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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Sinopse:
Margaret e Patrick estão casados há apenas alguns meses quando decidem partir para o Quénia, convencidos de que irão viver uma grande aventura em África. No entanto, Margaret depressa se apercebe de que não conhece os costumes complexos do seu novo lar e tão-pouco o homem que tem ao seu lado.
Quando, certo dia, um casal inglês os convida para escalar o monte Quénia, eles aceitam, entusiasmados, o desafio. Porém, durante a árdua subida, ocorre um terrível acidente e, no rescaldo da tragédia, Margaret ver-se-á enredada numa teia de dúvidas sobre o que se passou realmente na montanha. Estes acontecimentos, que a irão afetar profundamente, terão consequências indeléveis no seu casamento.

Não sei como funciona com os restantes fazedores de opiniões mas eu, após terminada uma leitura, tendo a pensar muito no que leio, a atribuir-lhe um espaço e uma profundidade só meus, íntimos, que muito dificilmente consigo expor por palavras, infelizmente.
Uma Promessa de Felicidade é uma daquelas leituras ambíguas que começa cadenciada, demorada, e que nos permite a opção de ir mais além ou apenas deixar os olhos sussurrar pelas páginas sem atribuir relevância ao que ainda está para vir. É do tipo de leituras que no entanto, quando descortinada por olhar atento, nos permite igualmente mergulhar intensamente numa nova cultura extasiante, crua e, surpreendentemente, real para o tempo actual.

A premissa desta história é bastante simples e pode ser traduzida num pequeno parágrafo, talvez porque ela esconde a grandiosidade do que está para lá de um simples folhear... Um casal, Margaret e Patrick, vai para um país de cultura diferente da sua, Quénia, em busca de novas oportunidades e descobertas para cimentar e encontrar a sua felicidade. Mas, inesperadamente, uma fatalidade põe à prova tudo o que tinham previsto e descobrem que terá de existir mais do que o desejo de se ser feliz para atingir o objectivo proposto e alcançar tudo o que uma nova realidade tem para oferecer.

Custa-me muito categorizar este livro como romance porque o amor entre as personagens foi para mim o menos relevante ao longo deste texto. Sim, existe a exploração veemente de uma relação imatura, frágil, e que facilmente permite a interferência de terceiros, mas é a busca pela felicidade, enquanto indevidos singulares, que aqui importa referir. Margaret, enquanto protagonista, é de uma complexidade apaixonante, que só nos vai sendo revelada com o percorrer das páginas, e os seus horizontes, atentos, intrincados e, por vezes, incompletos fazem de si uma grande, grande personagem. Ela é os nossos olhos, lágrimas e cheiros num país onde ainda há muito por fazer e poucos meios para alcançar um fim. É o Quénia, graças à protagonista, que me vejo obrigada a comentar com maior atenção e sentimento.

São muitas as palavras e as questões abordadas ao longo da história que mexeram profundamente comigo durante a leitura e conceitos como beleza e tradição em oposição a corrupção política e social são pontos aos quais quem lê esta história não pode ficar indiferente. O machismo proeminente, o crime constante, sem uma autoridade que lhe faça frente, são mais alguns dos muitos temas de elevado interesse nesta narrativa que, importa citar, não descura em momento algum a excelência deste paraíso negro repleto de possibilidades, riqueza e recursos muito longe de serem explorados.

Sei, como leitora obsessiva, muitas vezes mais atenta do que aparenta, que no entanto é o laço afectivo aos intervenientes que leva à compra de uma história – ser livro é também viver vidas –, e quanto a isso, queridos seguidores, serão muito os rostos, com ou sem nomes, que evidenciam a pirâmide social e sentimental à qual vocês se unirão nesta narrativa que, embora nem sempre seja impulsiva, é sem dúvida reveladora e digna de todo e qualquer leitor que procure um grande livro para lá de um simples romance.

Esta foi a minha estreia com Anita Shreve e posso, sem dúvida alguma, defini-la como uma grande e positiva descoberta, que me fez ansiar por mais palavras suas.
A sua escrita está longe de poder ser considerada simples, pelo contrário, a sua escrita é, isso sim, uma teia intrincada que nos levará a um fim inesperado mas que, quando compreendida, flui com facilidade pelo cru desejo de saber mais.
As suas descrições são aqui direccionadas para o ambiente, no qual a autora introduz, na perfeição, todos os seres que compõem o cenário real de uma história ficcional, mas credível, que denuncia aquilo que poucos têm coragem de dar a ver.

Quem me lê com regularidade já percebeu que esta é uma opinião sentida e que, definitivamente, preencheu todos os requisitos com a surpresa de uma apreciação acima do esperado.
Importa ainda dizer-vos que este livro está dividido em três partes, sendo que para mim a primeira, embora importante, foi a menos agradável de ler e as restantes, embora fascinantes, foram as menos agradáveis de conhecer mas que eu, como leitora, não teria abdicado de nenhuma delas. 

Uma história maravilhosa com o carimbo Porto Editora que vos levará a visitar o Quénia e as suas gentes repletas de cor e que, certamente, não vos deixará alheios a mais esta realidade. Recomendo.

Título: Uma Promessa de Felicidade
Autora: Anita Shreve
Género: Romance
Editora: Porto Editora

2 comentários :

Fiacha disse...

Olá,

Bem depois de ler um comentário destes não posso ficar indiferente, parece ser uma excelente aposta e é sempre bom conhecermos melhor outras realidades diferentes das nossas.

Adorei o teu comentário ;)

Bjs

Elphaba J. disse...

Obrigado Fiacha *.*
O livro realmente merece pois oferece um retrato social muito real e deixa-nos realmente a pensar sobre o país abordado, a sua cultura e as suas gentes. Gostei imenso.

Boas leituras * Beijinho.

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