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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

«Muito mais do que um romance. Uma história maravilhosa sobre o amor e a esperança e a força encontrada na família.» - Novelicious.com

Título: Destinos Cruzados
Autor: Melissa Hill
N.º Páginas: 416
PVP: 16.50 €
ISBN: 9789897260759
Adquirir – AQUI
eBook – AQUI

Sinopse:
Holly O’Neill tem uma loja de roupas vintage, um filho de dez anos que ama e uma fada madrinha misteriosa que, a cada momento crucial da sua vida, tem um berloque para adicionar à sua pulseira, que assim se torna o seu bem mais precioso. Um dia, quando encontra a pulseira de outra pessoa num dos casacos da sua loja, sente que tem de a reunir com o seu proprietário.
Greg é um corretor da bolsa e tem uma namorada perfeita com quem quer casar, mas decidiu deixar Wall Street para prosseguir a sua verdadeira paixão: a fotografia. Holly e Greg não se conhecem e não têm nada em comum. Vai ser precisa a magia de Nova Iorque, um pouco de sorte e outra pulseira da felicidade para os fazer encontrar…

Leia o 1.º capítuloAQUI

«Em breve fui sugada para a demanda mágica de Holly. Um romance encantador que não consegui largar. E o fim é fantástico!» - ChickLit Club


«Uma história romantic e mágica, com elementos dos filmes clássicos: um rasto de postas, o encontro entre o rapaz e a rapariga, pessoas que se desencontram na rua, mal-entendidos, personagens cativantes.» - www.writing.ie

Tudo Sobre Ti (Opinião)
Prometo Amar-te (Opinião)



Sobre a autora:
Melissa Hill nasceu na Irlanda, onde ainda vive com o marido, Kevin. Publicou o primeiro romance, Something you Should Know, em 2002, convertendo-se de imediato num sucesso de vendas em todo o mundo. Os títulos que se seguiram foram igualmente bem recebidos pelos leitores e pela crítica, tendo feito parte da lista dos mais vendidos tanto na Irlanda como em Inglaterra. A autora, já traduzida em mais de dez idiomas, é reconhecida pelas suas narrativas envolventes e com um toque de mistério, surpreendendo os leitores até à última página. 
Para mais informações, visite www.melissahill.info

Saiba mais em: Quinta Essência


domingo, 29 de setembro de 2013

Sinopse:
Helena Hamilton é o único Rebento que consegue descer ao Mundo dos Mortos e enfrenta uma tarefa quase impossível. Durante a noite vagueia pelo Hades, para tentar deter o ciclo infindável de vingança que amaldiçoou a família. Durante o dia esforça-se por superar a fadiga que lhe consome com rapidez a saúde mental. Sem Lucas a seu lado, Helena não tem a certeza de possuir forças para continuar.
No momento em que está prestes a atingir o ponto de ruptura, um novo Rebento misterioso vem socorrê-la. Divertido e valente, Oríon escuda-a dos perigos do Mundo dos Mortos. Mas o tempo está a esgotar-se, um inimigo implacável conspira contra eles e as Fúrias continuam a clamar por sangue. Quando o mundo grego antigo colide com o mundo mortal, a vida protegida de Helena em Nantucket desliza para o caos. Mas a tarefa mais difícil será esquecer Lucas Delos.
A saga emocionante de Josephine Angelini torna-se ainda mais intrincada e fascinante quando surge um triângulo amoroso inesquecível e o ciclo eterno de vingança se intensifica. Avidamente esperada, esta sequela do best-seller internacional Predestinados, oferece ao leitor uma história de amor plena de acção que excede todas as expectativas.


Recordo-me bem, muito bem mesmo, do sentimento de satisfação plena que tive após a leitura de Predestinados, pelas palavras da autora Josephine Angeline. Senti que finalmente, após muito tempo a vaguear no limbo, tinha encontrado uma fantasia, reafirmo, uma fantasia única e exclusivamente juvenil que me tinha preenchido as medidas. Não sei se foi a sua temática em torno da mitologia grega, ou mesmo os poderes extraordinários dos rebentos, descendentes de deuses, a verdade é que me senti novamente na pele de uma jovem, apaixonada e desconcertada, ansiosa por amar e viver novas aventuras com as suas recentes descobertas, que me deixaram ansiosa e com expectativas elevadíssimas para o próximo livro da trilogia.

