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sábado, 21 de setembro de 2013

Sinopse:
Junho de 2026. Adam consegue ver números nos olhos das pessoas, que correspondem à data da sua morte. Mas não pode revelar a ninguém este segredo. Como se não bastasse viver com aquele terrível dom, as coisas estão prestes a tornar-se ainda mais difíceis. Adam apercebe-se de que, subitamente, a data da morte de todos aqueles com quem se cruza é a mesma: 1 de janeiro de 2027.
Sarah, uma rapariga reservada mas cheia de personalidade, tem uma complicada história pessoal que a leva a fugir de casa dos pais. Além disso, tem um pesadelo recorrente e assustador com Adam, mesmo sem nunca o ter visto. Depois de o conhecer, porém, desenvolve por ele uma forte atração, que não sabe como gerir. Ambos partilham de premonições semelhantes: fogo, água, morte, destruição, caos.
Algo tremendo irá acontecer. Algo terrível. Mas o que será? E o que poderão fazer para impedi-lo?


Rachel Ward é, na minha opinião, muito assertiva e bem-sucedida no que faz e prova disso foi o grande impacto pela positiva que o seu primeiro livro teve em mim – que já li dezenas de livros juvenis dentro do género fantástico.
Não se coibindo de mostrar a podridão humana, denunciando o que muitos preferem ignorar e juntando uma componente emocional disfuncional à narrativa, em Números: O Caos a autora trabalha todos os pontos positivos revelados anteriormente, tão bem ou melhor que no primeiro livro da trilogia, Números: Luta Contra o Tempo, com a mais-valia de que este se passa no futuro, acrescentando, desta feira, tecnologia e problemáticas ambientais que dizem respeito a todos nós.

Os capítulos são intercalados entre os protagonistas, Adam e Sarah, e uma das primeiras evidências com que o leitor se depara são as diferenças na vida de ambos, principalmente no que respeita à influência dos acontecimentos globais que se desenvolvem a uma velocidade assustadora. Embora o universo da menina rica esteja longe de ser um paraíso encantado, facto é que a corda rebenta sempre primeiro no lado dos mais fracos, ou seja na vida de Adam que conhecemos durante a sua obrigatória fuga - com pouco mais do que aquilo que tem no corpo e na companhia da sua avó -, devido à subida do nível da água do mar que lhe levou o passado e o reencaminhou para a fatídica Londres, uma cidade onde a maior parte da população tem nos olhos a morte marcada para o primeiro dia do Novo Ano, 112027.

Mudou-se o tempo e os intervenientes mas há coisas que parecem nunca alterar-se, logo após as primeiras páginas o leitor dá por si a viver um dos dramas do livro anterior, uma escola repleta de hormonas, um verdadeiro pesadelo para quem está destinado a estar eternamente no lugar mais baixo da pirâmide social. Este cenário é igualmente importante por ser o elo que liga Sarah e Adam, dois jovens assustados que vivem emoções fortes, ainda que diferentes, logo na primeira troca de olhares - ele vê uma luz entre morte e confusão, ela tem de esconder uma verdade perigosa e vê em Adam o reflexo do seu pior pesadelo.
Não querendo alongar-me mais, digo-vos apenas que a ligação entre as personagens principais é incomum e contraditória, assim como extremamente intensa, algo que estimula um folhear viciante, pleno de encontros e desencontros, pleno de questões e abordagens actuais e interessantes.

Não me vou dedicar muito mais a falar dos protagonistas, em particular, pois embora estes sejam o foco de toda a história, muitos são os intervenientes secundários que perfazem a manta de retalhos desta leitura surrealista que me fascinaram e que são fundamentais para esta seja uma escolha assertada para boas horas de entretenimento, são disso exemplo Vinny, a imagem de um toxicodependente muito credível e preso a um ciclo vicioso que é independente da sua vontade - considerei-o um generoso sobrevivente, mas muitos serão o que o irão considerar fraco -, ou Val, a única personagem que conhecemos do livro anterior, que está igual a si mesma e traz para o enredo o seu sexto sentido, a visão de auras, ela é um reflexo de perfeição maculada, de alguém que vive pelos seus e um exemplo de generosidade rara - ela acredita quando ninguém o faz e isso marca-a profundamente.

Muitas mais problemáticas são dignas de atenção e, não podendo citar todas, creio que é importante referir a pedofilia, a prostituição e o bullying, mas não desanimem, nem tudo é triste, e existem momentos felizes e emoções que vão aquecendo durante o texto, como é o caso do amor de mãe, as relações de amizade que se estabelecem e os exemplos de coragem muitas vezes dados pelos protagonistas que, da mesma forma, dão vida à vertente fantástica explicita na sinopse, a visão de Sarah com Adam e o seu dom para o desenho, assim como a previsão da morte que que o personagem principal herdou da sua mãe – Jem, que se destaca na obra anterior.


Por tudo o que já vos disse, embora esta seja considerada uma narrativa juvenil está preenchida de momentos fortes, carregados de violência, física e psicológica, pelo que não é aconselhada aos mais novos, ainda que por outro lado todos os alertas descritos sejam necessários e importantes.

Rachel Ward tem uma escrita bastante atractiva, devido aos impactos constantes com que vai nos vai confrontando, bem como pela acção vertiginosa, imparável, que acompanha toda a leitura até ao final expectante.
As suas descrições por vezes são excessivamente direccionadas para os sentimentos e pensamentos dos protagonistas, ainda que todo o ambiente seja passado para o expectador, mas não creio que tal seja um defeito dada a singularidade das personalidades representadas.

Pessoalmente, gostei bastante do que li e agora só espero que publicação do próximo titula seja célere. Até lá, desejo que mais leitores tenham em atenção a trilogia Números, que receio estar a passar um pouco ao lado dos adeptos nacionais deste género literário.

Livro 1 - Trilogia Números
Esta é uma aposta Topseller muito intensa e incomum que eu sugiro, sem qualquer restrição, a quem goste de histórias passadas num futuro próximo, intensas e diferentes dentro do maravilhoso.




Números: Luta Contra o Tempo (Opinião)

 



Título: Números: O Caos
Autora: Rachel Ward
Género: Fantástico; Ficção
Editora: Topseller


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