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Adoradora de literatura em geral.
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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Sinopse:
Uma história de amizade, amor, sobrevivência, e acima de tudo esperança.
Depois de concluir a sua longa e árdua viagem até à base dos Rebeldes em Shadowfell, Neryn tornou-se uma parte vital da rebelião contra o tirânico rei Keldec. Cada passo que dá no sentido de aperfeiçoar os seus dons e afirmar-se como uma Voz poderosa e única na sua geração leva-os mais perto da meta pretendida. Mas, primeiro, Neryn terá de procurar os Guardiães das quatro Vigias para completar o seu treino e o tempo escasseia. Entretanto, Flint, o espião rebelde por quem se apaixonou, foi de novo chamado à corte de Keldec. O laço que os une é tão forte que, mesmo à distância, se procuram em sonhos, partilhando momentos preciosos – ainda que inquietantes – da vida um do outro. Os Rebeldes vêem com desconfiança este novo amor. Permitir que a emoção se sobreponha à lógica fria do movimento pode pôr tudo em risco. No fim, o amor poderá revelar-se a força motriz da esperança ou a brecha traiçoeira na armadura da rebelião.


Recordo bem que para mim, que nunca tinha tido o prazer de ler Juliet Marillier, Shadowfell foi como o abrir de uma janela para um novo mundo, um mundo onde reinava a beleza da simplicidade, onde a bondade se encontrava a florescer timidamente mas com raízes fortes entre o mal e onde a partilha era exposta como lição primordial, numa terra consumida, mirrada pelo egoísmo do seu rei. Agora, finda a leitura de O Voo do Corvo e após ter tido a oportunidade de conversar com a autora, a sua história e os desígnios dos seus intervenientes alcançaram uma nova consistência, uma nova dimensão em que a aprendizagem ficcional se mescla com o real de forma palpável, através de uma aventura épica com valores contemporâneos onde a essência da fantasia brota ao longo de todas as páginas.

Doravante as minhas palavras pecam por se dirigirem apenas aos leitores que leram o primeiro livro da trilogia da Shadowfell pois, tal como fica claro na sinopse, há o risco de spoilers.

Esta narrativa retoma o texto onde terminou o seu antecedente, com chegada de Neryn à fortaleza dos rebeldes que tanto se esforçou para alcançar, Shadowfell.
Depois da sua imensa caminhada, repleta de perigos mas também de conhecimento e amadurecimento - em que teve oportunidade de criar laços com os Boa Gente -, a protagonista deste enredo encontra-se agora entre aqueles que procuram banir o verdadeiro mal do Reino de Alban, muitas vezes sacrificando sentimentos em prol da vingança pelas suas perdas irreparáveis, lutando pela Causa que acreditam ser justa aos tempos cruéis em que tentam sobreviver.
É certo que passado doloroso jamais será esquecido e que o presente se adivinha mais arriscado que nunca, mas existe uma batalha para organizar da qual dependerá o futuro de todos e todos, por sua vez, dependem das conquistas da Voz. Este é, portanto, um livro em que Neryn terá que dar tudo por tudo encetando mais uma longa jornada rumo à erudição, uma jornada em que não estará só podendo contar com a valorosa companhia de Tali e de muitas criaturas mágicas que seguirão de perto os seus passos.

Após um primeiro livro em que tudo era novidade, é tempo de tecer e fortalecer laços, desta feita o leitor fica a conhecer profundamente os anseios do coração de todos os intervenientes da narrativa, sejam eles os Rebeldes, criaturas fantásticas ou até o suserano tirano Keldec, ao longo deste texto que se dedica, em partes iguais, ao desenvolvimento do enredo e às suas inúmeras personagens.

No que respeita aos Rebeldes, muitos são aqueles que contribuem para dar a conhecer o dia-a-dia na fortaleza de Shadowfell, deixando subentendidos os seus passados difíceis e, mais importante, permitindo que o leitor descubra os planos futuros de insurgência contra rei. De todos eles, para lá de Flint e Neryn, creio que é relevante destacar Regan, o líder, e Tali a guerreira.
Regan é típica voz do povo, sabendo exactamente como cativar, conquistar e a levar a que outros se juntem à sua luta. Justiça e honra são características inatas à sua pessoa, querida por todos e seguida como um exemplo entre os seus. 
Tali, por sua vez, consegue ser o oposto, representando a necessidade de existir um lado menos emocional no texto. No entanto, a sua bravura, força e astucia são instrumentos poderosos e que fazem de si uma guerreira exemplar, mestra na sua arte, algo crucial e necessário nestes tempos difíceis. Devido à sua viagem com Neryn, ficamos a conhecê-la de uma forma íntima, acabando por ser uma personagem com elevado protagonismo que facilmente conquista quem lê.

