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segunda-feira, 13 de maio de 2013

Sinopse:
Cathryn Deen vivia num mundo de sonho: atriz famosa, idolatrada, era considerada a mulher mais bela do planeta. A fama era tudo na sua vida. Mas após sofrer um trágico acidente de automóvel, que a deixa marcada para sempre, decide ocultar-se de tudo e todos.
Escondida na casa da sua avó materna nas montanhas da Carolina do Norte, Cathryn tenta ultrapassar os seus traumas com a ajuda da sua grande prima Delta, uma mulher roliça e bem-disposta, dona do café local. Considerada por todos a alma daquele vale, Delta alimenta com os seus cozinhados e biscoitos deliciosos o corpo e o espírito dos mais carentes.
Um dos seus protegidos é Thomas Mitternich, um famoso arquiteto, fugido de Nova Iorque, após os atentados às Torres Gémeas lhe terem roubado o que de mais valioso tinha na vida: a mulher e o filho. Atormentado pela culpa, Thomas acredita que nada nem ninguém lhe poderá devolver a razão de viver e, entregue ao álcool e ao desespero, espera um dia ganhar coragem para se juntar àqueles que mais amava.
O destino irá cruzar os caminhos de Cathryn e Thomas numa história magnífica de superação, ensinando-os a transformar as adversidades em oportunidades e a valorizar a beleza que existe em tudo o que os rodeia.

Ora aqui está uma história que esta vossa leitora considera especial. Especial, em primeiro lugar, porque sendo ficção consegue traçar uma linha sublime e muito próxima em direcção a realidades que nos são comuns. Especial porque trata com beleza, mas também com sombras, tudo aquilo que reflecte a vida e nos chega ao coração. E, igualmente especial, porque ao manter sempre presente o seu carácter de entretenimento, é uma narrativa repleta de força e esperança que oferece preciosas lições de moral.

Com uma sinopse que reflecte tudo aquilo que me é permitido contar-vos sobre o enredo de O Café do Amor, não é fácil comentar esta obra, ainda assim tenho liberdade para vos dizer que, para lá do passado e do presente de Cathryn e Thomas, os protagonistas deste texto, esta é também a história de todos aqueles que fizeram parte do seu percurso rumo a um novo encontro consigo mesmos e, consequentemente, rumo à superação de todas as dificuldades a que nenhum ser humano deveria estar sujeito, mas está.
É uma história plena, construída cuidadosamente das grandes às pequenas coisas, e pontuada de encantadores pormenores que lhe dão um brilho muito singular que só é alcançável porque Deborah Smith é uma escritora fabulosa, que se caracteriza por ser descritiva na medida certa e assertiva na forma como alcança, com a verdade, a intimidade dos seus leitores. 

Ao longo do folhear, são muitos aqueles que vamos encontrando mas, infelizmente, só posso focar-me nos principais ou tornaria este comentário ainda maior que o habitual.
Cathryn, como protagonista, sofre um grande revés ao longo do desenvolvimento desta história, e mais do que representar o lado negativo da fama, ela que é a mulher mais bela do mundo, tem um coração generoso e vem mostrar-nos que mesmo quem está no topo pode ainda ter um grande caminho por percorrer, um caminho de humildade e que testará todas as suas fragilidades.
Thomas, por seu lado, é um homem intermitente, ora forte, ora fraco, é digno de compaixão quando o conhecemos e fez-me, enquanto leitora, reflectir uma vez mais sobre a grande calamidade que representou o 11 de Setembro. Através desta personagem, a autora oferece uma versão deste desastre muito credível, magnífica, não só pelo que representa, como também pela reviravolta que proporciona ao enredo já perto do seu final.
Igualmente importantes, sob o meu ponto de vista, são Delta e as Pequenas (denominação pessoal). Delta porque me surpreendeu quando revelou a dimensão da sua teia e porque, quando parecia impossível, me maravilhou ainda mais por tudo o que ultrapassou, deixando a mensagem de que a vida pode sempre apanhar-nos desprevenidos mas que quanto mais vezes caímos mais fortes ficamos, algo que serviu para consolidar o seu valor. E, por fim, as minhas Pequenas - Cora e Ivy -, duas irmãs que nos vêm despertar para o facto de a realidade poder ser dura desde a tenra idade, para os que sem culpa carregam o mundo às costas escondido entre a inocência e a infância. Elas são o espelho dos que mais sofrem e que menos se queixam.

