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domingo, 3 de março de 2013

Sinopse:
Quentin Jacobsen e Margo Roth Spiegelman são vizinhos e amigos de infância, mas há vários anos que não convivem de perto. Agora que se reencontraram, as velhas cumplicidades são reavivadas, e Margot consegue convencer Quentin a segui-la num engenhoso esquema de vingança. Mas Margot, sempre misteriosa, desaparece inesperadamente, deixando a Quentin uma série de elaboradas pistas que ele terá de descodificar se quiser alguma vez voltar a vê-la. Mas quanto mais perto Quentin está de a encontrar, mais se apercebe de que desconhece quem é verdadeiramente a enigmática Margot.

Todos os leitores deveriam ter oportunidade de ler John Green uma vez, independentemente da sua idade, pois embora este seja um autor que tem um público-alvo restrito, quando o folheio tenho sempre a sensação de intemporalidade, a sensação de reencontrar as suas palavras no meu passado e, às vezes até, no meu presente.
Cidades de Papel é, diferenciando-se das restantes obras que li do autor muito direccionadas para adolescência, uma narrativa particularmente focada no momento em que o jovem está a terminar o high school (o nosso ensino secundário) e se vê obrigado a definir o seu futuro evidenciando, desta forma, a busca e definição do seu enquadramento social como indivíduo repleto de emoções e vontades, como indivíduo a quem ainda é permitido errar e arriscar na mesma medida em que, esse indivíduo, é parabenizado pelos os seus valores e pelas suas responsabilidades já adquiridas.

Com um enredo curioso, interessante, personagens complexas e um ambiente familiar a quem lê, neste livro Green leva-nos a conhecer um amor profundo, um primeiro amor, que se encontrava adormecido desde a infância e desperta agora, emocionantemente, perante a perspectiva de ser perdido para sempre.

Quentin sempre conheceu M, a sua vizinha, conhecida e outrora grande amiga, que preenche de mistérios os seus pensamentos. Quando uma noite, fazendo lembrar os tempos de meninice, M lhe bate à janela do quarto para lhe pedir um favor ele sabe, como sempre soube que gostava dela, que por muito louco que seja o seu pedido ele não lhe irá dizer que não. Não o recusará porque o seu fascínio por Margo completa os seus dias. Não o recusará porque quer mostrar que merece a sua companhia. Não o recusará porque este favor pode mudar a rotina da sua vida, e muda.
Tudo se transforma no mundo de Q quando aceita ajudar a enigmática M na noite mais emocionante da sua existência, a última noite em que M será sua vizinha, a noite em que M, a poderosa M, traça o derradeiro e último objectivo da sua juventude desaparecendo para sempre.

São tantos os pontos cativantes desta narrativa que nem sei por onde começar, mas sendo as suas personagens o fio que nos leva à imensidão de sentimentos transmitidos por Green, parece-me correcto falar-vos da simplicidade dos seus papéis.
Com um núcleo pequeno de personagens principais, onde se destacam Quentin e Margo, fica clara a multiplicidade de personalidades e estereótipos que o autor pretende explorar no lugar-comum dos 18 anos de idade.
Se Quentin é tudo, receios, descobertas e sentimentos, um cocktail com que o narrador que tece os fios entre todos os outros intervenientes, Margo é nada, é o desconhecido, é um enigma que irá unir todos os outros que resolvem formar um grupo, díspar, para a trazer de regresso casa seguindo as pistas do seu desaparecimento. Louca, irreverente e extremamente inteligente, M é um verdadeiro mito vivo para os que a rodeiam, cativando, mesmo na ausência, o leitor que a segue através dos olhos e pensamentos dos seus amigos, o leitor que só a conhece realmente no final da história, onde poderá odiá-la, ama-la ou ambas as coisas, com a certeza de que não lhe será indiferente.
Ben e Radar, amigos de Q, são um exemplo masculino dos cromos do secundário, assim como a representação do verdadeiro valor da amizade, no entanto não poderiam ser mais distintos entre si. Ben, o mais típico, é o género de rapaz que não resiste a qualquer “coelhinha” e que sonha com o baile de finalista perfeito em que, (vocês sabem), dará o grito do Tarzan. Radar, por outro lado, é o típico jovem inteligente, dado às informáticas e com uma estabilidade emocional rara, pelo menos até que se fale de pais natais negros. Lacey, amiga de M, é mais uma entre muitas meninas de bonitas mas é, igualmente, a melhor amiga de uma rapariga desaparecida e, inevitavelmente, junta-se a este grupo solidificando o conjunto de aprendizes de detectives que fará tudo para ajudar Q, acabando, todos eles, por serem fundamentais, por crescerem e mudarem nesta busca pelo desconhecido, por M.
E por fim Q, Quentin, ele é das melhores personagens que conheci dentro deste género literário (romance YA) e tudo o que eu senti, e possa eventualmente conseguir transmitir, passa por ele. Descrevê-lo é impossível para mim porque Q está em todas as palavras e causas deste texto, peço-vos desculpa por isso.

