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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Sinopse:
Travis Maddox perdeu a mãe quando ainda era criança.
O conselho que ela lhe deu na hora da despedida foi: «Ama intensamente… Luta ainda mais intensamente…»
Travis Mad Dog Maddox é um lutador clandestino, oriundo de uma família de vários irmãos, mais velhos e duros. Mau rapaz por definição, todas as noites leva para casa uma rapariga diferente. Até conhecer Abby Abernathy…
Mal-afamado em todo o campus devido às suas relações com as mulheres, não é de surpreender que Abby rejeite os avanços de Travis; o máximo que aceita é ser sua amiga. No entanto, Travis está decidido a lutar pelo seu coração…

Sou suspeita, confesso. Adorei o primeiro livro de Jamie McGuire, Um Desastre Maravilhoso, e gostei ainda mais de A Caminhar para o Desastre graças à sua personagem principal, Travis Mad Dog Maddox (há muito tempo que uma personagem não me agradava tanto).
Se o enredo, os temas abordados e as relações descritas tinham sido o motivo principal do meu fascínio inicial agora. na perspectiva do protagonista masculino. o resultado desta história não poderia ser mais bem conseguido, tornando esta narrativa emocionalmente mais forte mas também mais perturbadora, conseguindo transparecer na perfeição a devoção da autora por um interveniente diferente, que marca pelo excesso em todas as suas acepções.

A história não tem segredos para quem leu o título anteriormente publicado pela editora Planeta Manuscrito, ou talvez tenha no sentido em que a visão mundo é a representação singular que fazemos do próprio e, por conclusão, não existem duas realidades iguais  o que se exemplifica na perfeição através das perspectivas de Abby e Travis, muito diferentes e unidas por um grande, grande amor. De qualquer forma, para quem não leu, Abby é uma jovem invulgar pela qual Trav se sente irremediavelmente atraído. Graças a uma aposta, eles acabam a dormir juntos durante um mês sem qualquer tipo de envolvimento sexual mas desenvolvendo um relacionamento afectivo intenso, louco, que insistem em apelidar de uma amizade, extremamente perturbada devido às personalidades excêntricas de ambos.
Dito isto, no que respeita a acontecimentos e acções, tudo gira em torno deste casal e a forma como estes influenciam o que os rodeia, como lidam consigo próprios e com os seus problemas. O resultado final, apesar da simplicidade que muitas vezes os romances aparentam, é viciante e esmagador.

As personagens, já conhecidas para mim, não trouxeram nada de surpreendente de um modo geral, ainda assim foi gratificante conhece-las do ponto de vista de Travis, dado que em determinados momentos pareciam alguém sobre quem eu nunca tinha lido.
Em relação a Abby, continua a mostrar o seu problemático lado individual, presa a um passado que não lhe permite lidar com o presente. É através desta que ficamos a conhecer algumas das temáticas mais interessantes da história e com a qual o público feminino se irá automaticamente identificar e, neste livro em particular, esta personagem pareceu muito mais fria do que no texto anterior e até menos apaixonada, talvez porque é esta a visão se Trav sobre ela e a sua poker face, talvez porque ele a ama perdidamente.
Quanto a intervenientes secundários, a família do protagonista tem um novo destaque, com alguns dos seus irmãos a evidenciarem-se – que espero muito vir conhecer melhor no futuro, pois parece que autora está a pensar em mimar as suas leitoras –, assim como conhecemos melhor o seu primo Shep, que acaba por revelar uma amizade entre ambos forte e que anteriormente não era perceptível a este nível.

Ainda em relação a personagens tenho de vos falar de Travis de forma singular, pois este homem parece vindo de um mundo à parte. Violento, inconstante e completamente apaixonado, é para mim a caracterização perfeita de fruto proibido, ele deu-me medo e atraiu-me irremediavelmente. A sua forma de ver o mundo, deturpada, os seus instintos sexistas e o seu modo de lidar com os outros é por vezes incompreensível, mas depois acaba por dar tanto de si próprio em tudo o que faz que é hipnotizante, mexeu comigo. Mas não minto, creio que é mais fácil odiá-lo que amá-lo mas Abby não tende para o facilitismo e eu confesso que também não.

Algo que estava evidenciado no livro anterior e que aqui está presente mas não com o mesmo ênfase é a questão das apostas, no entanto questões como o vício do jogo, o alcoolismo, lutas clandestinas mais intensas que nunca na visão do próprio lutador e diversos tipos de relações afectivas continuam a ter uma exploração interessante. Gostei em particular da abordagem aos relacionamentos fortuitos, da forma como o protagonista vê as mulheres em geral, fáceis, à excepção da pombinha, uma pomba branca entre abutres que o desejam pelo que representa e não por aquilo que é.

A um nível psicológico, aqui fundamental, é importante citar que estamos perante uma personagem possessiva que representa esta característica de forma muito credível e actual. Talvez só quem tenha lidado com alguém assim tenha uma pequena noção da gravidade e da falta de atenção dada a este tema e a sua importância, a importância que este livro possa vir a ter na vida de algumas pessoas que ao reverem-se se redescobrirão  isto é algo tão singular e raro de encontrar exposto em literatura, no modo como aqui se apresenta, que o livro está de parabéns.


Resumindo, sei que não estou a aprofundar muito esta opinião mas algo mais que eu possa dizer será certamente uma repetição da minha opinião de Um Desastre Maravilhoso, pelo que embora ache a leitura de ambos os livros interessante e tenha tido tanto ou mais interesse em A Caminha para o Desastre, resta-me apenas reafirmar que estas são páginas onde o banal tem um cariz peculiar e onde para lá do romance e do seu forte teor de entretenimento, o leitor encontrará algo sobre que pensar através do fascinante Travis.

Em ralação à escrita de Jamie McGuire, esta é simples e fluida, destacando os diálogos interessantes entre os seus intervenientes aos quais se dedica em pleno.
As suas personagens têm um trabalho imenso e, neste livro em particular, o protagonista que domina todas as linhas com tensão e emoções contagiantes que nos levam a desejar saber sempre mais.
Quanto às descrições estas são mais dedicadas às acções e a crueza de alguns momentos, como por exemplo os actos sexuais que revelam bem a humanidade exposta no texto, algo de que eu gostei muito.
Em suma, uma autora que espero continuar a ler, neste ou noutro registo, pois agradou-me a intensidade que atribui aos temas que aborda, algo que me marca enquanto leitora.

Pessoalmente e em jeito de nota final para os reticentes, este livro é do género que se estranha de início mas que rapidamente se entranha pelos seus contornos peculiares, sendo que cada um retirará elações muito próprias dos vários momentos chave da narrativa. E por fim, para quem leu o livro anterior e gostou, acho que o epílogo deste livro está absolutamente fantástico e será uma surpresa maravilhosa para todos, espero que gostem tanto como eu que fiquei a suspirar durante muito tempo e a desejar ainda mais vir a ter a oportunidade de ler Beautiful Wedding.

Esta é uma aposta Planeta Manuscrito indicada para os leitores de romance em geral mas em particular para aqueles que procuram algo que não sendo juvenil também não é demasiado maduro, mostrando a geração actual New Adult na perfeição.

Um Desastre Maravilhoso (Opinião)



Título: A Caminhar Para o Desastre
Autora: Jamie McGuire
Género: Romance, New Adult




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