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Adoradora de literatura em geral.
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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Sinopse:
Todos nós temos sonhos; o do jovem Tom «Hematoma» Cloudman é voar. Por isso fez carreira como acrobata - segundo alguns, é o pior acrobata do mundo - e especializou-se em números de alto risco, pois assim sente-se mais próximo do céu. Entre saltos e piruetas, sempre sem rede, o seu corpo vai-se desgastando, até que um dia lhe é diagnosticada uma doença incurável. O destino de Tom, contudo, não é viver de asas cortadas. Um dia, num dos seus passeios noturnos pelo hospital, conhece uma fascinante criatura, metade mulher e metade ave, que lhe propõe um estranho pacto: «Posso transformar-te em pássaro e curar-te da tua doença, mas terás de assumir as consequências desta metamorfose.» Estará Tom, o homem que sempre quis voar, pronto para dar um passo irreversível em direção ao desconhecido, abandonando a vida humana por uma nova aventura?

Esta é uma opinião suspeita, é a opinião de uma fã.  


Se as cativantes e encantadoras histórias de Mathias Malzieu não fossem um argumento sólido para incentivar um público diversificado a ler as suas obras há, certamente, na prosa das suas narrativas deslumbramento e beleza ao qual ninguém permanece indiferente.

Em Metamorfose à Beira do Céu o autor apresenta-nos uma nova fábula que aborda questões realistas, dolorosas, transbordantes de todas as emoções do homem, dos maiores pináculos de sonhos e da sobriedade da morte conquistando, de imediato, a empatia e receptividade do leitor.

Acredito que se a personagem principal desta história tivesse conhecido António Gedeão se reveria totalmente nos versos: «Eles não sabem, nem sonham, que o sonho comanda a vida, (…)». São versos que, em boa parte deste pequeno grande livro, reproduzem na perfeição a existência de Tom.

Tom sonhava, desejava voar como um pássaro e durante um milésimo de segundo sentir a adrenalina de desafiar a gravidade. Tom quis ser malabarista, mas acabou a correr milhas num caixão com rodas ironizando, desafiando, a morte até ao dia em que a morte o desafiou a si. Foram dias de nada, os seguintes. Foram dias de sonhos fechados em gaiolas assistindo ao cair das penas até ao aparecimento de uma luz e ela veio, veio num avião de papel, no desejo de um Victor e na esperança de uma Endorfina. A luz veio até Tom como uma aurora boreal, fazendo das suas noites as mais belas de sempre e oferecendo ao leitor uma história que completa o verdadeiro prazer de ler.

Eu não vou, não posso, de todo, contar-vos mais sobre este enredo em que o maravilhoso inebria, em que a metamorfose do homem, das emoções e da própria vida acontece. Seria injusto retirar-vos o prazer da descoberta de Endorfina, como fonte de milagre e de amor, como personagem bela e mágica de dois rostos e de ilusões que exemplifica, na perfeição, todos aqueles magos dos dias que conhecemos, todos os que com a cura do corpo enfeitiçam as sombra dos que são Tom por este mundo fora. Endorfina que torna o maravilhoso realidade a partir da salvação do espírito.  
Não quero, igualmente, estragar-vos a gratificação que é descobrir o universo de possibilidades da mente do homem, aqui retractada por Tom ou por Victor, fontes de inspiração, num texto que vos levará além da imaginação comum.

Gostei de tudo nesta história porque amei a escrita de Mathias Malzieu que faz, na minha opinião, com que tudo o resto sejam extras extraordinários, em fragmentos de deslumbramento.
As suas palavras têm uma profundidade imensa envolvida na ironia das verdades e o método escolhido para chegar ao leitor, intercalando o fantástico com a verdade, acaba por tocar intimamente quem lê.
A forma como o autor unifica o senso e a loucura, os tecidos crus de verdades em belezas imensas, de um homem que de criança quis chegar mais algo e caiu do topo do mundo, é fascinante e a transcendência da sua criatividade arrebatou o meu eu, o comum.

Quanto mim, este é o tipo de livro que eu leria só para saborear as suas palavras mas as mensagens múltiplas são, sem dúvida alguma, um incentivo de excelência, como é disso exemplo a passagem, para quem lê, da força contida na ambição de acreditar, de cumprir o sonho de um Victor, um daqueles sonhos de que nunca nos devemos esquecer.

Resumindo, Metamorfose à Beira do Céu foi para mim como um raro e saboroso bombom que desejei sentir derreter eternamente na língua, despertando outros sentidos, cultivando a minha alma e oferecendo uma difícil comparação a outros escritores. Foi a luxuria plena para o palato desta leitora e, já agora, para os olhar… esta capa é lindíssima.

Uma maravilhosa aposta Bretrand que apaziguou as saudades de um coração mecânico e alimentou a vontade de ler todas as palavras deste autor. Uma obra que eu recomendo a todos os que gostam de ler, pelo verdadeiro prazer que existe em reencontramo-nos e refugiarmo-nos noutros mundos.




A Mecânica do Coração (Opinião)

Título: Metamorfose à Beira do Céu
Autor: Mathias Malzieu
Género: Romance, Fantasia
Editora: Bertrand Editora

5 comentários :

Esmiuçar Página a Página disse...

Olá, gostei muito do teu blog, segui.
Dá uma vista de olhos no meu.
http://esmiucar-pag-a-pag.blogspot.pt
Obrigada :)

Vc disse...

Olá :) Tens um selo à espera no Refém das Letras. Passa por lá: http://refemdasletras.blogspot.pt/2013/02/selo-2013-literario.html

Visão Periférica disse...

Olá!
Deixei-te um selo em http://visaoperifericaa.blogspot.pt/2013/02/selo-2013-literario.html
:D

Joana disse...

Feia, acho que te vou cravar este. x)

Elphaba J. disse...

Olá a todos e obrigado por me seguirem *.*

Esmiuçar Página a Página, desconhecia o teu espaço mas já estou a seguir :)

Vc e Visão Periférica, obrigado pelo selo. Um dia vou criar um separador para entrar na onda dos selinhos mas, para já, agradeço-vos imenso a atenção e recordação.

Joana, é só pedir. (Contacta-me ;))

Beijinhos $ Boas leituras.

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