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Viciada em literatura fantástica e romântica.
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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Sinopse:
Apesar do milagre da medicina que fez diminuir o tumor que a atacara há alguns anos, Hazel nunca tinha conhecido outra situação que não a de doente terminal, sendo o capítulo final da sua vida parte integrante do seu diagnóstico. Mas com a chegada repentina ao Grupo de Apoio dos Miúdos com Cancro de uma atraente reviravolta de seu nome Augustus Waters, a história de Hazel vê-se agora prestes a ser completamente rescrita.

Como se verifica em quase todas as nossas experiências terrenas, a perda é o sentimento que mais facilmente sublima o objecto, o corpo, a existência que é alvo de tal emoção e, que fique claro, não existe qualquer glória deixada pela certeza de um fim. No entanto é, definitivamente, puro e único o caminho que se escolhe percorrer rumo à inevitável finitude, rumo a uma dor que certamente abalará aquilo que nos rodeia e é essa capacidade, a capacidade de tatuar a alma daqueles a quem brindámos com uma parte de nós, a capacidade agridoce de lhes marcar com esmero a lembrança, o mais agradável dos coletes salva-vidas que mantêm à tona os sobreviventes, os protagonistas, enquanto assistem incapazes à passagem dos dias plenos, e já tão distantes, como as luzes que a alvorada rouba meigamente do céu.

A Culpa é das Estrelas fala-nos de uma verdade que, de dia para dia, está cada vez mais próxima de nós, cruelmente próxima, fala-nos de cancro. Descreve-nos a batalha emocional, os estigmas e os medos que acompanham o trilho para o último sopro. Expõe-nos a dor, a esperança e a descrença previsível no futuro, ou na ausência deste. E faz-nos reflectir, principalmente, sobre como o coração humano, com ou sem doença, bate, bate, bate intensamente com a vontade de vivenciar todas as coisas, de todas as formas, mesmo lhe sejam impostas todas as limitações.

As suas personagens principais, Hazel Grace e Augustus Waters, são nada menos do que brilhantes. Os seus diálogos, as suas percepções, a sua coragem e a sua intensa vontade de alcançar um outro patamar no seu restrito universo são uma motivação, um astro, uma lição de vida tão intensa para qualquer leitor que é inexplicável por palavras.
Aqueles que os acompanham, família, amigos e aspirações, são totalmente sugados para o seu mundo e, de certa forma, são também o reflexo dos seus erros, dos sentimentos contraditórios e do outro lado do drama que implica a palavra terminal. Porque, convenhamos, é impossível não sofrer, não sofrer por nós e pelos outros. É impossível não padecer a nível físico e, principalmente, a nível psicológico pois com a passagem do tempo a mente vai quebrando e ressuscitando, instável como as ondas de um mar levante sempre à espera da maré-vazia.

Mas esta história, a história de uma Hazel Grace e de um Augustus Waters, é muito mais do que uma história sobre doentes terminais, é muito mais do que uma história sobre personagens ficcionais. Não, esta história é sobre o poder do homem em todo o seu esplendor a retractar paixão e as suas relações e, é também, sobre a força das ambições, do tão contraditório livre arbítrio, quando o nosso relógio se move para perto da última badalada. Na verdade esta história ensina, relembrando conceitos de que muitas vezes nos esquecemos.

É um livro com muitas curiosidades - recordando factos históricos e rico a pormenores sobre os mais variados temas - que certamente vos irão fazer reflectir enquanto folhearem esta guerra, de batalhas constantes, sem heróis, sem fantasia, apenas com jovens bravos que conquistaram corações e uma jovem e linda donzela que voz sangrará, singularmente, a alma.

John Green é transcendente, magistral na sua arte.
A excelência como utiliza a sua escrita, para fazer colidir factos com a ficção, é maravilhosa e facilmente vos fascinará, deslumbrará, página após página tocada de humor, ironia, sarcasmo, tocada de uma natureza crua, dura e audaz enquanto levanta questões tremendamente susceptíveis.
Não há como não nos deixarmos absorver intimamente pelas suas palavras, não há como não crescer, por pouco que seja, enquanto a sua narrativa se desenvolve e, de alguma forma, vos amadurece, vos faz perceber que ainda têm tanto para aprender. Esta é, para mim, uma das mensagens latentes que este autor dignifica, de uma forma que muito poucos o conseguem e atenção, não o faz especificamente através das suas personagens, mas dos seus valores, dos seus preceitos que caíram no vosso esquecimento.
Creio que uma das maiores qualidades de Green é a sua assertividade. Pois raras são as suas frases que não se encontram impregnadas de significado, que não estão destinadas a tocar-vos intimamente num recando escondido e profundo da vossa humanidade e sei, com toda a certeza, que qualquer um de vós o sentirá.