Agora, finda a narrativa de Sonhos Esquecidos, a emoção que sinto reflecte a concretização dos meus anseios, através de um texto onde tudo se encontrava conjugado para superar os fãs mais exigentes de uma história milenar vivida na actualidade, uma história onde não faltaram momentos de dor e tragédia, paixões intensas e, claro está, um grande toque de divino, que deixa tudo em aberto para um muitíssimo aguardado fim que será digno dos próprios deuses.

Começamos a nossa história onde, dramaticamente, tinha terminado a sua antecedente, com a vida da protagonista virada do avesso face às muitas novidades que a ligam intrinsecamente família Delos, à Casa de Tebas, e com a sua mãe, Dafne, desaparecida. Helena - descendente directa da mulher que causou uma das batalhas mais lendárias de sempre, Helena de Tróia -, tem o seu coração esmagado sob peso das muitas mágoas, preocupações, de que tem sido vítima, ficando mais prostrada de dia para dia enquanto tenta, herculeamente, realizar uma missão quase impossível. O destino profetiza-lhe tempos muito difíceis se não quiser carregar na consciência o peso de muitas mortes - ser O Descedor é um dom e uma maldição.
Desconsolada sem o seu amor mas com um novo amigo, forte e corajoso, ao seu lado, Helena enfrenta agora o maior de todos os desafios nas terras de Hades, uma terra onde a morte é uma constante e a esperança, essa, está muito perto de se perder até para o mais bravo dos corações.

Uma das grandes novidades deste livro é o aparecimento de um peculiar triângulo amoroso, que se por um lado pode desiludir os menos adeptos deste tipo de drama emocional por outro é algo que Josephine conseguiu elaborar na perfeição para dar um novo ânimo ao enredo e engrossar a fileira de intervenientes interessantes.
Desta feita, para lá da rebeldia de Lucan e da doce Helena, ficamos agora a conhecer Oríon, proveniente da Casa de Roma, um jovem de passado difícil e repleto de surpresas. Mais do que afirmar os atractivos da sua personalidade, que em tempos de guerra por vezes parece deixar dúvidas a respeito da sua índole, o certo é que esta personagem vem evidenciar na perfeição o problema que a protagonista tem em mãos - salvar todos os que estão amaldiçoados pelas Fúrias e, por isso, destinados, impulsionados, a destruir os que não pertencem às suas casas e que no passado mataram alguém do próprio sangue.
Quanto ao restante leque de intervenientes, com maior ou menor intervenção durante o enredo, eu enquanto leitora fiquei bastante curiosa quanto ao destino do Oráculo, bem como de Dafne, ambas bastante misteriosas e que parecem ter algo mais a revelar mas que ainda não descobrimos. Obviamente que, entre todos os outros, Helena continua a merecer o estrondoso destaque por tudo o que representa, ela é uma verdadeira heroína, com todos os predicados para o bem e para o mal que a tornam única na representação do seu papel.

Ainda sobre personagens mas também sobre o que estas representam e trouxeram de novo ao texto, os deuses menores destacam-se pelo requinte de malvadez dos que nos são dados a conhecer, estando o Pânico e a Ira introduzidos no enredo inteligentemente. Também Hades e Perséfone, deuses, têm uma palavra a dizer na história e Perséfone, em particular, desenvolve uma cena lindíssima num pequeno paraíso no inferno, uma cena que deixará os amantes de fantasia a suspirar.
E, obrigatoriamente, tenho vos falar também das Fúrias, visto que estas são motivo da grande missão dee Helena. Achei as cenas em que estas estão fisicamente presentes bastante sensíveis, emotivas até, e a forma como a autora escolheu moldar a sua história é muito bela, como quase tudo nna narrativa.

Já no que respeita a cenários, a grande novidade é o Inferno, o Mundo dos Mortos, que embora já tivesse aparecido anteriormente ganha agora um grande destaque devido ao poder descoberto por Helena. É neste local desolador que se desenvolve uma boa parte da narrativa, pelo que acaba por se tornar, entre o entretenimento, uma grande lição de mitologia, oferecendo uma ideia atractiva deste espaço imaginário. 

Resumindo, entre os fascinantes rebentos, uma nova criatura arrepiante, deuses e semideuses temíveis e um problema colossal para resolver, as aventuras em Sonhos Esquecidos deixaram-me encantada em todos os sentidos e, muitas vezes, compadecida da protagonista e dos restantes intervenientes. Esta é uma trilogia que valoriza a amizade e a família enquanto nos entretém e ensina, pelo que certamente se adequa a leitores de todas as idades.

