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domingo, 10 de março de 2013
Sinopse:
A magia é perigosa, mas o amor é ainda mais perigoso.
Quando Tessa Gray, uma rapariga de dezasseis anos, atravessa o oceano para se reunir ao irmão, o seu destino é a Inglaterra do reinado da rainha Vitória e aventuras aterrorizadoras aguardam-na no Mundo-à-Parte de Londres, onde vampiros, bruxos e outras personagens sobrenaturais palmilham as ruas iluminadas a gás. Apenas os Caçadores de Sombras, guerreiros que se dedicam a livrar o mundo de demónios, conseguem manter a ordem no caos.
Raptada pelas misteriosas Irmãs Escuras, membros de uma organização secreta chamada Clube Pandemonium, Tessa depressa fica a saber que também pertence ao Mundo-à-Parte e que possui uma habilidade rara: o poder de se transformar, quando quer, noutra pessoa. Além disso, o Magister, a figura misteriosa que dirige o clube, tudo fará para reclamar o poder de Tessa para si.
Sem amigos e perseguida, Tessa refugia-se junto dos Caçadores de Sombras do Instituto de Londres, que juram encontrar-lhe o irmão se usar o seu poder para os ajudar. Em breve se sente fascinada, e dividida, entre dois amigos: James, cuja beleza frágil esconde um segredo mortal, e Will, um rapaz de olhos azuis, cujo humor cáustico e temperamento volúvel mantêm toda a gente da sua vida à distância… ou seja, toda a gente menos Tessa. À medida que a investigação os vai arrastando para o âmago de uma conspiração tenebrosa que ameaça destruir os Caçadores de Sombras, Tessa percebe que poderá ter de escolher entre salvar o irmão e ajudar os seus novos amigos a salvar o mundo… e que o amor pode ser a magia mais perigosa de todas.

Após ter folheado os cinco livros já publicados por Cassandra Clare em terras lusas, editados pela Planeta Manuscrito, foi com expectativas de encontrar algo de novo que me debrucei sobre Anjo Mecânico, livro este que, confesso, há mais de um ano me tentava na minha estante.
Com um estilo de escrita que promove a leitura veloz, algo a que esta autora já me havia habituado, e um submundo familiar mas com um cenário de época cuidado apropriado ao final do século XIX, data em que desenvolve a acção, esta narrativa é uma opção indispensável para os fãs que desejam conhecer as origens dos Caçadores de Sombras e, na mesma medida, um ponto de partida que se pode revelar interessante para quem queira encontrar algo original no universo sobrenatural.

No princípio escolhido por Clare para narrar a história dos seus Neflins, seres idênticos aos humanos com sangue de anjo e, por isso mesmo, com poderes excepcionais, são apresentados ao leitor três protagonistas muito diferentes entre si que, paralelamente aos mistérios e perigos que se vão desenvolvendo Mundo-à-Parte, nos proporcionam a oportunidade de vivenciar os dramas de um triângulo amoroso; são eles Tessa, Jem e Will.
Não me querendo alargar muito em relação ao enredo, até porque a sinopse está bastante desenvolvida, começo por vos dizer que tinhas bastantes expectativas em relação a esta obra o que acabou por se revelar, como sempre, um erro e digo-vos isto porque a parte afectiva, que deveria suscitar empatia automática em mim enquanto leitora, não correu muito bem. No entanto, tanto personagens secundárias como questões relacionadas como o maravilhoso foram motivando, e muito, o meu folhear e no final o mais importante cumpriu-se, ficou o desejo de saber mais sobre este mundo e os seus múltiplos intervenientes. 

Corroborando com o que disse anteriormente, os pontos fortes da obra retêm-se, na minha perspectiva, no conjunto de intervenientes secundários, nas suas histórias e nas personalidades singulares que oferecem momentos tocantes, no caso de Shopie, posturas mais ou menos susceptíveis e, até, mais ou menos divertidas, como são disso exemplo Jessamine ou Henry. Ainda em relação a personagens, de quem realmente gostei foi de Charlotte, uma mulher que mostra bem as diferenças sexistas da época, independentemente da cultura ou mesmo dos valores, sendo os dos Neflins desiguais aos que conhecemos. Foram, definitivamente, um alento à minha leitura.

Embora tenha poucos, a bem dizer nenhuns conhecimentos em relação a Steampunk, este é um universo que me fascina e todo o marketing em torno desta trilogia é extremamente apelativo para curiosos como eu. Desta feita, se paralelamente à leitura tiverem oportunidade de ir espreitando a página da autora (aqui), esta poderá tornar-se uma leitura repleta de pormenores curiosos que convidam imaginação dos mais interessados através momentos apelativos que misturam um roçagar de saias, uma sobrinha mortífera e múltiplos objectos mecânicos futuristas com um traço clássico. Quero com isto dizer-vos que o ambiente vitoriano em geral é encantador e permite a sensação de vivência noutro tempo, na mesma medida em que o maravilhoso, as invenções, fascinam e deixam a vontade de saber mais, de ver mais sobre tudo aquilo que não nos é comum.

Para lá das particularidades, a autora soube ainda trabalhar cuidadosamente as criaturas sobrenaturais havendo espaço para de tudo um pouco algo o que, não sendo novidade para mim que já li outras obras suas, poderá ser bastante apetecível para todos os adeptos de fantasia que acabarão, certamente, por se surpreender pelas muitas reviravoltas ao longo de um texto que culmina com um final de cortar o folgo e que deixa tudo em aberto.

Se há algo em relação a Cassadra Clare de que nunca me poderei queixar é a sua escrita. Assertiva para o género literário, com um divisão capitular quase perfeita e diálogos constantes, faz com que as suas histórias se leiam com uma descontracção e velocidades incomuns.
As suas descrições em relação à fantasia também são agradáveis e o mesmo se passa com o as de ambiente, que embora não sejam muito pormenorizadas, são suficientes para que haja sintonia entre quem lê e a ficção. A sua falha é mesmo as personagens principais, pois esta é uma autora de triângulos amorosos, relações difíceis e intervenientes problemáticos. É a verdade. E a não ser que o leitor esteja nessa “sintonia” irá sentir, inúmeras vezes, vontade de esganar cada um dos seus heróis.

Quando a mim, não vos minto, fiquei um pouco desiludida, esperava mais de uma autora que me conquistou já há alguns anos mas, talvez também por isso, consegui olhar para todas suas qualidades e sentir vontade de continuar a ler a sua trilogia As Origens.
Aproveito ainda para dizer que adorei as Irmãs Black, vilãs neste texto, por serem como são, pelas cenas em que intervieram e por irem de encontro à maldade que espero encontrar na fantasia. Por mim podiam até ter sido piores, um pouco mais perversas se é que me entendem, talvez assim tivessem feito com que a minha irritação com Will, Tessa e Jem fosse atenuada. Por falar nisso, ocorreu-me agora, os diálogos também poderiam estar mais de acordo com o século em questão, podiam sim senhora.

Este livro faz parte da já vasta colecção de obras fantásticas juvenis que a Planeta Manuscrito tem vindo a editar e que eu tenho vindo a adorar. Aconselho, portanto, esta leitura aos fãs deste género literário.

Da mesma autora:
Série Caçadores de Sombras
A Cidade dos Ossos (Opinião)
A Cidade das Cinzas (Opinião)
A Cidade de Vidro (Opinião)
A Cidade dos Anjos Caídos (Opinião)
A Cidade das Almas Perdidas (Opinião)

Título: Anjo Mecânico
Autora: Cassadra Clare
Género: Fantasia
Editora: Planeta Manuscrito

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