Para mim é, foi, tão difícil falar-vos de A Culpa é das Estrelas.
Sinto uma necessidade imensa de vos transmitir uma grande parte dos meus sentimentos, e estou impotente, não consigo. Não consigo expressar-vos o quão impressionada, comovida, sensibilizada fiquei em muitos dos momentos que presenciei e, acreditem em mim, por muitas palavras que eu vos possa expor sobre este livro vou estar sempre ingratamente distante do dom, da competência extraordinária, do admirável John Green que é, sem dúvida, um dos melhores autores de ficção que eu li.

«Parecia que se passara uma eternidade, como se tivéssemos tido um breve mas ainda assim infinito para sempre. Algumas infinidades são maiores do que outras.» - (Pensamentos de Hazel Grace, página 190.)

Uma extraordinária aposta ASA, da colecção Livros com Sentido, que uma vez mais superou tudo o que eu poderia imaginar quando resolvi iniciar uma história. Sugiro a todos os leitores e aos não leitores. Simplesmente leiam.



À Procura de Alaska (Opinião)

Título: A Culpa é das Estrelas
Autor: John Green
Género: Romance
Editora: ASA – Livros com Sentido

Perspicaz. Arrojado. Irreverente. Cru. 
A Culpa é das Estrelas é a obra mais ambiciosa e comovente que o premiado autor John Green nos apresentou até hoje, explorando de maneira brilhante a aventura divertida, empolgante e trágica que é estar-se vivo e apaixonado.

Título: A Culpa é das Estrelas
Autor: John Green
N.º Páginas: 256
PVP: 15,90 €
ISBN: 9789892320946

Sinopse:
Apesar do milagre da medicina que fez diminuir o tumor que a atacara há alguns anos, Hazel nunca tinha conhecido outra situação que não a de doente terminal, sendo o capítulo final da sua vida parte integrante do seu diagnóstico. Mas com a chegada repentina ao Grupo de Apoio dos Miúdos com Cancro de uma atraente reviravolta de seu nome Augustus Waters, a história de Hazel vê-se agora prestes a ser completamente rescrita.

«Muito perto da genialidade. Devastador.» - Time Magazine

«John Green não é apenas um autor. É uma vedeta multimédia que se apresenta perante auditórios de mil lugares de fãs aos gritos.» - Los Angeles Times

Do Mesmo Autor
Sobre o autor:
John Green é considerado o principal autor de livros para jovens adultos a nível mundial com traduções em 20 línguas. A Culpa é das Estrelas é o seu quarto romance, cujos direitos da adaptação cinematográfica foram já comprados pela Fox. Aos 35 anos tem um milhão de seguidores no Twitter (@realjohngreen) e assinou 150 mil exemplares da primeira edição deste romance – sobre dois adolescentes com cancro que se apaixonam – que entregou de imediato para o primeiro lugar do top de vendas do The New York Times.

A Culpa das Estrelas é um tributo a Esther Earl que morreu em Agosto de 2010, com 16 anos, após quatro anos a lutar com um cancro na tiróide. Esther (que significa estrela) nasceu a 3 de Agosto de 1994, em Beverly, Massachusetts. Em Dezembro de 2006 foi-lhe diagnosticado um cancro. Quando os tratamentos a impediram de sair do seu quarto criou uma extensa rede de amigos virtuais com os quais trocavam vídeos – Green era um deles. Os pais criaram entretanto uma fundação com o seu nome.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Com o apoio maravilhoso da Editorial Presença terminou mais um passatempo no blogue. 

Para sorteio encontrava-se um exemplar do fantástico livro O Último Lobisomem do autor Glen Duncan.
Uma história repleta de fantasia, violência e lascívia muito apelativa e que promete não deixar nenhum leitor indiferente.
A minha opinião.


Gostaria de agradecer a todos pelas vossas participações. E, se não foi o vencedor/a, não desanime haverá mais oportunidades em breve.