Josephine Angelini tem uma escrita maravilhosa e é cuidada tanto nas descrições quanto nas cenas de acção, abundantes.
A sua criatividade está melhor que nunca e tanto me permitiu experimentar ambientes surreais adoráveis ou aterradores, provocando inúmeros momentos de grande intensidade, e prendendo a minha total atenção, como conseguiu criar dilemas emocionais encantadores para os adeptos do romance.

Pessoalmente, adorei este livro e estou ansiosa para folhear o grande final onde, certamente, continuarão a existir muitos confrontos repletos de tensão e muita fantasia à mistura, não fossem os rebentos criaturas repletas de magia que nos fazem sonhar com o impossível.

Esta é uma grande, grande aposta Planeta Manuscrito para os fãs de fantasia juvenil nacional, que encontrarão na trilogia Predestinados um pouco de que melhor se produz além-fronteiras.




Predestinados (Opinião)


Título: Sonhos Esquecidos
Autora: Josephine Angelini
Género: Fantasia






Creio que, nas últimas duas semanas, me tenho esquecido de procurar book trailers das minhas opiniões para vos mostrar – cansaço!
Mas a minha recente leitura, Sonhos Esquecidos, recordou-me desta lacuna e por isso deixo-vos mais um, relativamente interessante, mas que não faz justiça ao grande livro de Josephine Angelini.


Que vos parece? Curiosos?

sábado, 28 de setembro de 2013

A autora best-seller do The New York Times regressa agora com o segundo livro da série Crónicas Lunares, uma moderna distopia baseada nos contos de fadas clássicos.

Em Cinder, o primeiro livro, recontava-se a história da Cinderela.
Neste segundo livro, ficamos a conhecer a história futurista do clássico Capuchinho Vermelho.

Título: Scarlet
Autor: Marissa Meyer
N.º Páginas: 384
PVP: 18.85 €
ISBN: 9789896574123

Sinopse:
Cinder elabora um plano para fugir da prisão e, se for bem-sucedida, irá tornar-se a fugitiva mais procurada da Comunidade.
Do outro lado do mundo, a avó de Scarlet Benoit desapareceu. Scarlet entra em pânico e, na sua busca, acaba por descobrir que existem muitas coisas sobre a avó que desconhece, assim como ignorava o grave perigo que correu toda a vida.
Quando Scarlet encontra Wolf, um lutador de rua que poderá ter informações sobre o paradeiro da avó, sente-se relutante em confiar nele, mas ao mesmo tempo sente-se inexplicavelmente atraída.
Scarlet e Wolf tentam desvendar o mistério do desaparecimento da avó, mas deparam-se com outro quando encontram Cinder.
Além de todos os problemas em que estão mergulhados, ainda terão de antecipar os passos da maléfica rainha Levana, que fará qualquer coisa para que o belo príncipe Kai se torne seu marido, seu rei, seu prisioneiro.

Crónicas Lunares
Livro 1

«Meyer cria aqui um conto de fadas feminista para os adolescentes modernos.» - Wall Street Journal





Sobre a autora:
Vive em Tacoma, Washington, na companhia do marido e de dois gatos.
É fã de coisas bizarras, como Sailor Moon ou Firefly e organiza a biblioteca por cores.
Desde criança que é apaixonada por contos de fadas, um mundo que não tenciona abandonar. Pode ser que seja cyborg, ou talvez não.
Cinder é o seu primeiro romance.

Saiba mais em: Planeta Manuscrito



Vocês já sabem que eu tenho a pancada das capicuas, não sei porquê, é um facto. Nem sequer acredito que dêem sorte – acho-as giro e pronto!

Aqui fica a partilha de mais uma atingida recentemente, acompanhada de um MUITO OBRIGADO a todos os que contribuíram para a sua realização!


Boas Leituras  ©

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Se está à procura de uma leitura simultaneamente doce e sexy, então a nova série «Os Sullivan» de Bella Andre é perfeita para si.

Vencedor do Award of Excellence, este romance é tão quente que vai derreter a sua imaginação.

