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quarta-feira, 10 de abril de 2013
Sinopse:
É difícil encontrar palavras para descrever a EMOÇÃO que os livros de Chris Cleave despertam. Os seus enredos são apenas uma parte da HISTÓRIA. Mais importante é a forma como tocam o leitor. E isso é ÚNICO e irrepetível. Menina de Ouro é sobre os limites do AMOR. Sobre as nossas LUTAS diárias. Sobre o conflito entre os nossos DESEJOS e a realidade. Conheça Kate e Zoe. Duas mulheres brilhantes com um SONHO que apenas uma poderá realizar. Conheça também Sophie. Uma criança dotada de uma sensibilidade rara, que luta entre a VIDA e a morte. Estão unidas por um SEGREDO. Delas se exige uma ESCOLHA. No momento mais importante das suas vidas, uma delas terá de fazer o derradeiro SACRIFÍCIO. Menina de Ouro é sobre o que significa ser HUMANO, mas também sobre o que nos permite a todos, de diferentes formas, atingir o EXTRAORDINÁRIO.

Ora aqui está uma sinopse que não engana…
Este é, com toda a certeza, um livro extraordinário, concebido para marcar e sensibilizar ao descrever na perfeição o conflito entre os desejos e idealizações do Ser com a realidade dura a que por vezes a condição humana está sujeita quando levada ao limite.
Muito especial, esta é uma ficção que nos conta várias histórias singulares, que se unificam com primor e se tornam inesquecíveis pela sua proximidade ao real. Da mesma forma, a beleza da escrita de Chris Cleave atribui uma profundidade reflexiva e tocante, tanto em relação a questões comuns como a casos excepcionais que, com o mesmo nível de interesse, provocam uma ansiedade de leitura crescente.

Informo, desde já, que é difícil não cometer spoilers neste comentário, a própria sinopse - feita de elogios merecidos - não conta muito acerca do que trata a narrativa, mas vou fazer um esforço para reunir um máximo contido de informação em poucas linhas.

No presente, e pela primeira vez, Kate e Zoe têm oportunidade de ir juntas aos jogos olímpicos de Londres. Embora sejam muito distintas, desde a juventude que estas duas personagens caminham lado a lado e, mesmo com perspectivas, valores, diferentes de como viver a vida, os traços em comum entre ambas são evidentes, sejam eles pelas muitas horas de treino compartilhadas, ou pelos dois homens que acompanham os seus percursos - Jack, o marido de Kate e Tom, o treinador de ambas. Mas existe um segredo, um segredo dos quatro, que pode fazer ruir a estabilidade, por vezes precária, que todos lutam para manter, uma estabilidade necessária para conquistar. Trata-se de um segredo capaz de destruir as suas carreiras, os seus sonhos e, até, a mais preciosa de todas as vidas no contra-relógio, imparável, do destino.

Complexa, Menina de Ouro é uma narrativa que nos conduz entre o passado e uma actualidade expectante de vidas diversas, de protagonismos diversos, e embora exista uma atenção cuidada para com Kate e Zoe, durante a leitura é dada a oportunidade de conhecer minuciosamente cada um dos intervenientes.
Doce, generosa e repleta de coragem, assim é Kate, uma mulher especial e com um coração do tamanho do mundo. Zoe, por seu lado, é tempestade, é ambição, é uma mente irreverente e incompreensível, ela é repleta de monstros e, por vezes até, maldosa - o leitor poderá ter muita dificuldade em compreende-la. Elas são opostos, violentos e fortes, que partilham como destino e paixão o ciclismo, e a teia que vamos desenleando em torno seu pequeno universo é tão mais fascinante, tão mais intensa, que Tom, Jack e Sophie, a filha de Kate, partilham o seu lugar de destaque.

Tom compreende-as, sofre os seus dramas e conquistas como se fossem os seus, como que amealhando as migalhas de algo que nunca conseguiu provar, é mais do que um amigo, é alguém que mesmo na última estação da vida ainda tem algo para colher das mulheres que viu florescer. Quando a Jack não há muito a dizer, é um homem com todos os defeitos e inseguranças, é um campeão de que nem sempre se gosta mas no qual se encontra um bom fundo. E Sophie, a pequena e maravilhosa Sophie, foi a minha personagem favorita e despertou em mim uma emoção avassaladora. Como jovem que trava a maior e mais injusta de todas as batalhas, enternece quando explode em sagacidade e inocência corajosas, é um pequeno grande exemplo que me marcou.