Sem mais demoras, quem receberá este exemplar é:

*76Gizela (…) MotaMoita

Os meus sinceros parabéns ao vencedor/a, espero que disfrute de uma excelente leitura.
Boas leituras a todos. 
terça-feira, 28 de agosto de 2012

Sinopse:
Calla é a fêmea alfa de uma matilha de lobos que mudam de forma. Está destinada a casar com Ren Laroche, o macho alfa da matilha. Juntos, seriam os líderes da matilha e guardariam os lugares sagrados dos Guardiães. Mas depois, Calla salva um belo jovem humano, que conquista o seu coração. Calla começa a questionar tudo - o seu destino, a sua existência, o seu mundo e as ordens que os Guardiães lhe pediram que seguisse. Terá de fazer uma escolha. Mas será que seguirá o seu coração se para isso tiver de perder tudo, incluindo a própria vida?

Sombras da Noite é o género de romance fantástico juvenil que oferece uma nova perspectiva atractiva sobre os míticos lobisomens que sempre fizeram parte do imaginário de todos nós. Direccionado para um público jovem, bem como para todos aqueles apreciam uma narrativa bem construída, este livro proporciona a possibilidade de explorar personagens bem trabalhadas, evidenciando o romance através de um triângulo amoroso, sem colocar que parte todos os pormenores credíveis que farão o leitor acreditar na existência destas criaturas apaixonantes.

Extremamente actual, é num ambiente escolar e reservado, perto de uma área rural, mas elitista, que conhecemos a nossa protagonista Calla. Nascida para ser uma líder, ela é uma fêmea alfa com o destino marcado desde a nascença para um casamento por conveniência com outro alfa, Ren. Muito diferentes, com preceitos embutidos e uma submissa aceitação, vemos crescer entre estas personagens uma ligação extremamente interessante que fará o leitor, tal como o próprio coração de Calla, vacilar perante o aparecimento e introdução de um jovem vulgar neste meio restrito sem que seja conhecedor da surreal realidade que consome Calla, Ren e os seus amigos, sem que saiba que estes são lobisomens.
A chegada de Shay trás consigo o rasto de uma indesejada mudança na história que sempre fez parte da centenária raça de lobisomens. A sua perspicácia e inteligência, aliada a um fascínio pela jovem Calla, serão a força impulsionadora para desenterrar o passado, e o presente, que deveria permanecer intocável acabando por agitar espíritos e esmiuçar a morte de algo que nunca poderá chegar aos pensamentos de um ser humano.

É com um enredo primorosamente trabalhado e verosímil que damos início a esta série que oferece a possibilidade de explorar uma nova vertente de criaturas lupinas, elevando-as para um patamar estranhamente elitista, raramente explorado, quando comparadas com outras espécies. Astutos, fortes e longe de estarem dependentes da lua, as criaturas apresentadas não são, infelizmente, donas do seu próprio destino e é com base nesse conceito que se desenvolve uma história de amor proibida entre dois jovens díspares.
Todas as personagens deste livro atraem pelo simples facto de serem falíveis e, ao mesmo tempo, dotadas de uma prematura maturidade devido à sua educação rigorosa e pouco justa. O teor conferido à forma como a própria espécie se relaciona entre si, entre o amor e ódio, é também ele motivador, sento muito interessante verificar o desenvolvimento de emoções juvenis recalcadas, algo que a autora aproveitou para explorar de vários ângulos.
Pormenores como os Guardiões e a sua interacção com os lobos são fabulosos, permitindo o despertar de uma vertente mais sombria e aterradora que é crescente ao longo de toda a trama, no seu todo, rica em momentos de suspense crescente conforme é obtido mais conhecimento. Quando mais Calla descobre mais sufocante e assustador se torna o seu mundo, o seu porto seguro, aquilo em que sempre acreditou.

Este é o protótipo de narrativa ideal para quem gosta de histórias fantasiosas e românticas que, acima de tudo, se encontram bem idealizadas e conseguidas cuidando recriar uma espécie que necessitada de algo mais para fugir à banalização afirmando-se, claro está, pela originalidade.

Andrea Cremer tem uma escrita muito agradável, simplificada para chegar a diversificados leitores e que proporciona um folhear voraz graças à sua criatividade que mantém permanente a atenção de quem lê.
As suas descrições são breves, repartidas pelo ambiente que pretende transmitir e pelas emoções das suas personagens principais que rapidamente criam empatia, sendo facilmente identificáveis com uma camada mais juvenil e, neste pormenor em particular, é importante afirma que, embora este não seja um livro especificamente direccionado para adultos, também estes conseguiram tirar proveito desta obra pelas suas singularidades e questões obscuras. Sombras da Noite é, isso sim, um livro para todos os que gostam de fantasia.

