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quinta-feira, 16 de maio de 2013

Sinopse:
A tua escolha pode transformar-te - ou destruir-te. Mas qualquer escolha implica consequências, e à medida que as várias fações começam a insurgir-se, Tris Prior precisa de continuar a lutar pelos que ama - e por ela própria. O dia da iniciação de Tris devia ter sido marcado pela celebração com a fação escolhida. No entanto, o dia termina da pior forma possível. À medida que o conflito entre as diferentes fações e as ideologias de cada uma se agita, a guerra parece ser inevitável. Escolher é cada vez mais incontornável... e fatal.
Transformada pelas próprias decisões mas ainda assombrada pela dor e pela culpa, Tris terá de aceitar em pleno o seu estatuto de Divergente, mesmo que não compreenda completamente o que poderá vir a perder. A muito esperada continuação da saga Divergente volta a impressionar os fãs, com um enredo pleno de reviravoltas, romance e desilusões amorosas, e uma maravilhosa reflexão sobre a natureza humana.

Existem livros que são claramente superiores relativamente aos seus pares - dentro do mesmo género e época de publicação, se é que me entendem -, e este, na minha opinião, é certamente um deles, um dos melhores entre dos melhores. O motivo é simples, quando li o primeiro livro da Trilogia Divergente adorei o maravilhoso cenário criado, as suas personagens extraordinárias, controversas, e a cuidada escrita de Veronica Roth, mas agora, tendo em conta que tudo isto é algo com o qual já estou contextualizada, familiarizada, tive oportunidade de apreciar para além do óbvio e senti, com a evolução e o adensar do enredo, que a autora conseguiu levar a história para um novo patamar, um patamar mais intenso e arrojado que conjugou na perfeição factores imprescindíveis, como reflexão e o entretenimento, o que me deixou ansiosa pela continuação.

Em relação ao livro é difícil falar sem cometer spoilers, mas vou recordar e tentar conjugar Insurgente e o seu antecedente…
Em Divergente foi-me apresentada uma sociedade peculiarmente fraccionada em cinco facções relevantes – Cândidos, Abnegados, Intrépidos. Cordiais e Eruditos -, e cada uma delas dedicada a uma virtude e com leis específicas, sendo que na maioria das vezes é herdada para geração seguinte de indivíduos, na maioria das vezes.
Chegada a altura de escolher uma facção, a nossa protagonista, Tris Prior, deu asas à sua coragem e optou por uma diferente daquela que fazia parte das suas origens, os Abnegados, levando assim o leitor a conhecer aprofundadamente a arrojada facção dos Intrépidos, que testa ao limite a força e os receios dos seus membros, privilegiando acima de tudo, a lei do mais forte. Nesta demanda e crescimento pessoal, Tris foi construindo um puzzle deste mundo singular que acabou por revelar muito para além da aparente simplicidade inicial, abrindo assim as portas para a realização de Insurgente. Após todas as mudanças e descobertas através desta personagem no livro anterior, quem lê tem neste segundo livro a oportunidade de entrar num ambiente ainda mais fantástico, que não só traz consigo um interesse renovado, como também tem a capacidade de surpreender constantemente, superando claramente uma história que já antes ultrapassava o inimaginável. É espectacular, na minha opinião.

Quanto a personagens, temos novas, temos mais e as que já conhecíamos estão ainda melhores.
O casal principal é isso mesmo, o foco principal de um enredo e é extremamente intenso, romântico até, mas no entanto quem lê não sente que em momento algum está a folhear apenas para descobrir o que o destino lhes reserva, porque existe tanto a acontecer e as probabilidades são tão baixas para qualquer alternativa que, pelo menos para mim, foi impossível focar-me apenas no romance. Agora, sem dúvida que Tris e Quatro são soberbos, quer na diversidade, quer no que os une, e se ele é aqui mais controverso e por isso mais interessante, ela é a exploração pura do ser humano - nos seus defeitos, qualidades, reacções e emoções, ela dá tudo ao leitor e é das melhores personagens que eu já tive o prazer descobrir. (Este blogue poderia chamar-se, hoje, As Histórias de Tris. Estão a ver a ideia?)
Em relação aos restantes intervenientes sou obrigada a resumir e, desta feita, merecem destaque os sem-facção, Caleb e Marcos, infelizmente nem sempre por bons motivos, mas eu não gosto de personagens boazinhas nestes livros.
É importante citar ainda que a própria intensidade atribuída às personagens, no geral e protagonistas em particular, dá um novo significado a cada momento de acção, mesmo que este não seja crucial.