Título: O Olhar do Amor - Os Sullivan
Autor: Bella Andre
N.º Páginas: 192
PVP: 14.95 €
ISBN: 978-989-657-428-4

Sinopse:
Enquanto fotógrafo de êxito que passa a vida a viajar, Chase Sullivan está farto de mulheres bonitas e sempre que vai a casa, em São Francisco, um dos seus sete irmãos tenta arranjar-lhe outra. Chase acha que a vida que tem é formidável, até que uma noite conhece Chloe que tem o carro atolado na valeta de uma estrada de Napa Valley. O fotógrafo nunca conheceu uma mulher mais encantadora, tanto por dentro como por fora, mas apercebe-se rapidamente de que Chloe tem mais problemas para além do carro acidentado e em breve vê-se a querer remover montanhas para a amar e proteger.
Mas Chloe permiti-lo-á?

Leia o 1.º capítuloAQUI


Da Mesma Autora
Opinião


O Olhar do Amor é o primeiro livro da série Os Sullivan e em cada um a autora narra a história de um dos sete irmãos desta família.

«Uma história sensual, com um argumento inebriante.» - Publishers Weekly








Sobre a autora:
Bella Andre tem um bacharelato em Economia pela Universidade de Stanford. Trabalhou como directora de marketing, mas sempre gostou de escrever. É autora de vários romances eróticos de grande êxito.
Bella Andre é uma autora premiada e best-seller do The New York Times e USA Today, contando já com mais de um milhão e meio de exemplares vendidos nos Estados Unidos, Inglaterra, Canadá e Austrália.
Vive no Norte da Califórnia com o marido e os filhos.
Descubra mais no seu sítio na internet: www.bellaandre.com

Saiba mais em: Planeta Manuscrito


quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Sinopse:
Os Doze é a sequela de A Passagem, um bestseller internacional que nos dá a conhecer um mundo transformado num pesadelo infernal por uma experiência governamental que não correu como previsto. No presente, à medida que o apocalipse provocado pela mão humana se vai intensificando, três personagens tentam sobreviver no meio do caos. Lila, uma médica e futura mãe; Kittridge, que se viu obrigado a fugir do seu baluarte com poucos recursos; e April, uma adolescente que se esforça por manter em segurança o irmão mais novo num cenário de morte e destruição. Mas, embora ainda não o saibam, nenhum dos três foi completamente abandonado...
A uma distância de 100 anos do futuro, Amy e os outros sobreviventes continuam a lutar pela salvação da humanidade... sem se aperceberem de que as regras foram alteradas. O inimigo evoluiu, e surgiu uma nova ordem negra com uma perspetiva do futuro infinitamente mais terrífica do que a da própria extinção humana.

Existem muitos livros, felizmente, que por muitas palavras que sejam partilhadas ficarão sempre mais e mais por referir, e o mais recente superthriller, repleto de fantasia e ficção científica, publicado pela Editorial Presença está, definitivamente, incluído nesta categoria.

Justin Cronin, na minha opinião, fez tudo bem. Ele matou quem devia e quem não devia para por à prova o meu coração, ele desenraizou o mal só para o replantar e fazer germinar pior que nunca e, depois, ainda preencheu todos os espaços possíveis com traços de amor entre o terror, só para que a verdadeira mensagem continuasse a ser evidenciada ao leitor.

As personagens e os tempos narrados ao longo da história são imensos, mas quando voltei a redescobrir, anos, muitos anos mais tarde, aqueles que já conhecia do livro anterior, quando voltei a um mundo contaminado por um vírus que destrói tudo e todos à sua passagem, não consegui deixar de reflectir sobre o verdadeiro busílis, humano ou viral, que criou este universo, sobre a verdadeira causa da desgraça a que assistimos e que assume tantas faces quantas qualquer pesadelo pode assumir – o que me levou, agora, à constatação de que o mal reside exclusivamente no íntimo de cada um. Este foi um dos vários pensamentos que me acompanharam sempre mas que, no final, fez um sentido efectivamente assustador.

No princípio de Os Doze fui guiada pela expectativa que me motivou, pelo receio de saber em antemão tudo o que poderia vir a acontecer após o Ano Zero – devido à anterior leitura de A Passagem, livros 1 e 2 –, por adivinhar que o erro já estava disseminado, incontrolável. No entanto, nada me retirou o prazer de acompanhar Kittridge, Danny e April, curiosa quanto ao seu futuro, no seu espaço temporal que me era desconhecido, e temi pelas suas existências e representações sem nunca conseguir esquecer de Lila e Grey, vidas singulares e peculiares, no surreal a que já me era permitido antever.
No futuro, quase um século depois – um século… –, regressei a casa, a uma parte que já conhecia, receava, e que se mostrava agora tão diferente. O horror ganhou maturidade e dimensão, cada realidade, comum ou particular, estava diferente para pior, e confesso-vos que então que o virar de páginas tornou-se viciante, que ansiei por cada momento de tensão extrema a que fui assistindo.

