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domingo, 26 de maio de 2013
Sinopse:
Na sociedade do período da Regência, espera-se que as mulheres casem jovens, governem a casa e sejam vistas, não ouvidas. No entanto, estas senhoras dificilmente fazem o que se espera delas…
Lady Cecily Francis está resignada a tornar-se esposa de Lorde Drury, o homem por quem desconfia que a irmã nutre uma paixão secreta. Porém, depois do seu primeiro encontro escandaloso com o exótico conde de Augustine – o americano de quem toda a gente fala em surdina –, Cecily fica intrigada com a possibilidade de uma vida mais excitante. Se ao menos conseguisse arranjar maneira de casar com o pouco convencional conde…
É conhecido na cidade por Conde Selvagem. Embora tenha herdado o título de forma legítima – e, com ele, a responsabilidade pelas suas três meias-irmãs –, Augustine é meio-americano e meio-iroquês. Mal pode esperar para pôr em ordem o património do pai, casar as irmãs e regressar à sua terra natal. Até que a encantadora Lady Cecily o leva a considerar uma prolongada estada em Inglaterra…

Para quem segue com relativa atenção este meu adorado espaço, não há segredo algum no facto de eu vos dizer que gosto muito de Emma Wildes. A partir do momento em que li pela primeira vez esta autora, rendi-me ao seu jeito suave contar histórias de época, com um travo de acção e mistério, com um travo de humor, mas, principalmente, com um cuidado particular ao falar de amor e elaborar deliciosas descrições da classe alta britânica.

Neste título em concreto, que na minha opinião é mais romântico que o habitual, a autora leva-nos a um período de singular ostentação e regras entre os círculos mais elitistas da sociedade londrina, ao período de Regência, e, pela visão oferecida, rapidamente me apercebi que mais uma vez Emma esmerou-se na criação do cenário espacial onde enquadrou, na perfeição, as mais educadas e curiosas damas e os mais prodigiosos e singulares cavalheiros.
Foi, portanto, num primoroso ambiente de opulência que conheci a mais preciosa flor da temporada, a mais desejada donzela do ton, Lady Cecily - quase comprometida e certamente desapaixonada por Lorde Drury. Como um exemplo de beleza e conduta entre os círculos mais selectivos, esta jovem acaba por não passar despercebida ao Conde Selvagem, Jonathan, um recém-chegado rico, pouco convencional e, desta feita, alvo de todas as críticas e fofocas sociais. Num primeiro encontro entre Jonathan e Cecily, rodeados de olhares indiscretos, um sussurro impensado, ousado e inconveniente não é ignorado e ocorre uma primeira faísca entre este par antónimo. Este pode não ser nada ou pode ser o princípio de algo sem retorno, prevalecendo apenas a certeza de que o destino se encarregará de mostrar que nada é tão linear e previsível como ambos julgavam ser.

Embora seja usual encontrar um elevado número de intervenientes nas narrativas de Emma, devo confessar que a diversidade de personagens, atendendo à dimensão de Sussurros Ousados, 316 páginas, me surpreendeu bastante e de forma positiva.
Não vou divagar, nem citar tantos quantos os que são relevantes neste enredo, mas a verdade é que para lá do casal principal, Cecily e Jonathan - ele um homem vivido, com sentido de honra, e ela uma mulher pura e de quem se espera muito -, ambos bastante mais atrevidos que o esperado e representando o cliché da metamorfose emocional para encontrar o equilíbrio necessário para a felicidade, muitos foram os nomes que me agradaram. São disso exemplo, Lily uma das três irmãs do protagonista, que será relevante no futuro e tem um passado muito interessante, James, o contido e ponderado primo de Jonathan que lhe serve de consciência e Elle, irmã de Cecily, de língua viperina e protagonista de cenas muito divertidas. Todos eles oferecem a este enredo muita acção e diferentes perspectivas da história - com a diversificação de narradores -, assim como diferentes emoções e muitas questões pertinentes para o desenvolvimento, aliás, posso inclusive adiantar, desde já, que posteriormente algum destes intervenientes poderá vir a ser protagonista na continuação desta trilogia, no original Ladies in Waiting.

Entre as várias questões abordadas, neste livro acho relevante referir os diversos perfis explorados e, no caso feminino, a atenção dada às diferentes posturas da mulher face à forma como são encaradas pela sociedade devido à sua condição. Todas as que conhecemos com maior atenção são solteiras por diferentes motivos, como o abandono ou o simples facto de terem atractivos pouco convenientes, o que lhes molda o carácter e que permite, pertinentemente, haver uma noção dos conceitos e valores do período observado.

No entanto, não posso deixar de referir que esta é uma narrativa muito simples e leve que visa, acima de tudo, o entretenimento que aqui se encontra acima da média. Penso que o mistério, habitual nesta autora, esteve quase sempre em segundo plano havendo, isso sim, maior dedicação aos diálogos e à acção entre personagens, particularmente, entre as diferentes relações que se foram formando - o que me proporcionou boas gargalhadas e aumentou a minha empatia para com as figuras ficcionais.

No geral, este é um livro para os adeptos de romance época e sensual, com algumas cenas volúpias, que procurem descontrair através de uma leitura descomplicada e, ao mesmo tempo, descobrir um pouco sobre os enleios amorosos londrinos no princípio do século xix.

Não há muito que eu possa acrescentar, em relação a tudo o que já disse em outras opiniões, sobre a escrita de Emma Wildes, pelo que posso apenas reafirmar que esta é uma autora com uma escrita muito apelativa que, de forma simples e primorosa, cria enredos cativantes que proporcionam leituras vorazes. As suas descrições são efectivamente um dos seus pontos fortes, quer relativamente a personagens ou cenários, sendo, para mim, uma escritora de eleição.

Pessoalmente, fiquei desejosa de saber mais relativamente ao restante elenco de intervenientes e estou curiosa de ler o segundo título desta trilogia, Traída Pelo Destinopublicado no corrente mês de Maio. Até lá, ficarei com saudades deste casal sedutor que me ofereceu, sem dúvida alguma, uma dança romântica plena de sorrisos indiscretos e uma visão enternecedora sobre a entrega e os afectos.

Emma Wildes é uma aposta de sucesso da Planeta Manuscrito que, diversificando as suas publicações, acredito que já tenha conquistado as leitoras mais exigentes deste género literário.

Da Mesma Autora
Um Homem Imoral (Opinião)
Um Erro Inconfessável (Opinião)
Pecados Escondidos (Opinião)

Título: Sussurros Ousados
Autora: Emma Wildes
Género: Romance de Época, Sensual


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