Personagens à parte, como já devem ter compreendido as questões abordadas são mais que muitas e, admiravelmente, é notável um imenso esmero para que nada fique ao acaso. Desde a importância da família, passando pelos diferentes traumas a que quase todos os intervenientes estão sujeitos, é impossível ficar indiferente a esta história. Existe ainda, singular a cada personagem, algo que a autora representa como muito poucos são capazes de descrever: os comportamentos e as emoções humanas. Conforme vamos avançando na leitura, elas chegam até quem lê como vagas do mar, do levante à calmaria, e cada uma das suas fases é preenchida de significado e transmitida irrepreensivelmente.

Mas não quero assustar-vos, embora este romance seja um drama, com direito a todas as dores, lágrimas e medos, teve a capacidade de me fazer sorrir e muito, através das coisas mais simples, talvez seja por isso que é especial. Encheu-me de alegria com os reencontros e com o valor da amizade, com o desenlace de muitos momentos chave e com os muitos caminhos adoptados para a meta das vidas que conheci. E encontrei também um pouco de felicidade em cada passo para a superação das adversidades e em cada vitória que, com um humor muito particular, alcança todos os intervenientes.


Este livro é assim, uma ficção de alta qualidade, é daqueles que fazem rir e fazem chorar e que por fim nos deixam a pensar nas muitas nuances da nossa existência, em como lidaríamos com as situações descritas. Mas isso não importa, muito, o importante é que sei que tal como eu, muitos serão os leitores que irão gostar desta história.

Esta foi a minha estreia com Deborah Smith e não poderia ser mais positiva. Fiquei com imensa vontade de ler, não só, as obras já publicadas em português pela Porto Editora (Doçura da Chuva e Segredos do Passado), como também de encontrar as suas palavras noutros registos publicados no estrangeiro.
Quanto à sua escrita, esta é de uma beleza extraordinária, dando a ver na perfeição tudo o que a sua imaginação e criatividade conseguem alcançar. Mas cautela, esta autora é descritiva e embora para mim não o seja em excesso, haverá quem esteja acomodado a leituras leves e possa sentir menos fluidez na leitura.
Dos sentimentos às acções, passando pelo cenário e personagens, não tenho absolutamente nada a acrescentar que não sejam elogios, porque a autora trabalha realmente bem o género e quase não tem falhas. Não quero com tudo isto dizer que a história em si criou um laço comigo ou me transcendeu, de todo, mas quando a qualidade está lá… quem sou eu?

Uma excelente aposta Porto Editora para o público feminino e para todos aqueles que estejam curiosos com esta autora ou desejem apenas passar um bom momento entre páginas.


Título: O Café do Amor
Autora: Deborah Smith
Género: Ficção; Romance; Drama
Editora: Porto Editora


8 comentários :

Clarinda disse...

Excelente opinião.
Acho que vou pegar-lhe mais cedo do que tinha planeado! ;)

Elphaba J. disse...

Obrigado Clarinda :)
Beijinhos* Espero que tenhas uma óptima leitura como foi a minha.

Anónimo disse...

Isto é opinião para 10 estrelas, não 4 no goodreads. :P
Adoro esta autora.

Elphaba J. disse...

Anónimo :)
Este é efectivamente um livro excelente, o número de estrelas tem influência do meu gosto pessoal mas nunca da qualidade do livro, que é imensa.

Boas leituras*

addle disse...

Eu já estava interresada em ler o livro e depois de ler uma opinião destas ainda fiquei mais ;)

Elphaba J. disse...

Obrigado Addle :) Esse feedback é tudo o que alguém que faz opiniões gosta de ouvir!
Boas leituras*

ℒ ღ disse...

Bem, impossivel ficar indiferente depois de ler esta opinião, principalmente a parte:

[...]Este livro é assim, uma ficção de alta qualidade, é daqueles que fazem rir e fazem chorar e que por fim nos deixam a pensar nas muitas nuances da nossa existência, em como lidaríamos com as situações descritas. Mas isso não importa, muito, o importante é que sei que tal como eu, muitos serão os leitores que irão gostar desta história.[...]

Mais uma autora que não conhecia e vai para as futuras leituras ;)

Elphaba J. disse...

Obrigado *L*.
É de facto uma autora a ter em conta e de grande qualidade. Mesmo que não consigas criar um laço afectivo com a história em si, não lhe consegues ficar indiferente pela forma maravilhosa como é narrada e isso é extraordinário.

Espero que tenhas oportunidade de ler, a sério :)

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