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Adoradora de literatura em geral.
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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Sinopse:
Num mundo pós-apocalíptico, encontramos uma comunidade que tenta sobreviver num gigantesco silo subterrâneo com centenas de níveis, onde milhares de pessoas vivem numa sociedade completamente estratificada e rígida, e onde falar do mundo exterior constitui crime. As únicas imagens do que existe lá fora são captadas de forma difusa por câmaras de vigilância que deixam passar um pouco de luz natural para o interior do silo. Contudo há sempre aqueles que se questionam... Esses são enviados para o exterior com a missão de limpar as câmaras. O único problema é que os engenheiros ainda não encontraram maneira de garantir que essas pessoas regressem vivas. Ou, pelo menos, assim se julga...

Não é nada, nada fácil para mim falar sobre um livro como O Silo, um livro que é naturalmente bom mas que, durante toda a leitura, me deixou a sensação de que lhe falta algo.

Complexa e exigente, a obra de Hugh Howey reúne efectivamente todos os predicados desejáveis a uma distopia, passada no futuro e que disseca, pormenorizadamente, uma sociedade ludibriada, manipulada, por um regime desconhecido à maioria dos indivíduos. É, igualmente, uma história com fatalidades cruas, algumas emoções fortes e vários sentimentos de insurgência, e embora sob determinadas perspectivas possa ser comparada ao Brave New World (livro que li este ano e que opinarei em breve), ao contrário da clareza que o clássico me transmitiu, O Silo deixa-me alguma estranheza por identificar – algo que me faz ansiar pelos esclarecimentos da sua continuação.

Tal como a sinopse elucida o cenário é pós-apocalíptico e, até onde nos é dado a conhecer, a humanidade está reduzida algumas centenas de pessoas confinadas a um silo com um funcionamento auto-sustentável, graças a uma governação rigorosa, em que cada vida desempenha um papel específico ao longo dos cento e quarenta níveis, andares, que o constituem – este é possivelmente um dos pontos mais criativos do enredo.
A divisão da narrativa em cinco partes, cada uma destas oferecendo uma revelação, um drama e uma consequência para o silo, é uma mais-valia que permitiu ao autor definir o ritmo com que os conhecimentos de quem lê são aprofundados, um ritmo que em minha opinião está bem conseguido. Neste sentido, é importante referir que no original, Wool, as partes desta história tem sido publicadas em separado passando a imagem de que os textos são contos ou que podem ser lidos em separado e/ou sem seguir a ordem de publicação, mas não podem de forma alguma, não neste caso em que estamos perante um narrativa que, exceptuando na primeira parte, nos permite acompanhar as mesmas personagens e acontecimentos que seguem uma linha contínua de acção.

Em relação à história, mais propriamente falando, a nossa abordagem ao silo começa com um acontecimento fatal que perturba a estabilidade arduamente alcançada por quem gere a comunidade dada a conhecer ao leitor. Esse acontecimento, por sua vez, leva a questionamentos mais audazes e que normalmente são contidos sob a ameaça de morte permanente a quem deseje saber mais do que lhe é permitido do mundo antigo, ou sobre o estado actual do mundo exterior – teme-se a revolta, acto levado a cabo no passado e que pode levar a destruição deste frágil e aparentemente único pedaço de vida. Desta feita, como podem verificar, existe um secretismo em torno da realidade que mantém a dúvida permanente sobre o valor de verdade do que se conhece o que nos permite, da mesma forma, reflectir sobre como seria viver nestas condições - uma perspectiva e ambiente sem dúvida muito interessantes.

Os intervenientes são muitos e, se tiver de escolher um Messias  Juliette é certamente quem se destaca. Esta personagem, um trabalhador dos níveis inferiores do silo, do departamento de mecânica, vê-se repentinamente nomeada para um dos posto mais elevados desta hierarquia, o que, devido à sua personalidade curiosa, sentido de justiça e coragem, nos permitirá receber golfadas de informação e formalizar cada vez mais perguntas a respeito de tudo o que ainda nos é estranho. Encarei o seu rosto como uma referência, pois sem a sua audácia e os sentimentos que provoca em seu redor metade do livro não seria possível.
Existem mais personagens sonantes, obviamente, e Solo, Holson, Knox, Bertrand, Lukas, Jahns ou Marnes tem obrigatoriamente de ser nomeados, o seu papel é indiscutivelmente relevante para os acontecimentos que vão decorrendo, mas se fosse falar sobre cada um deles iria cometer spoilers e esta opinião seria gigante. Deixo no entanto um conselho para futuros leitores, não se apeguem muito aos intervenientes, pensem neles como forçar que vos leva a um fim, ao proibido conhecimento.


Sei que, infelizmente, não vos contei muito sobre a narrativa, mas a verdade é que a forma como esta está organizada não me permite adiantar muito mais. Finalizo, no entanto, dizendo-vos que estas páginas são uma aventura, um ensaio sobre a sobrevivência quando nada mais existe, quando o Planeta encontrou o seu fim, é um ensaio levado a extremos que expõem uma parte curiosa da humanidade sem que esta, na maior parte das vezes, seja realmente levada a um limite. O mistério é a chave para este sucesso deste livro, disso não tenho dúvidas, pelo que conforme este for sendo desvendado e as revelações alcançadas, a história consegue passar algo de muito prazeroso para o leitor.

Hugh Howey criou, em O Silo, uma experiência plausível e tão próxima de ser concebida que chega a ser assustadora. A sua escrita é inteligente mas nem sempre proporciona uma leitura célere, ou viciante, pelo que as suas palavras cativam pela reflexão que proporcionam.
As suas descrições, por sua vez, dão a ver tudo o que rodeia os intervenientes e a forma, quase primitiva, como explora possibilidades consegue captar totalmente a atenção de quem lê. É definitivamente um autor a seguir de perto.

Como nota pessoal, ainda estou a descobrir o quanto gostei desta história, nem sempre recta e com alguns momentos chocantes. Mas eu sou uma grande fã de distopias e, espaçadamente, gosto de uma leitura alternativa com maturidade e que me deixe meditativa a respeito da humanidade, nesse sentido creio que esta é uma excelente opção, no entanto não sei sinceramente como é que um leitor habituado às distopias do momento, romantizadas e com personagens jovens, encarará este texto.

Por tudo o que frisei, esta é uma aposta invulgar e, ainda assim, uma grande aposta da Editorial Presença que eu recomendo, sem restrição, aos amantes de ensaios futuristas.


Título: O Silo
Autor: Hugh Howey
Género: Distopia
Editora: Editorial Presença

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2 comentários :

juliano cesar de oliveira disse...

Se vc já leu Silo vc vai amar o livro reverso escrito pelo autor Darlei... se trata de um livro arrebatador...ele coloca em cheque os maiores dogmas religiosos de todos os tempos.....e ainda inverte de forma brutal as teorias cientificas usando dilemas fantásticos; Além de revelar verdades sobre Jesus jamais mencionados na história.....acesse o link da livraria cultura ou da saraiva..e digite reverso...a capa do livro é linda ela traz o universo de fundo..abraços.

Elphaba J. disse...

Olá juliano :)
Obrigado pelo seu comentário. Se me quiser deixar o nome do autor completo ou o título do livro poderei espreitar a sua sugestão.
Obrigado * Boas leituras.

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