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terça-feira, 4 de março de 2014

Sinopse:
Camila está em conflito permanente com a sua consciência. Dotada de uma aptidão rara, a que a medicina designa por síndrome de memória superior, tem a capacidade de se recordar ao pormenor de todos os acontecimentos da sua vida, mesmo aqueles que desejaria esquecer. Nesta teia de emoções, onde se misturam passado e presente, amor e perda, culpa e prazer, Camila busca a liberdade que a memória não lhe concede, sobrevivendo entre relações extremas e perversas. Um segredo inconfessável e a frágil fronteira entre sonho e realidade atravessam este romance desconcertante sobre a intimidade de uma mulher perseguida pelas sombras da sua própria história.

É difícil definir um livro que estando extremamente bem escrito tem uma digestão complexa, um livro que necessitaria se ser relido, uma e outra vez, para ser alcançado em pleno.
A Persistência da Memória de Daniel Oliveira, figura pública que admiro, encontra-se num patamar além do entretenimento e esse é possivelmente o seu maior defeito. É um livro que quer falar a pessoas comuns e sobre questões quotidianas através de uma personagem que transcende a compreensão vulgar, uma personagem que para lá da amizade, da volúpia, da dor e das lacunas afectivas espelhadas, conhecidas de quem lê, se encontra alienada de um lugar-comum, daquilo que o leitor entenderá como memória.

Como é descrito pela sinopse, o livro trata os dramas e as alegrias de Camila, uma mulher amadurecida não só pela vida como pela teia rara da sua consciência. Embora a maioria dos seus problemas seja banal e em grande parte de âmbito emocional, devido à sua dificuldade em reconhecer e definir o que sente no presente, são vários os fios que a separam da normalidade, enquanto personalidade conhecida, e como tal exposta, e devido à sua síndrome de memória superior, que a faz percepcionar o mundo através de conflitos temporais, mesclando o agora e o passado com os seus desejos e o que realmente aconteceu num determinado momento.

Senti-me perdida, confesso. Senti que por diversas vezes não acompanhava o ritmo da história e isso foi, simultaneamente, o melhor e o pior deste livro. O pior porque a falta de rumo e de sentido me desprendia do texto e me fazia ter um défice de atenção, algo que nunca sinto durante uma leitura. E o melhor porque tenho a consciência que me senti exactamente como a protagonista se sentiu – e como se sentirá quem possua esta síndrome –, durante toda a sua vida, o que é extraordinário e invulgarmente difícil de conseguir por parte de um autor. Dito isto, quando penso em Camila, palavras como confusão e intensidade cruzam-se com medo e incompreensão na tentativa de a descrever, de descrever alguém que quer fugir ao seu mundo tanto quanto quer chegar mais perto, na ansiedade de ser amada mesmo quando ainda não aprendeu a lidar consigo mesma.

Com uma protagonista tão intensa, que vive dentro de si mesma, e inadaptada para lidar com relações afectivas, as personagens secundárias ainda que relevantes foram absorvidos por si, assim como ela se absorve a ela mesma. Rodrigo, Filipe, David e Leonardo são alguns dos nomes que me recordo, difusos e permeáveis nesta vida que tentou agarra-los enquanto os desprendia, que com eles partilhou o corpo e uma ínfima parte da sua alma.


No que respeita a pormenores, gostei da ligação à arte intrínseca ao texto, que lhe dá título e o equilibra para nos manter presos à realidade neste universo narrativo que acaba por ser tão psicológico, tão íntimo e tão exclusivo de Camila. Também os traumas da personagem, os momentos vividos, de euforia e de tristeza, e as dificuldades inerentes à fama são questões interessantes e que acabam por suscitar a curiosidade e impulsionar o virar das páginas até ao seu final.

Por fim, no que respeita à escrita de Daniel Oliveira, é belíssima como afirmei anteriormente e foi um dos motivos que me fez continuar a ler, isso e as singularidades que poderão descobrir em diversos momentos de introspecção.
Uma nota final para o pilar do livro, a caracterização da doença rara, estranha até, e definitivamente inteligente, pois sendo desconhecida apela à vontade de ler, de saber mais.

Em suma, não sei como sinto em relação a este livro que não é, propriamente, de entretenimento mas sim de reflexão, de descoberta e, até, de análise. Não sou capaz, por isso, de o recomendar aos leitores de romance ou de um género especifico, mas sim a quem procure algo diferente, algo que dê luta e que não tenha pressa de devorar páginas tão intrincadas como a sua temática.

Esta é uma aposta Oficina do Livro para fugir à rotina das possíveis habituais leituras.


Título: A Persistência da Memória
Autor: Daniel Oliveira
Género: Romance


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