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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Sinopse:
Quando a lua de mel termina, começa a vida real…
A recém-casada Debbie, preocupada com as dívidas crescentes e com as contas do casamento ainda por pagar, não sabe o que fazer com o marido, que se entrega ao consumo de champanhe e de cocaína e que não mostra o mais pequeno desejo de renunciar ao estilo de vida faustoso e tornar-se um marido mais caseiro.
Ambiciosa e esforçada, mulher de carreira profissional até à medula, a segunda esposa Aimee fica horrorizada ao descobrir que está grávida. Não quer o bebé, mas Barry quer. Será que o casamento deles se aguenta?
Connie, a ex-mulher de Barry, depois de levar Debbie até ao altar, e com um novo homem interessante no seu horizonte, está empenhada em refazer a sua vida. Mas a família precisa dela mais do que nunca para resolver os seus problemas. Poderá ela afastar-se e deixá-los todos sozinhos e, finalmente, começar de novo?
Serão todos felizes para sempre?

Sabem a sensação de ter um livro a chamar por nós nas estantes? Essa era a sensação que eu tinha em relação a Felizes Para Sempre.
Eu adorei o primeiro título da série de Patracia Scanlan, Tudo Se Perdoa Por Amor, que dá nome à série no original Forgive and Forget, e quando soube que iria ser lançado o terceiro título no passado mês de Novembro não consegui resistir nem mais um minuto para começar a minha leitura. (Acreditem ou não, esta foi a minha primeira leitura lúdica de Dezembro começada há cinco dias atrás!)

Tudo neste livro é perfeito para mim à luz de um dos meus géneros de eleição, romance contemporâneo. Os encontros são casuais entre personagens, que entrançam as suas vidas magnificamente, os temas, por sua vez, são actuais e pertinentes com mensagens que tocam o coração e os lugares-comuns, constantes, estão virar de cada página graças ao dom de uma autora que, através de intervenientes ficcionais, nos faz sentir que poderíamos ser nós a fazer parte da sua história.

Eu considerei o livro anterior tão enriquecedor que estava temerosa, com medo que a continuação me desiludisse. Afinal de contas, vivi intensamente os preparativos para aquele que seria o melhor dia da vida de Debbie, emocionei-me profundamente com a sua mãe, Connie, e as suas preocupações de meia-idade e recordei, assustadoramente, os problemas da adolescência através de Melissa, a meia-irmã da protagonista que a tanto custo lá conseguiu subir ao altar. Fui uma tola, Felizes Para Sempre cumpriu todos os requisitos e revelou-me que Scanlan tem capacidade para ir sempre mais além.

O número de personagens, como anteriormente, é elevadíssimo, aliás, é superior, mas é incrível o à vontade com que o leitor se sente entrosado com todos eles, como todos eles se conjugam para que tudo seja exactamente como deve ser mostrando com exactidão a primeira lição que retiro da história; uma vida só é plena quando aconchegada por muitas outras, pelos encontros e desencontros nos momentos mais inesperados cabendo, a cada um de nós, retirar proveito e retribuir com as melhores qualidades que fazem de nós humanos, a amizade, o amor e a generosidade que nos sustentam a nós e a quem nos rodeia.

Quanto às problemáticas abordadas são diversificadíssimas e, tal como a sinopse nos indica, Debbie tem mais uma vez um dos principais papéis. Contra todas as probabilidades anteriores esta jovem mulher lá viveu a sua tão desejada lua-de-mel, o problema foi o regresso à realidade, ao momento actual com que muitos jovens casais se estão a deparar, a crise. Opostamente ao seu esposo, um irresponsável egocêntrico que vive no planeta onde estão todos aqueles que fazem castelos de areia, Debbie é esforçada, valoriza o trabalho e a família e sabe estabelecer correctamente a sua cadeia de prioridades, o que significa que ao longo do texto terá de ter muito força de vontade para sustentar o seu matrimónio ao lado de uma pessoa que consome drogas e álcool banalmente e que vê estoirar o saldo do seu cartão de crédito como quem sente uma ligeira comichão. Não é fácil.

Uma das personagens que anteriormente não me tinha cativado e que continua a não cativar, embora a compreenda em certa medida devido ao protagonismo que conquistou, é Aimee a mulher de Barry o ex. marido de Connie. Ela é a típica mulher de carreira que a meio da casa dos trinta está em ascensão permanente, descurando o lar e a família e permitindo a abordagem de uma verdadeira crise conjugal. Para lá deste tema, a sua filha Melissa permite uma abordagem interessante a uma das doenças psicológicas que afecta muitos adolescentes devorados pelos estereótipos actuais e, a própria, permite ainda uma abordagem muito interessante à mente de alguém que se vê perante uma gravidez indesejada.

