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A Elphaba...

Adoradora de literatura em geral.
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sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Sinopse:
Tess costumava sentir-se feliz com a sua vida: mora na idílica e costeira Avalon com o filho adolescente, Zach, e a filha nove anos, Kitty, e trabalha na loja de antiguidades local. O único arrependimento que tem é tudo ter corrido tão mal com o seu primeiro amor. Em seguida, o seu casamento chega ao fim e o tal primeiro amor regressa a Avalon...
Suki, irmã de Tess, fugiu da Irlanda anos antes para casar com o político Kyle Richardon. Quando descobre que alguém quer escrever uma biografia sobre ele há apenas um lugar para onde pode ir a fim de se assegurar de que os seus segredos permanecem escondidos.
Danae é a funcionária dos correios de Avalon e esforçou-se bastante para garantir que ninguém sabe de onde veio ou quem é... O passado só a si diz respeito, e ela gostaria de mantê-lo assim.
Em Galway, Mara exibe um sorriso falso num casamento; só quer perguntar uma coisa ao noivo: porque lhe disse ele que a amava? Precisando de deixar o passado para trás, Mara pega na sua vida e prepara-se para um novo começo.
Poderão estas quatro mulheres resolver os seus passados? Ou será que precisam de olhar para trás antes de poderem começar a viver para o futuro?

Entre as várias, muitas, autoras que já tive o prazer de ler publicadas pela Quinta Essência, Cathy Kelly é uma das que mais estimo pela forma sensível como trata a vida através das palavras. As suas histórias, particularmente direccionadas para um público feminino, envolvem o leitor de uma forma poderosa, de tal maneira que as suas personagens se transformam em velhas amigas de quem escutamos, atentamente, receios e segredos, repletos sorrisos e lágrimas, relatos que têm tanto de comum e, ainda assim, são tão íntimos que nos sentimos tocados pela partilha. É uma autora que me apraz, satisfaz, sempre e A Casa de Willow Street superou a alta fasquia que a acompanha.

Tal como já sucedeu em leituras anteriores desta autora, este texto apresenta quatro personagens principais femininas bastante distintas que, por algum laço afectivo, se unem e se encontram ao longo da narrativa, enquanto nos contam as suas vidas os seus dilemas, dificuldades e bonanças, até à descoberta do seu caminho.

Sendo um livro centrado nas suas personagens e nos temas que estas oferecem para reflexão, creio que vou divagar um pouco sobre as mesmas, pelo que peço desde já desculpa.
Mara, a mais jovem das protagonistas, viu, de forma inesperada, ser desfeito o seu sonho de casar com aquele que considerava um príncipe, e para recuperar resta-lhe, unicamente, fugir de tudo o que conhece e receber apoio ao abrigo da sua afável tia, Danee. Embora, logo início, Mara dê provas de uma personalidade arrojada, é fantástico assistir ao desenvolvimento desta personagem quando chega a Avalon, mostrando um lado atencioso e amigo que acaba por dar uma nova vida a esta localidade, onde poderá, eventualmente, encontrar o seu lugar.
Tess não tinha uma vida perfeita, mas tinha uma vida estável pela qual era verdadeiramente grata, com dois filhos abençoados e um companheiro que era acima de tudo seu amigo - numa relação só a amizade pode não ser suficiente. Quando uma decisão precipitada lhe tira repentinamente a paz, Tess terá de começar de novo mas, primeiro, terá de resolver-se com o seu passado se quiser voltar a ser feliz.
Suki, a personagem com quem criei menos ligação, é aquela que aborda uma temática mais recorrente nos romances contemporâneos. Excêntrica, lutadora e numa situação precária, ela é o retrato de alguém que deixou de ser famoso mas a quem sobrou todos os dramas associados ao destaque social… mais tarde só lhe restará voltar às origens e ter esperança de conseguir voltar a construir um novo caminho para as suas ambições.
Por fim Danee, ela foi a minha personagem favorita pela temática que lhe coube representar. Ela é todas as vozes que em sofrem em silêncio, é uma entre muitos em Avalon, dedicada ao seu trabalho mas excluída do mundo porque se recusa a seguir em frente. É a mais corajosa e a que menos se manifesta, porque quando o fizer, quando encarar a realidade perante aqueles que a aceitaram, a sua vida pode não voltar a ser a mesma.
Juntas, elas são parte de um todo a que o leitor poderá já ter tido acesso seu meio, são mais ainda, elas são uma mensagem de esperança, de luz, são prova de que a felicidade pode existir onde menos esperamos desde que se encontre paz interior.

Sei que já me alonguei - devido ao elevado número de protagonistas -, mas o facto é que estas mulheres são a alma de todo o enredo que explora, como muito poucos, as relações amorosas. Jovens ou maduras, passadas ou presentes, saudáveis ou destrutivas, existe espaço para todo o género de ligações e, consequentemente, os problemas ou dádivas que cada uma acarreta. Desta feita, a traição e a violência estão presentes, sendo a violência doméstica o tema que merece maior destaque ao longo do livro.
Quer se trate de um sofrimento colectivo ou de uma dor individual, Cathy excedeu-se na verdade e emocionou-me muito, tão cedo não esquecerei esta história..

Questões mais positivas são, também elas, alvo de exposição e, como tal, o leitor encontrará nestas páginas a amizade, a bondade, o valor da família e mensagens verdadeiramente reconfortantes para equilibrar os momentos mais nostálgicos.

Um livro para quem gosta de ver espelhadas vidas genuínas, onde o romance actual se cruza com mágoas e contentamentos passados para alumiar reencontros, oportunidades, futuros que podem curar os corações mais magoados.

Cathy Kelly é uma contadora de histórias maravilhosa porque a sua escrita, simples, crua e bela, consegue realmente chegar ao leitor.
As suas descrições espaciais são suficientemente trabalhadas para que quem lê se sinta acolhido no local onde se desenvolve a maior parte da acção, em Avalon, mas é nas caracterizações que a autora se excede com um trabalho minucioso e perfeccionista que nos marca através das suas palavras.

Pessoalmente este é o meu livro favorito da autora, da qual eu já era fã. Espero ter oportunidade para ler todas as suas obras em breve, pois creio que não me vou desiludir.
Como nota final, não esquecerei Danee e espero, um dia, ter oportunidade para fazer a minha parte por tudo o que ela representa - temos de manter os olhos abertos para o que nos rodeia.  

Uma grande, grande aposta Quinta Essência que me deu um prazer imenso e que eu recomendo a todas as leitores do meu blogue.



Reencontros (Opinião)
Para Sempre, Meu Amor (Opinião)



Título: A Casa de Willow Street
Autora: Cathy Kelly
Género: Romance


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