Quando aos temas abordados são imensos e todos eles de tal maneira pertinentes que me dariam para escrever páginas e mais páginas, mas não o farei, claro, por isso vou destacar os que considerei mais relevantes.
Temos a dicotomia alta competição e fama, onde autor explora os problemas associados à comunicação social e a uma imagem popular, bem como o esforço e a entrega necessários a atletas de topo - onde sobram lágrimas, alegrias e tudo aquilo de que se abdica em nome do sucesso. É também tratada a dicotomia vida e morte, através de Sophie que tem leucemia (não é spoiler, está evidenciado logo nas primeiras páginas), e esta é uma questão tão triste quanto fascinante por nos ser dada uma perspectiva diferente, quase infantilizada, de uma criança. E, não menos importante, é tudo o que pode estar associado a relações disfuncionais e de parentalidade sendo, esta última, uma questão de reflexão profunda para quem se permitir a tal durante e após leitura.

Quanto a Chris Cleave, este é um autor de escrita magistral que me fez desejar folhear todas as suas obras. 
As suas descrições e a pesquisa evidente em torno daquilo que nos é dado a ver são irrepreensíveis, e facilidade com que nos leva a construir a sua história, em tempos diferentes, de forma fluida até ao seu desenlace é maravilhosa. Confesso-vos que me conquistou totalmente, muito para lá da última página. 

Em suma, um livro magnífico para todos amantes de uma boa ficção ao qual muito dificilmente farei justiça, por muito que eu vos diga, pois cada um terá sentir por si mesmo este enredo e estas personagens de forma singular. Resta-me apenas recomendá-lo sem qualquer tipo de restrição a todo e qualquer leitor que deseje viver outras vidas, emocionar-se e deixar-se absorver por uma história exemplar. Leiam.

Mais uma grande aposta ASA em 2013 que fica, uma vez mais, de parabéns pela assertividade das narrativas que alcançam o coração e as emoções dos seus leitores. Menina de Ouro entra, definitivamente, para a minha lista de eleitos.


Título: Menina de Ouro
Autor: Chris Cleave
Género: Romance; Ficção.
Editora: ASA - Adquirir aqui. 

6 comentários :

nuno chaves disse...

Confesso que estou cada vez mais curioso com os livros deste autor, tenho lido opiniões incríveis acerca dos seus trabalhos, sobretudo de "pequena abelha" li esta tua opinião e mesmo com alguns spoilers não me tira a vontade de descobrir este livro.
Assim que conseguir irei ler e depois podemos sim, falar mais concretamente sobre eles.
Beijinhos e boas leituras

Elphaba J. disse...

Olá Nuno,
O livro é mesmo muito interessante e eu espero ter oportunidade de ler as suas outras obras em breve.
Juro que tentei não fazer spoiler mas é quase impossível. A sinopse não te diz nada e a informação que eu disponibilizei é visível logo nas primeiras páginas... mas lê sim, e depois falamos sobre isso.

Boas leitura * Beijinho.

André Nuno disse...

Oi... :)
De Cleave li Incendiário e Pequena Abelha. Adorei o segundo e apenas gostei do primeiro. Este não parece ser bem "a minha onda", talvez um pouco demasiado sentimental?
Não tenho nada contra, simplesmente não me cativa tanto...

Elphaba J. disse...

Olá André.
Eu encomendei o Incendiário (que está muito barato) há uns dias, espero gostar também... Mas quero ver se não perco a oportunidade de comprar também Pequena Abelha na FLL:
E sim, este é um livro um pouco sentimental, mas acho que essas emoções vão depender muito da forma como encaras a leitura (eu sou uma lamechas).
É, acima de tudo, um livro muito cru sobre as atitudes e o próprio ser humano e, talvez por isso, o autor não se priva de mostrar coisas muito boas e muito más que cada um é levado a sentir consoante as suas ideologias, fixações, etc... Se quiseres em empresto-te, lês quando puderes e depois falamos sobre ele.

Beijinho*

André Nuno disse...

Elphaba,
agradeço-te e elogio tua disponibilidade para me emprestares o livro mas declino respeitosamente. :)
Tenho muitos livros comprados que desejo mesmo lê-los o quanto antes e muitos outros estão à espera de "disponibilidade orçamental" para lhe seguirem a vez. Assim esse e outros livros que tenho a expectativa de não me agradarem tanto vão ficando para trás. Lamechas, normalmente não é bem onde me enquadro enquanto leitor... :D
Se algum dia vier mesmo a querer lê-lo, talvez, nessa altura, te chateie. :)
Muito obrigado.
Beijinho e boas leituras.

Elphaba J. disse...

Ora essa, sempre às ordens. :)
E compreendo-te perfeitamente. Tenho uma lista interminável de leituras em espera - os viciados em livros são terríveis.

Boas leituras. Beijinho

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