No que respeita aos Boa Gente nem sei por onde começar. Eu já adorava Salva, Oco e Gorro Vermelho, que revemos durante a leitura, mas fiquei encantada com a diversidade de povos que nos são apresentados – como citei a jornada da protagonista é longa, da Vigia do Sul à Vigia do Norte, e a diferença entre os seres, todos eles peculiares, é uma mais-valia que comprova a criatividade surpreendente e inspiradora de Juliet.
A Bruxa das Ilhas, Vigia do Oeste, é dos meus seres mágicos favoritos, pela sua ligação ao mar e pelo facto de ter um companheiro bem conhecido do folclore, um selkie, mas também no Norte me apaixonei por personagens como Flow ou os Dois, que representam bem a essência do fantástico.

Este não é um texto em que o romance abunde, ou seja, em que esteja presente de forma constante, mas a forma como está representado é enternecedora. A ligação entre Flint e Neryn é realmente muito especial, ainda mais atendendo à distancia física que os separa, pelo que se verifica o florescer dos sentimentos de ambos à par com os desenvolvimentos do enredo em que cada um intervém – o amadurecimento de Neryn e o que acontece no reino pela parte de Flint, que nos permite conhecer brevemente e vil esposa do rei. Este casal é, ainda, marcado pela moralidade e os valores que os acompanham e que são um ponto-chave do livro.


Tal como aconteceu anteriormente, e é algo que me parece ser recorrente nas obras desta autora, o leitor pode contar com a abordagem constante a valores pertinentes, entre os quais se destacam a confiança e a paciência necessários para atingir metas heróicas, assim como a bondade, a partilha e a generosidade, características inatas de algumas personagens da narrativa. 
A heterogeneidade dos cenários, belíssimos, em sintonia com a natureza, tal como tudo resto, são também lugares comuns da autora, pelo que do mar às montanhas, passando por florestas ou característicos povoados, não desiludirão os fãs desta escritora - que atende aos vários elementos e lhes confere um misticismo muito próprio e em concordância com o ambiente em que se desenvolve a acção.

Em suma, este livro é tão bom ou melhor que o primeiro e prima por ter todos os ingredientes que satisfarão os adeptos deste género literário. Das lutas à magia, com um toque encantador de romance e intriga, cenários épicos e personagens singulares, fazem de O Voo do Corvo uma escolha assertiva para os fãs de fantasia.

Quanto à escrita, Juliet Marillier é mestra na sua arte, tendo um esmero incrível com todos os pormenores e tornando os sonhos mais fantasiosos realidade.
As suas descrições, cuidadas, permitem que seja passada para o leitor a excelência da sua imaginação, dando a ver os mais belos e atractivos locais em que idealiza os seus intervenientes, também estes prodigiosamente personalizados, cativando ao longo das páginas.
Uma vez mais, o final deixou tudo em aberto, com um momento marcante a reafirmar uma viragem na história - estou ansiosa por folhear a continuação. 

Esta trilogia tem sido uma surpresa maravilhosa para mim e não consigo deixar de lhe tecer elogios. Creio que tudo o que Juliet escreve, escreve com uma parte de si mesma, revelando o seu imenso talento. 
Espero, sinceramente, que mais e mais leitores descubram o prazer escondido entre leituras alternativas, tão distantes da realidade e, ao mesmo tempo, tão próximas da essência humana.
Um livro cinco estrelas que, certamente, marca as minhas leituras de 2013.

Esta é uma aposta Planeta Manuscrito que eu recomendo, sem excepção, a todos os que gostam de descobrir novos universos e também aos curiosos por fantasia, como um excelente ponto de partida para este tipo de ficção.

Trilogia Shadowfell
Livro 1


Shadowfell (Opinião)



Título: O Voo do Corvo
Autora: Juliet Marillier
Género: Fantasia



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