Cidades de papel, o título do livro, são, no sentido mais literal, cidades imaginárias criadas por pessoas que desenham mapas para lhes conferir direitos de propriedade intelectual e, da mesma forma, um conceito importante que revolucionou a cartografia. Para que é que isto é importante? Sinceramente não é, mas para mim é realmente fascinante a forma como o autor trabalhou o conceito a partir “do nada” e deu vida a uma loucura de M conseguindo transmitir, na perfeição, a necessidade de fuga a um mapa repleto de iguais.

Quanto à estrutura do livro, este encontra-se dividido em três partes, sendo que a última é absolutamente extraordinária com todo o potencial de Green a fazer-nos lacrimejar de tanto rir sem que, em momento algum, o leitor deixe de reflectir e sentir a credibilidade de tudo o que está a ler, esta parte é sustentada pelas partes anteriores, igualmente atractivas. Que abençoada seja a rara pureza da juventude transmitida por estas páginas.

O humor, utilizado ao longo do livro, tem tanto de simples como de excepcional, pois este brinca com a vida e não descura a intensidade do texto ao transmitir por parcas palavras tudo o que importa fazendo delas um reflexo de todos nós.

Resumindo, porque até agora sei que não consegui mais do que escrever pensamentos pouco coerentes sobre Cidades de Papeleste livro gira em torno de uma viagem/busca, de auto-conhecimento, aprendizagem e, sobretudo, amadurecimento pessoal enquanto ser humano. Como sempre, o autor consegue frases únicas que marcam a contemporaneidade de hoje com uma dimensão arrebatadora. E as suas citações alcançaram-me, uma vez mais, com uma profundidade e exactidão tão particular que dei por mim, consecutivamente, encantada e muda com o seu brilhantismo perspicaz

Sim, esta opinião correu-me mesmo mal, li um livro num dia e passei os três seguintes a tentar verbalizar tudo que sentia em relação ao mesmo e, infelizmente, não consegui. Confesso que não sei porque é que gosto tanto de Green, mas eu idolatro a forma como me emociona.

Vou deixar-vos uma passagem das muitas que anotei para a posteridade. Poderia ser uma citação com graça, este livro é definitivamente muito divertido, mas talvez por isso optei por uma que vos faça reflectir. Esta história é assim, riem e reflectem com um espaçamento de 5 segundos.

«Há tantas pessoas. É tão fácil esquecer como o mundo está tão cheio de pessoas, cheio a abarrotar, e cada uma dessas pessoas é imaginável, mas consistentemente imaginada de forma errada.» - pág. 287

Uma grande, mesmo grande, aposta da Editorial Presença da sua colecção Noites Claras que eu recomendo a todos os leitores deste blogue que gostem de ficção, que gostem da ficção que retrata a vida.

Título: Cidades de Papel
Autor: John Green
Género: Ficção, Romance

2 comentários :

Clarinda disse...

Para a minha wish, já!

Elphaba J. disse...

Espero que gostes tanto como eu Clarinda :)

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