Aquele que poderia ser um livro de transição para um derradeiro final foi, pelas palavras de um excelente autor, uma obra rica em pormenores e vivências que vieram colmatar todas as lacunas deixadas anteriormente, devido à complexidade deste enredo. Para tal, o leitor conta com mais de uma dezena de personagens, umas já conhecidas e outras não, com um papel determinante para uma visão abrangente e plena de satisfação.

A obra alterna os diversos momentos espaciais, pelo que começo por me focar no início deste apocalipse, no Ano Zero, dando-vos a conhecer as personagens e as abordagens de quando pouco ou nada se sabia sobre o que estava a acontecer, exceptuando que os EUA estavam a perder a sua população de forma violenta a uma velocidade arrepiante.
Kettridge, com a sua perspectiva de ex. militar mutilado, desempenha aqui um papel de rebeldia, revolta, que acaba por se tornar fundamental para as parcas vidas com que se cruza, mostrando a relevância de uma mente estratega e de comando face ao caos.
April, de uma geração totalmente diferente, traz para a narrativa o contexto emocional e relembra o leitor que em situações limite as opções acertadas alteram-se, que aquilo que no passado seria repudiado pode acabar por se tornar um vínculo à nossa humanidade. É uma flor que cresce velozmente trazendo uma luz, simbolizou para mim continuidade. 
Danny, autista, é de uma dimensão à parte. Este homem dependente é uma surpresa constante e conhecer a sua mente nas condições adversas em que se encontra é um pormenor muito bem conseguido por parte do autor, afinal de contas, creio que existe a intenção de mostrar o máximo possível de partes afectadas num momento como este, e acredito que nesse sentido o sucesso foi alcançado.
Ainda no Ano Zero, mas já com a noção presente de que teriam um papel posterior a representar também, Lila e Grey são um retrato singular a atractivo, ele amnésico por realmente não recordar o que se passa no mundo, alcançando um previsível instinto de sobrevivência, ela porque escolhe não lembrar o quão diferente está a actualidade, preferindo refugiar-se num passado traumático e existindo, assim, alienada da realidade. São uma analogia interessante à memória que não poderia deixar de vos referir.

Com a profetizada passagem do tempo, o leitor é então levado para o futuro onde tudo se decide e algo, ainda, ficará por deslindar. Neste momento em particular, embora existam novos intervenientes bastante interessantes, julgo que é no regresso aos escolhidos, e já conhecidos, que vale apena atender, a Peter, a Alicia, a Amy e a Sara, que me são particularmente queridos.
Peter é um guerreiro, sempre foi e está destinado a ter um papel maior nos acontecimentos que restituirão a possível normalidade. É um viajante sem rumo, muitas vezes perdido e preso a convicções pouco claras, que acaba por se revelar linha após linha. Penso que mais tarde o associarei ao equilíbrio, àquele que equilibra os corações dos que, embora justos, se perdem na ténue fronteira entre o bem e o mal.
Alicia, contaminada e escolhida, é das figuras mais dúbias e difíceis de compreender durante a leitura, mas também ela tem um momento marcante e que acaba por fazer de si uma excepção entre todo o mal a que o assisti. É muito forte, e não me refiro apenas à sua força física, e esconde uma forma de amar que embora seja estranha é louvável.
Amy é a Amy. É a menina, a mulher e o monstro, que todos veneram e temem com razão. A sua causa, demanda, é a mais árdua de todas, creio, e certamente a mais confusa, mas a pureza dos seus afectos e gestos é tal que seria impossível o leitor não sentir um pouco da transcendência que ela provoca em todos os que são tocados por si.
Para o fim guardei a personagem que mais me impressionou neste livro – fui impressionada muitas vezes –, Sara. Ela é fundamental porque mostra como uma vida plena é levada à completa anulação da sua existência e, pior, representa a 70 mil almas que estão na mesma situação que a sua. É incrível a desintegração arbitrária a que assistimos, necessária para a sua sobrevivência, a forma mecânica como esta mulher subsiste, a cumplicidade obrigatória que cria com um sistema de terror – foi algo que me chocou muito.

