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sábado, 19 de janeiro de 2013

Sinopse:
Quando Wendy fica a conhecer a terrível verdade sobre si própria - foi trocada à nascença - sente que o mundo à sua volta começa a desabar. A estranha adolescente, de negros cabelos, tenta fugir das evidências, tenta negar o facto de ser uma princesa Troll, dotada de poderes que não domina nem compreende.
Decidida a fugir, consegue escapar à vigilância de Finn, o seu belo, sombrio e inacessível guarda-costas. Mas o que a espera é talvez um destino mais terrível. Raptada pelos históricos inimigos dos trolls, ela cairá nas mãos dos Vittra. E aos poucos descobre que uma inesperada atracção por um príncipe do povo rival…
Dividida entre a lealdade e o amor, entre o dever e a paixão, Wendy sabe que terá de crescer para evitar uma guerra. Terá de aprender a dominar os seus poderes mágicos - e aceitar o seu destino.

Embora eu pertença ao grupo de leitores que ficou, de alguma forma, com sensação de que algo faltava ao início da trilogia Trylle – por considerar o seu imenso potencial pouco explorado –, sinto-me muito contente por ter sido vencida pela curiosidade e ter dado uma oportunidade a Dividida que, finalmente, permite antever na totalidade o verdadeiro talento da autora e os motivos do seu sucesso além-fronteiras.
Mais intrigas, mais informações sobre os peculiares trolls e muitas oportunidades para ver desenvolvido o núcleo principal de personagens, são os elementos chave para este protótipo de fantasia juvenil que, com um final bem produzido, me deixou com a curiosidade no ponto certo para descobrir o seguimento desta história.

 Esta opinião pode conter spoilers para quem não leu o livro anterior

Começamos esta narrativa no exacto momento que a sua antecedente termina, com o regresso de Wendy a casa após ter sido desiludida pelo seu reino, pela sua verdade e pelo seu primeiro amor, Finn. Com a protagonista emocionalmente perdida, a autora escolheu a ocasião perfeita para expandir o universo do seu enredo e dar a conhecer um outro lado dos trolls, um lado mais próximo do tradicional folclore através do clã vittra.
A partir das primeiras páginas, o leitor não só tem acesso a uma injecção refrescante de informação – conseguida no palácio vittra para onde Wendy é levada com Matt e Rhys –, como também momentos de muita acção em que tudo pode acontecer impondo-se assim, desde muito cedo, um ritmo de leitura bastante agradável.

Com novos cenários, ainda que apenas nos momentos iniciais do livro, surgem novas personagens entre as quais Loki se destaca positivamente, com a sua beleza e poderes atractivos, este troll vai balançar o coração da protagonista anteriormente destroçado por Finn.
Como vittraLoki poderá ser um inimigo mas Amanda Hocking já provou gostar de mistérios e, uma vez mais, escolheu trazer para o seu texto uma personagem enigmática e ambígua que promete ter uma forte influência no desenvolvimento da sua história deixando alguns caminhos em aberto para o aguardado final.

Quanto aos vittra, como clã, gostei de todos os pormenores que os constituem, da forma como subsistem e do seu passado. Embora este povo aparente ser pior que os trylle, com quem travam uma guerra constante, não deixam de ser criaturas interessantes e contraditórias, com os seus traços rudes e gananciosos, e, através de Wendy, acabarão por ter um importante papel a desempenhar ficando, uma vez mais, muito por revelar.

Em relação às restantes personagens, Wendy, como personagem principal, poderia estar mais amadurecida com acontecimentos mas só no final da narrativa é que começa a ser notável o colmatar de algumas das suas lacunas emocionais. Finn, por outro lado, é um interveniente mais secundário que anteriormente e as poucas interacções que tem ao longo texto desiludiram-me. No entanto, houve agradáveis surpresas, como por exemplo, WillaMatt, a Rainha Tove que intervieram constantemente e, de uma forma ou de outra, pontuaram a narrrativa pela positiva. Tove merece especial atenção por ser bastante suspeito, dado o seu papel na hierarquia troll, e por contribuir para a história com um ou outro pormenor surpreendente. O mesmo acontece com a Rainha Elora que se tornou uma das minhas personagens favoritas.

O ponto forte de Dividida é, na minha opinião, a complexidade que o seu enredo conseguiu alcançar em grande parte divido às intrigas de corte. O passado da Rainha, independentemente do seu valor de verdade, é extremamente intrigante e finalmente é perceptível uma grande personagem por detrás da sua fachada gélida que, aliada à sua condição, vem dar um novo ênfase a este mundo onde o leitor poderá encontrar ligeiras abordagens a temáticas atraentes, como a escravidão e corrupção nesta peculiar sociedade.

No final, gostei do caminho escolhido pela autora que colocou de lado um pouco do romanticismo e atribuiu mais sobriedade à história transformando a sua fantasia em algo singular e fora do comum.

Amanda Hocking tem uma escrita agradável e fluida, direccionada para o juvenil, que aliada à sua criatividade consegue tornar a sua série num bom momento de entretenimento cativando os fãs deste género literário.
Relativamente às suas descrições, tudo o que está relacionado com a magia e com os trylle encontra-se bem desenvolvido mas, no entanto, continuam a existir fragilidades em relação às personagens, com as quais senti uma fraca ligação contornada apenas pelo envolvimento que a história consegue atingir.

Pessoalmente, fiquei satisfeita com esta leitura leve, que me entreteve e descontraiu, e que conseguiu deixar-me com imensa vontade de saber como termina a trilogia Trylle e que resoluções irá a autora atribuir às suas criaturas do maravilhoso no seu último livro, já publicado no estrangeiro com o título original Ascend.
Uma pequena nota ainda para a capa que se encontra ainda melhor que a anterior, com mais pormenores e cuidados de impressão.

Mesmo que não seja publicada em terras lusas, tenho vontade de ler mais obras de Amanda Hocking e estou a pensar em adquirir a sua série Watersong em breve. (Saibam mais sobre esta e outras questões no site da autora, disponível na coluna da direita no blogue.)

Este livro é mais uma boa aposta da ASA no género fantástico juvenil.
Uma leitura que eu sugiro pela sua capacidade de entretenimento e originalidade a todos aqueles que gostem de explorar novas recriações de criaturas maravilhosas.

Livro 1
Série Trylle



Trocada (Opinião)

Título: Dividida (Torn, no original)
Autora: Amanda Hocking
Género: Fantasia
Editora: ASA



2 comentários :

Diana disse...

Realmente pensei que a autora fosse falar mais do Finn...fiquei um pouco desiludida por ele mal aparecer neste livro.
Também já ouvi falar na serie watersong, também estou curiosa para ler :)

Elphaba J. disse...

O Finn começou a aborrecer-me um bocadinho, embora o seu papel seja credível... Mas pronto, neste momento gosto mais do Loki :)

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