De quem tenho também de falar, porque a idolatro de todas as formas como super mãe e super mulher, é de Connie. Ela criou a filha sozinha, nunca se desviou do seu objectivo trabalhando arduamente e abdicando de si própria em nome de quem mais amava e agora, finalmente, tem o retorno dos 50 – e que doce retorno! Sabem aquelas personagens a quem desejamos toda a felicidade do mundo? O felizes para sempre presente no título? Ninguém o merece como ela! Neste livro ela mostra como é aprender a amar no Outono e eu adorei cada minuto, em particular todos os que ela dedicou a si própria.

Estas três mulheres, com Melissa três e meia, que representam várias gerações, já fazem valer cada cêntimo do livro mas, como vos disse no início, os intervenientes são muitos e por isso juntem-lhes os maridos ou namorados, as sogras, sogros e os genros, os que fazem parte das suas vidas profissionais, os que lhes assombram o passado e as surpresas que se interpõem no dia-a-dia… isto é um livro de quinhentas páginas bem preenchidas e eu gostava de ter lido o dobro para me deliciar! Com isto quero dizer que os temas abordados são imensos e é para mim impossível cita-los a todos, mas retenham o seguinte, nesta história vive-se as quatro estações da vida, com todo o tipo de climas e tenta-se superar todas as adversidades pois quem o fizer, certamente, poderá esperar a bonança.

Nesta narrativa de aprendizagem constante creio que é ainda importante citar Judith e a sua mãe, que crescem imenso do primeiro livro para agora da forma mais difícil, revelando a força do amor e uma coragem extraordinária, assim como a mãe de Aimee, uma grande novidade que aborda algo bastante sensível. É importante citar o valor do perdão, que continua a fazer-se sentir com uma nova faceta, a faceta de saber valoriza-lo e aceitá-lo, caso contrário este não pode ser oferecido. E, mais importante ainda, tenho de citar as segundas oportunidades essenciais – a vida é demasiado extensa e ninguém é perfeito –, embora, permitam-me a expressão, pau que nasce torto, por vezes, já mais se endireita. Encontrarão de tudo.


Em suma, porque poderia ficar a escrever durante horas, este livro é o espelho de muitas almas com o qual tenho a certeza que muitos leitores se identificarão em diversos momentos, pois é com naturalidade que fala sobre a vida, explorando muitos dos seus conceitos e fazendo com que quem lê reflicta sobre si próprio. Nem tudo são rosas, é um facto, mas serão certamente mais os sorrisos do que as lágrimas para quem tiver fé e construir o seu próprio final feliz.

Claro que este livro exemplar não seria possível sem a escrita magnifica de Patricia Scanlan. Ela dá palpabilidade às suas caracterizações como muito poucos autores e descreve na perfeição os seus sentimentos, transmitindo com exactidão as experiências e o ambiente da ficção com credibilidade. As suas palavras são belas sem a necessidade de lirismos pois, para lá do contentamento, sabe ser igualmente crua, não poupando nem para o bem nem para o mal.

Pessoalmente penso que já deixei claro que adorei este livro, resta-me dizer que adoro também a capa. Mas a cereja no topo do bolo foi a viagem de Connie à Costa del Sol, um sítio que já visitei uma dezena de vezes e adoro – esta autora tem mesmo bom gosto. Como é de prever, voltei a rir perdidamente e a ficar angustiada com os intervenientes, tendo passado horas de excelente entretenimento e ficado com a vontade de voltar a mergulhar nestas vidas imediatamente. Felizmente já está editado o terceiro livro, Segredos do Teu Olhar, que vou ler muito brevemente.

Esta é uma aposta imperdível da Quinta Essência que, tenho a certeza, satisfará todas as leitoras de romances contemporâneos. Tal como disse na opinião anterior, vão amar!


Tudo se Perdoa Por Amor (Opinião)


Título: Felizes Para Sempre
Autora: Patricia Scanlan
Género: Romance Contemporâneo




4 comentários :

Clarinda disse...

Para mim foi o menos interessante da trilogia! :(
Feliz 2014.
bj

Elphaba J. disse...

Bem isso é bom para mim... confesso que achei as questões abordadas neste bastante pertinentes e por isso gostei muito, mas o teu comentário significa que vou gostar ainda mais do próximo *.*

Boas leituras Clarinda e, já agora, Bom Ano!

Neptuno_avista disse...

É bonito de ver a forma como transmitiste o que sentiste por este livro, o quando tu gostaste dele. E fico contente que tenhas gostado, pois eu li os dois primeiros livros da história e adorei. Realmente é uma trilogia fantástica, estou em pulgas para pegar no terceiro livro. Espero que seja também muito bom :)
Beijinho

Elphaba J. disse...

Já me disseram que sim Neptuno, aposto que vamos adorar *.*

Beijinhos e... obrigado ;)

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