Poderia ainda falar-vos dos Doze, os que dão título ao livro e que ficamos a conhecer melhor na obra, mas não existe muito que possa ser referido. Imaginem a reencarnação do mal e multipliquem-na por número de seleccionados para uma experiência mal conseguida, é o que estes representam tornando este cataclismo bastante injusto. Mas esta história está cheia de heróis, reencontros e perdas, por isso faço questão de não lhes dar muita atenção. Fica, no entanto, muito por dizer em relação a outra dezena, ou mais, de personagens, mas eu quero alongar-me muito mais.


Em suma, como puderam verificar, são muitas questões abordadas ao longo do livro, através de faces dissonantes e perturbadoras. Um livro que tem muitas situações de violência extrema, que foram além do que a minha imaginação concebe. Um livro onde o suspense é permanente e que se encontra narrado de forma inteligente para nos fazer crer na sua credibilidade. Um livro onde o futuro e a eterna questão de uma vida sem fim não tem preâmbulos tecnológicos ou romanticismos, é um texto muito cru, é um texto com uma visão unicamente dramática, sinistra até, sobre os limites da ambição humana.

Justin Cronin conquistou-me em pleno, e embora a sua escrita, devido aos saltos no tempo, nem sempre seja completamente clara, conseguiu fazer um sentido imenso quando chegou ao fim, deixando-me ansiosa pela continuação.
Devo ainda dizer que as suas descrições são bastante claras a nível visual, embora a variedade de cenários seja limitada pelo estado em que o planeta se encontra. Não existem, igualmente, falhas quanto a caracterizações o que, na minha opinião, é milagroso devido às dezenas de intervenientes que testemunhei, demasiados mas justificáveis pelas mais de 1650 páginas que perfazem, até ao momento, a sua narrativa.

Eu sou fã e penso que isso ficou claro pelo que tentei transmitir, apesar de ter a certeza que esta não é uma opinião muito bem conseguida devido às dificuldades que senti ao escreve-la.
Gostei tudo, tudo mesmo, neste livro repleto de pormenores sádicos e noções de amor disfuncionais, um livro que começa de forma profeticamente assustadora e que termina repleto de inquietação, pelo que me resta unicamente desesperar pela publicação de The City of Mirrors, no original publicado em 2014, e mais ainda para o folhear por cá. (Leitor sofre!)

Esta é uma aposta soberba da Editorial Presença que eu sugiro, veemente, a todos os fãs de literatura fantástica – é excelente!



A Passagem - Livro 1 (Opinião)
A Passagem - Livro 2 (Opinião)


Título: Os Doze
Autor: Justin Cronin
Género: Fantasia; Ficção Científica
Editora: Editorias Presença
Para mais informações sobre o livro Os Doze, clique aqui.


segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Terminou mais um passatempo com a maravilhosa colaboração Editorial Presença aqui no blogue.

Para sorteio encontrava-se um exemplar do livro Os Doze de Justin Cronin. A continuação de A Passagem, um superthriller de cortar o folgo que promete não deixar o leitores de ficção científica e fantasia indiferentes.
Para mais informações sobre o livro Os Doze, clique aqui.

Gostaria de agradecer a todos pelas vossas participações. E, se não foi o vencedor/a, não desanime haverá mais oportunidades em breve.


Sem mais demoras, quem receberá este exemplar é:

*69 - Ana (…) Miranda, (Braga),

Os meus sinceros parabéns ao vencedor/a, espero que usufrua de uma excelente leitura.
Aproveito para agradecer, uma vez mais, o apoio da Editorial Presença.

Boas leituras©


Com o mês de Setembro já a caminho do fim, a Editorial Presença e a sua chancela Marcador trazem-nos mais tentações, que é como que diz novidades.


Já conheciam estas obras?
Esta leitora ficou interessada em títulos como O Menino de Cabul ou O Reino Dos Rapazes.

Para mais informações consulte o site da Editorial Presença aqui.

 

Boas leituras ©

domingo, 22 de setembro de 2013

Eu tenho vergonha, juro que tenho! O atraso que mantenho relativamente às minhas aquisições é, sinceramente, o mais vergonhoso a que alguma vez assisti na blogosfera. Mas tentem perceber, como o tempo é pouco, entre escrever opiniões e mostrar os recentes meninos dos meus olhos… a escolha é óbvia.



