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A Elphaba...

Adoradora de literatura em geral.
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domingo, 23 de março de 2014

Sinopse:
Após a morte do pai, o prestigiado empresário alemão Eric Zimmerman decide viajar até Espanha para supervisionar as filiais da empresa Müller. Nos escritórios centrais de Madrid conhece Judith, uma jovem inteligente e simpática, por quem se enamora de imediato.
Judith sucumbe à atracção que o alemão exerce sobre ela e aceita tomar parte nos seus jogos sexuais, repletos de fantasias e erotismo.
Com ele aprenderá que todos temos dentro um voyeur, e que as pessoas se dividem em submissos e dominantes…
Mas o tempo passa, a relação intensifica-se e Eric começa a temer que o seu segredo seja descoberto, algo que poderia ditar o princípio do fim de uma relação.

Quem segue este meu espaço há algum tempo sabe que, independentemente do quando eu possa saber a respeito de uma história, não tendo a deixar-me levar pela expectativa ou comentários depreciativos. Eu penso que cada história é única para cada leitor e que a sua percepção e interiorização estão dependentes das vivências de cada um e do seu olhar próprio sobre mundo. Digo-vos tudo isto porque eu tinha tudo para especular sobre este livro, eu que nem sou fã de livros eróticos, mas, como não conjecturei, surpreendi-me e gostei realmente da forma como me permiti envolver.

Reformulando o cliché patrão/secretária, Megan Maxwell preparou para os leitores deste género literário uma bomba sensorial que joga com protagonistas opostos numa intensa história de amor e luxuria, complementada com uma rica abordagem cultural, laboral e familiar que termina, como não poderia deixar de ser, com os seus intervenientes rendidos ao enigmático título Pede-me o Que Quiseres – e eles pedirão, acreditem.

Uma avaria no elevador da empresa Müller, uma pastilha elástica de morango e uma situação constrangedora no arquivo entre dois escritórios levam a um convite para jantar e esse jantar, que se inicia aparentemente inocente, será o primeiro passo para mudar a vida de Judith e Eric, duas forças da natureza irremediavelmente atraídas, de mundos diferentes e incapazes de lidar com as emoções para lá dos momentos ardentes a que não conseguem resistir.

O resumo breve acima descrito está, todavia, muito distante do tudo o que esta história tem para oferecer, começando pela interessante disparidade relativa aos personagens principais.
Judith, espanhola de sangue quente, é um verdadeiro furacão no seu dia-a-dia, sem meias verdades e difícil de submeter na sua vida particular. Divertida, genuína e de ideias convictas, ao longo do texto assistimos à sua aceitação progressiva de um universo sexual que começa por transcende-la mas que, devido aos sentimentos crescentes pelo patrão, acaba por aceitar. Como mulher, tem as particularidades de muitas outras numa relação, sendo ciumenta e facilmente irritável mas ao mesmo tempo desejosa de afecto e atenção. Quanto a Eric, alemão característico em muitas das suas acepções, é frio e difícil de descortinar no que respeita às emoções, embora se saiba de antemão que esconde algo do seu passado e, até, do seu presente que não lhe permite ir mais além do trato físico com a Menina Flores.
Com o passar do tempo, ambas as personagens se redescobrem e aprendem com as vivências que vão para lá do sexo, oferecendo-nos um casal desigual que pela primeira vez se verá descontroladamente submetido.

Para quem gosta de livro eróticos a componente do voyeurismo é uma mais-valia interessante e que oferece bastante intensidade ao enredo, tornando o texto pleno de momentos fortes, de descoberta sensitiva e de tensão, que possibilita uma perspectiva, que deduzo fidedigna, para este universo de jogos e prazer. Para os mais curiosos, existe na minha opinião algo de muito próximo com a relação denominador/submissa neste casal, com a interessante possibilidade de haver trocas de poder visando o prazer do parceiro e, da mesma forma, uma maleabilidade que eu só conhecia do swing, sem que se percam os laços afectivos.

Outras das questões do livro que me agradou foi a sua abordagem familiar, em particular relativa à família de Judith que acaba por merecer bastante protagonismo. A ligação entre os seus membros e a necessidade de aceitação mostram uma proximidade tocante, elevando esta história, em parte lasciva, para um patamar de normalidade que lhe atribui credibilidade – qualquer uma das personagens deste núcleo é atractiva. Também devido a este contexto, mas não só, é permitida a interiorização da cultura espanhola com pormenores curiosos, para os quais a própria protagonista contribui permanentemente, quer no que respeita à gastronomia, à música e às relações entre pares – é muito fácil seguir a linha da cultura pop e actual do país em questão.

Como nota final, há ainda um terceiro ambiente interessante, a empresa Müller, onde mais uma vez relações afectivas/laborais proporcionam os seus próprios jogos de poder e interesse, permitindo ainda uma leve abordagem ao estado presente, de crise, do mercado laboral em Espanha. E, ainda, devo frisar também o grupo de amigos de Erik, que poderão ser considerados um quarto cenário deste jogo afectivo, todos na sua maioria pertencentes aos jogos de sedução a que Judith fica rendida, e que provam o quão normais podem ser os praticantes de relações sexuais consideradas mais excêntricas.


Em suma, este é um livro tão romântico quanto sensual, com cenas de sexo explícitas, intensas e criativas. E, embora tudo gire em torno do casal principal, tem também inúmeras nuances cativantes que nos prendem ao texto e nos fazem desejar saber o rumo dos restantes acontecimentos ou personagens.

Quanto a Megan Maxwell, que tive o prazer de conhecer recentemente, confessou que queria fazer algo diferente e creio que conseguiu de forma bastante positiva, brincando com as fantasias, a psique e a sexualidade dos seus intervenientes.
A sua escrita trabalha tão bem os diálogos como as descrições, relativamente às emoções e não só, proporcionando assim um interesse constante que leva a uma leitura fluida que, mesmo nos momentos que possam ser considerados mais chocantes, nos permite encontrar a normalidade nas caracterizações expostas.

Quanto a mim, gostei muito mais deste livro do que julgava possível e, embora ainda não me tenha rendido a este género na sua vertente mais crua, creio que fiquei fã desta trilogia. Já li o segundo livro, Pede-me o Que Quiseres, Agora e Sempre, que será a próxima opinião do blogue, e posso dizer-vos que a história promete, com cenas cada vez mais calientes e problemáticas igualmente atraentes.

Esta é uma aposta Planeta Manuscrito que conquistou milhares de fãs no seu país de origem e que tem tudo para conquistar também os leitores nacionais. Experimentem!


Título: Pede-me o Que Quiseres
Autora: Megan Maxwell
Género: Romance Erótico


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