem o poder de, estando perante várias opções, conseguir indagar os diferentes futuros e, assim, acabar por tomar a escolha que lhe for mais favorável. Portanto, quando Addie tem de escolher com qual dos pais, à beira do divórcio, quer viver, ela faz uso da sua capacidade mas nada, absolutamente nada, a poderia preparar para as proporções, acontecimentos e diferenças que cada futuro reserva para si.
Enquanto personagem principal ela é fantástica, genuína e, independentemente da realidade em que se encontre, dissonante em relação aos seus pares. Ela tem dificuldades em lidar com os seus afectos nos diferentes contextos que lhe são apresentados mas, no entanto, independentemente das variantes, valoriza a amizade, é dona de uma curiosidade inteligente e conquista a empatia de quem lê pelas coisas simples que a cativam.

Uma das grandes dificuldades da escolha de Addie esta relacionada com a diferença entre os ambientes em que ela irá residir se escolher viver com o seu pai ou com a sua mãe. Ou seja, se optar por ficar a viver com a sua mãe irá ficar onde está de momento, no Paranormal Compound onde todos os habitantes desta pequena sociedade – desconhecida do ser humano comum – têm habilidades extraordinárias, mas se, por outro lado, escolher o seu pai irá viver para a realidade que o leitor conhece, mas que é para ela estranha e arcaica. Dito isto, enquanto cenário é o Compound aquele que merece destaque, pelas suas características futuristas, com um desenvolvimento tecnológico extraordinário, e as suas regras de conduta que acabam por marcar caracteristicamente os seus residentes. No entanto, não deixa de ser muito divertido ver a ginástica da personagem lidar com o nosso mundo.

A maior parte da história, para não dizer o todo interessante, é passada na Search de Addison e é este factor que torna o livro maravilhoso e diferente da literatura YA habitual. A protagonista vive, ao longo do texto, duas realidades paralelas através de capítulos intercalados que se passam em simultâneo – conceito que, creio eu, ficou baptizado com o título o filme Sliding Doors. É realmente interessante ver como determinadas vivências em diferentes contextos modificam e influenciam o olhar de Addie, o quanto estas alteram as suas perspectivas e a sua noção de realidade, já para não falar dos acontecimentos, tão diferentes, que ocorrem dependendo da sua escolha.

Por tudo o que disse até ao momento, as personagens secundárias e a sua relevância também se altera consoante a escolha/realidade da protagonista. Se ela ficar a viver com a sua mãe isso despertará em si determinadas reacções e a aproximação de determinadas personagens, todas elas com apontamentos fantásticos próprios dos habitantes do Compound. Desta feita existem três intervenientes que quero destacar: Laila, a melhor amiga independentemente da realidade escolhida e que revela várias facetas dependendo do local onde Addie reside; Duke, o seu par se escolher ficar no Compound, que espelha o típico playboy com um sentido de humor apelativo; e Trevor, um Norms com a capacidade de derreter o coração do público feminino pelo seu lado artístico e atenção para como Addie.

Quanto a pormenores do enredo, este mistura romance, investigação – devido à profissão do pai de Addison – e ficção científica, três géneros que se conciliam harmoniosamente permitindo explorações diversificadas. Num campo emocional, dilemas familiares e a amizade são os pontos fortes, que trabalham bem as emoções da protagonista. Gostei igualmente das capacidades extraordinárias abordadas, maioritariamente relacionadas com a mente, como por exemplo a clarividência e a telecinesia, aptidões que a autora desenvolve com apontamentos interessantes e várias ramificações.
Por fim, quero destacar também o lado romântico da história, que tem momentos enternecedores, e todas as questões relacionadas com a investigação e perigos a que a protagonista acaba por estar sujeita, mesmo que nem sempre devido à sua curiosidade.


Em suma, para quem gosta de YA romântico e fantástico esta é uma excelente opção que, sem esquecer questões essenciais da juventude, oferece algo novo e refrescante no universo maravilhoso, onde não faltam momentos de tensão, sentimentais e curiosos.

Eu ainda tenho alguma dificuldade em avaliar a qualidade de uma escrita em inglês, no entanto ficou clara para mim a simplicidade da linguagem utilizada por Kasie West, adaptada ao público em geral.
As descrições são suficientes para que nada do ambiente desenvolvido seja deixado ao acaso e o mesmo se passa em relação aos pensamentos da protagonista.
Os capítulos são breves, permitindo um virar de páginas célere e a forma como ambas as realidades se cruzam, neste turn page intenso é deliciosa, com um timing perfeito – se é que me entendem.

Eu demorei um pouco a entrar na história, principalmente por falta de tempo para ler, mas confesso que quando tal aconteceu dei por mim a olhar de lado para o livro desejosa de uma oportunidade. O final é extraordinário, muito bom mesmo, tendo sido uma surpresa imensa que me fez encomendar de imediato a sequela desta duologia, Split Second, que conto ler nas férias do verão.

Um livro que, definitivamente, recomendo aos fãs de literatura fantástica young adult. Vão adorar.

Título: Pivot Point
Autora: Kasie West
Género: Ficção Científica; Romance; Policial

Editora: HarperTeen

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