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segunda-feira, 24 de junho de 2013
Sinopse:
Molly Allen vive sozinha em Portland. Na memória guarda os momentos felizes que viveu na livraria A Ponte — a mais antiga livraria no centro histórico de Franklin, com um homem que deixou para trás cinco anos antes. O amor que os uniu era de uma espécie rara, arrebatadora, que ela não voltou a encontrar desde então.
Ryan Kelly é músico e vive em Nashville. Depois de um noivado falhado e de vários anos em digressão, também ele tem dificuldade em reencontrar a felicidade. Por vezes, quando se sente mais solitário, regressa à livraria e recorda as horas que partilhou secretamente com Molly.
Charlie e Donna Barton são os donos da livraria A ponte, e durante quatro décadas partilharam com os clientes o amor pela leitura. Mas quando a cidade é atingida pelas cheias, Charlie entra em desespero. Sente-se prestes a perder as duas paixões da sua vida: a livraria, que construiu e acarinhou ao longo dos anos, e a mulher, Donna, que não mais conseguirá sustentar. Quando a tragédia acontece, leva a um reencontro inesperado entre Molly e Ryan.

Conhecem o género história intemporal que chega leve, como um sopro da alma, que cuida guardar um canto especial na memória e, após terminada, por aí fica, um pouco mais, aquecendo o coração e fazendo prevalecer um sorriso? Assim é este título Dois Anos e Uma Eternidade.
Sem grande ciência, esta narrativa breve capta a essência de valores fortes que conservam o que de melhor existe na humanidade enquanto, de forma breve, nos leva a conhecer os caminhos de um amor perdido e suspenso no tempo, preso às muitas possibilidades a que viramos costas na nossa intimidade

Belíssimo, este pequeno grande livro conta-nos, no passado, como Molly e Ryan se conheceram e se amaram, como igualmente se deixaram influenciar pelo destino e, tristemente, se afastaram. E agora, no presente, amadureceram, singraram numa existência quase feliz, sem nunca esquecerem os laços que os uniram num local mágico, A Ponte. Neste sentido, é nos permitido analisar o poder das decisões que, nem sempre correctas, nos encaminham por destinos, possibilidades que embora não sejam totalmente infelizes, estão longe de ser tudo aquilo que a vida tem para nos oferecer.
A Ponte, enquanto livraria, é à partida um local que facilmente criará empatia com os leitores mas, principalmente para o contexto, é o sonho de Charlie partilhado com Donna. Como todos os sonhos este é frágil e uma fatalidade, tão simples e complexa como uma cheia, permitiu que a enxurrada levasse consigo o passado, páginas e mais páginas de emoções que anteriormente juntaram almas, pedaços de corações e este casal maduro, Charlie e Donna, que a construiu com todo o seu carinho e dedicação. Num culminar de desespero, o próprio Charlie perde com o dinheiro a cabeça... Não lhe resta nada, resta-lhe uma infinidade de segundas oportunidades.

Não conhecia Karen Kingsbury e fui, definitivamente, marcada pela sua inspiração, pela sua voz encantatória e transbordante de sentimentos que me aproximou de quatro personagens ficcionais capazes de provar a verdadeira importância da esperança.
Quer se trate de Molly e Ryan, quer se trate de Charlie e Donna, não existe nada que seja realmente extraordinário nestes casais ou enquanto personagens singulares, existe, isso sim, uma credibilidade, rara e palpável, que nos une às palavras durante toda a narrativa, uma credibilidade que nos permite analisar personalidades e temperamentos com defeitos que os levam a cometer erros comuns mas, também, uma credibilidade marcante por traços cada vez mais ausentes, como a generosidade e o poder da partilha, por pouca que seja, que pode marcar pela diferença. Portanto, mais do que falar sobre as personagens, penso que é importante reflectir sobre as mensagens que passam para o leitor.

Para que fique claro, eu li este livro há mais de três meses mas a sua essência ficou cravada em mim, e logo por aí podem concluir o magnetismo e a excelência das palavras desta autora que, com leveza e relatos breves, ultrapassa a simplicidade que designa um romance.

Entre os muitos pormenores oferecidos, merece destaque ao longo da leitura a importância de existirem fundações de apoio a causas variadas e, em particular, os abrigos de animais – uma visão obtida através de Molly. Mas mais do que centrar-se neste género de apoios singulares, fica reafirmada a mensagem de que cada um pode ter, fazer cumprir, o seu papel no mundo, na medida em que ajudará a construir algo melhor. E, se em boa verdade, este gesto não muda o planeta, é certo que pode fazer toda a diferença na vida de alguém.

Outro dos temas veementes abordados é a religião, mas mais do que concentrar-se numa crença em particular, este texto transmite uma palavra de fé. Fé no amor, fé no próximo, fé na vida e fé na felicidade. Acreditarmos, ter fé, que podemos ser felizes, mesmo quando o mundo parece querer provar o contrário, é uma tarefa que pode ser árdua e cabe a cada um de nós o reencontro, numa jornada de desencontros - como a descrita na história -, ter fé de que existirá algo mais à nossa espera.

Não poderia deixar ainda de falar sobre A Ponte, a livraria que serve de elo a todos os intervenientes deste texto e que, mais do que um simples local, é um ponto mágico de partilha e de encontro, com a sua história própria. A autora consegue transformar aquele que é o sonho de Charlie em algo único para todos quantos os que buscam prazer com as palavras e com os que com eles se cruzam, mudando as suas vidas e as vidas de terceiros que, sem pedir nada em troca, conquistam e oferecem caminhos de bem-aventurança.

Tudo o que citei anteriormente, enredo, personagens e os seus valores, faz-se acompanhar ao longo do livro com fortes alusões literárias e musicais, o que torna esta leitura mais interessantes. Da mesma forma, é importante reafirmar que durante o livro está sempre presente a existência de segundas oportunidades e a importância de acreditarmos nas mesmas porque são estas, se nunca desistirmos, que transformam os sonhos em realidade e, convenhamos, a realidade sabe muito melhor após a concretização de um sonho.

Um livro que liga o passado ao presente e o presente ao futuro, através de um romance que eu recomendo fervorosamente a qualquer adepto deste género literário que deseje viajar numa realidade ficcional sobre o amor, a esperança e a felicidade.

Karen Kingsbury tem uma escrita simples e acessível, que proporciona uma leitura célere e credível através da pureza encantadora das emoções transmitidas.
As suas descrições são particularmente dedicadas aos sentimentos, havendo apenas o cuidado de situar o leitor espacialmente para que usufrua em pleno da sua narrativa, para quem nada seja deixado ao acaso.

Pessoalmente, eu gostei muito deste livro e esta é uma autora que quero definitivamente reencontrar. Apaixonei-me. Apaixonei-me por um livraria, pelas recordações e pelas possibilidades de alguns momentos, anos, se transformarem em eternidades especiais e únicas quando partilhadas. Afinal, é disso que se trata.

Esta é uma excelente aposta da Topseller para todos os leitores que vos sugiro sem qualquer tipo de restrição.

Título. Dois Anos e Uma Eternidade
Autora: Karen Kingsbury
Género: Romance
Editora: Topseller



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