A verdade, no entanto, é que não me falta vontade de os mostrar a todos, de vos falar sobre todos eles, mesmo aqueles que não serão opinados em breve, por isso resolvi fazer uma publicação mais extensa, com 12 aquisições. Espero que não se importem, mesmo que o meu comentário seja mais breve em relação a cada um deles.



Do Céu, Com Amor de Michelle Holman foi uma das minhas recentes leituras e é a mais recente opinião que podem ler aqui no blogue. Numa única frase: este livro é tão giro e tão doce que é impossível resistir-lhe! (Opinião)



Uma compra obrigatória, para mim, foi o terceiro título de uma trilogia que tenho vindo a adquirir, a pouco e pouco, para ler mais tarde. É nesta categoria que se insere Forever - Um Amor Eterno de Maggie Stiefvater. Estou realmente curiosa a respeito desta história. (Informações AQUI.)



Eu sou uma grande fã de Tara Moore, portanto quando soube que a Quinta Essência iria publicar A Rapariga de Olhos Azuis, fiquei realmente muito feliz e, após leitura, não me desiludi! Saibam o que penso desta história lendo a minha opinião AQUI.



Sozinhos na Ilha foi, na minha opinião, uma das leituras revelação deste Verão. Perfeito para época que agora finda, este romance de Tracey Garvis Draves é muito mais do que aparenta à primeira vista. Deixo-vos o link para a minha opinião AQUI.



Elizabeth Adler é presença assídua no blogue. Quem me lê há já algum tempo sabe bem a satisfação que retiro dos seus romances leves que me fazem sempre viajar. Intriga em Monte Carlo não será excepção, e já está na estante a aguardar a sua vez, que será muito em breve, isso garanto-vos. (Informações AQUI.)


Este livro é mais um dos que li recentemente mas que, infelizmente, ainda não tive oportunidade de realizar opinião. No entanto garanto-vos, Uma Espia no Meu Passado é um romance maravilhoso, quase tão bom como o primeiro de Lucinda Riley publicado pela ASA. Da mesmo autora, deixo-vos a minha opinião de A Menina na Falésia, AQUI, e convido-vos a espreitar as informações sobre esta história AQUI.


E porque eu sou uma fã de YA, neste caso road trip, fiquei bastante animada com a proposta Editorial Presença para ler Adeus, Berlim - um livro estimulante, que vai muito além da história comum de dois adolescentes. Na data da minha opinião o autor Wolfgang Herrndorf ainda não tinha falecido, pelo que aproveito este publicação para dizer o quanto lamento a sua perda. Espreitem a minha opinião – AQUI.


Adoro terminar trilogias, e esta foi mais uma das que tive felicidade de descobrir o final recentemente. Rainha de Amanda Hocking, uma publicação ASA, encerra em grande a sua saga no universo Trylle que me surpreendeu bastante pela positiva. (Opinião)


Embora leia poucos policiais, estes estão sempre a chamar-me a atenção pelo que Morte na Aldeia tinha de vir para a minha estante. Eu ainda não li mas a minha mãe está neste momento a deliciar-se com a história de Caroline Graham publicada pela ASA. Mais informações – AQUI.


O Estrangulador de Cater Street segue a mesma do seu antecedente na colecção Crime À Hora do Chá, e veio no mesmo pack de Morte na Aldeia, aproveitando uma promoção Fnac. Uma excelente aquisição, creio. Leiam as informações sobre o livro – AQUI.


A Planeta Manuscrito sugeriu-me a leitura de Indiscrição e devo confessar-vos que ainda bem que o fez. Este livro é fantástico, explorando a o ser humano de uma forma intimista e profunda, aposto que quem não leu vai gostar. Mais uma revelação, descubram a minha opinião – AQUI.



Por fim, o último livro de Carlos Ruiz Zafón, O Palácio da Meia-Noite, veio preencher o seu lugar cativo nas minhas estantes. pois gostei bastante do livro anterior esta série. Uma leitura de que espero usufruir muito em breve. Encontrem o 1.º capítulo desta narrativa e mais informações no site da Planeta Manuscrito AQUI.



E é isto, o que já não é pouca coisa, que tenho para vos mostrar por agora. O mais rapidamente que me for possível, trar-vos-ei mais aquisições para ver se finalmente começo a andar actualizada!
Para já, que vos parecem estas aquisições?
Estão interessados em algum livro em particular?


Boas leituras ©

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