Tendo que ver também com as personagens, um dos extras desta história é termos a oportunidade de conhecer melhor outras facções e como funcionam internamente, sendo proporcionada a oportunidade de conhecer imensas curiosidades e pormenores das mesmas. Em relação a estas, gostei igualmente da diversidade de cenários sugerem, porque embora tudo se desenvolva numa área restrita, fica a noção de delimitação perfeita por cada uma das castas, homogeneizando ainda mais aquilo que as define.

No entanto, mais importante para lá de toda a história foi, para mim, tudo o que tem que ver com os comportamentos e emoções protagonizados e é neste ponto que o brilhantismo de Roth se supera. A dor, física e psicológica, continua eximiamente exposta e até, arrisco-me a dizer, mais íntima e profunda, ganhando uma importância extrema. O mesmo se passa com as escolhas, mais uma vez, tudo tem que ver com o poder de correr riscos e tomar decisões, estando neste caso em jogo não só sentimentos como vida. A morte tem novamente um papel crucial, já sabemos que esta senhora não tem problemas em criar afectividades para em seguida nos submeter aos seus caprichos. E, por último, a ausência de evidências relativas a atitudes e condutas, que me fez desejar ler o livro novamente após terminado para absorver uma vez mais tudo o que está representado.

Há realmente espaço para tudo em Insurgente, até para pequenos sinais de religião e insanidade que me maravilharam pelo seu simbolismo imenso, e embora esta seja uma história ficção científica pura, num cenário futurista e distópico, reafirmo que é muito maior aquilo que o leitor deve ter em conta, pois nas entrelinhas encontrará muito da humanidade actual, testada e analisada, plena nos seus comportamentos, abnegações e barbáries, plena nas suas emoções e formas, por vezes incompreensíveis, de sentir.

Veronica Roth tem aqui mais uma entre milhares de fãs e não há nada de mal que eu possa apontar à sua escrita, perfeita, completamente viciante e criativa, fazendo de si uma autora invulgarmente excepcional.
Para lá da excelente ficção, é ainda notável o seu imenso trabalho de pesquisa para a construção da obra - ainda mais atendendo à sua idade -, que com um esmero e cuidados exemplares é magnífica de comtemplar. 
Um alguém que me conseguiu chocar e divertir, ao idealizar de forma ínfima os temores do ser humano. Estou siderada.

Ainda tenho tanto para dizer, repetir, mas fico-me pela constatação de que esta obra é para mim definitivamente melhor que a anterior pelas muitas peculiaridades que oferece e pela forma como aborda ainda mais veementemente, violentamente, tudo o que está associado ao amor e ao medo. Aliás, pergunto-me, será o que está aqui representado que vai para além do medo? Se sim, tem nome? E terá esse sentimento a capacidade de aceitação? São muitas as dúvidas para reiterar a qualidade deste livro o que me faz aguardar ansiosamente Allegiant, título que será publicado no estrangeiro daqui a 158 dias e que encerrará uma trilogia inesquecível.


Uma das melhores apostas de sempre da Porto Editora para o público jovem adulto e que eu recomendo fervorosamente a todos os leitores.


Divergente (Opinião)


Título: Insurgente
Autora: Veronica Roth
Género: Ficção Científica, YA, Distopia
Editora: Porto Editora

2 comentários :

addle disse...

Estou com tanta vontade de lêr este livro, adorei o primeiro! Esta é, sem dúvida, uma das melhores séries distópicas.

Elphaba J. disse...

Sem dúvida Addle, espero que gostes tanto como eu... que adorei, a sério que sim. Nota máxima!

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