Pessoalmente, e porque também gosto da vertente mais juvenil do fantástico, gostei bastante do universo urbano recriado pela autora.
Não fiquei particularmente agarrada a uma personagem particular, quer dizer, gostei muito do Ren, mas o quero dizer-vos é que considerei bastante interessante a falta de perfeição, em geral, que me permitiu ir reflectindo sobre as diversas atitudes e acções levadas acabo pelos muito intervenientes ao longo do texto.
Um dos pontos fortes, na minha opinião, é as criaturas alusivas ao maravilhoso abordadas pelo enredo, é certo que não há vampiros, mas por outro lado os espíritos e os íncubos são deliciosos!
A continuação da série é algo que me deixou bastante curiosa porque ficaram muitas questões em aberto, pelo que, resta-me aguardar que a Bertrand continue, em breve, a apostar neste género literário.

Uma aposta da Bertrand Editora que, creio, agradará a todos os adeptos de obras fantásticas, leitura fluída e com uma boa pitada de paixão.

Título: Sombras da Noite
Autora: Andrea Cremer
Género: Fantasia
Editora: Bertrand

Pode a fundação dos Estados Unidos ter-se baseado numa mentira?

Título: A Colónia do Diabo
Autor: James Rollins
N.º Páginas: 496
PVP: 17,70 €
ISBN: 9789722524834

Sinopse:
Nos confins das Montanhas Rochosas, a terrível descoberta de centenas de corpos mumificados desperta a atenção internacional e provoca uma acesa controvérsia. Apesar das dúvidas quanto à origem desses corpos, a comissão local da Herança Nativa Americana reivindica os restos mortais pré-históricos, assim como os estranhos artefactos encontrados na mesma gruta: placas de ouro gravadas com uma escrita desconhecida.
No decorrer de uma manifestação no local da escavação, uma antropóloga tem uma morte horrível e é reduzida a cinzas numa violenta explosão captada pelas câmaras de televisão. Todas as provas apontam para um grupo radical de nativos americanos, do qual faz parte uma jovem militante que consegue escapar com algumas dessas valiosas placas. Perseguida, ela pede ajuda à única pessoa que poderá ajudá-la: o seu tio, Painter Crowe, diretor da Força Sigma. Para ajudar a sobrinha e descobrir a verdade, Painter dá início a uma guerra entre as mais poderosas agências de espionagem do país. Surge contudo uma ameaça ainda maior quando uma assustadora reação em cadeia nas Montanhas Rochosas provoca uma catástrofe geológica que põe em perigo a metade ocidental dos EUA.
Painter Crowe une forças com o comandante Gray Pierce para desvendar os segredos de uma sombria cabala que manipula a história americana desde a fundação das treze colónias. Mas conseguirá Painter descobrir a verdade – e causar a queda de governos – antes que tudo o que lhe é caro seja destruído?

«Emocionante....Rollins fica melhor a cada livro que passa e a sua posição no topo deste género em particular permanece inabalável.» - Publishers Weekly
«Uma aventura de cortar a respiração, cinco estrelas, que deixará os leitores numa vertigem entre as páginas. O único senão deste livro: ter de acabar.» - Romantic Times

Sobre o autor:
James Rollins é autor de perto de quinze thrillers internacionais, todos eles best-sellers do New York Times, e os seus livros estão publicados em mais de quarenta países. A sua série Força Sigma, na qual se insere A Colónia do Diabo, foi considerada «no topo das boas leituras» (New York Times) e uma das «melhores leituras de verão» (revista People). Em cada romance são revelados mundos invisíveis, descobertas científicas e segredos históricos em que a ação tem um ritmo alucinante e a narrativa é inteiramente original.


Isto é tão bom!
Curiosos?
segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Sinopse:
As histórias de terror do tio Montague reúne vários contos ilustrados, todos eles cheios de suspense e com uma única intenção: arrepiar o público mais jovem.
Este livro conta a história de Edgar, um menino que se refugia na casa do tio para ouvir as suas histórias de terror. Para Edgar, os contos são apenas invenções fantásticas do excêntrico tio, mas para Montague, são narrativas que deveriam não apenas assustar o sobrinho, mas ensiná-lo que, quando o assunto é o além, todo o cuidado é pouco. Mas haverá alguma ligação do seu tio a estas histórias sinistras?

As Histórias de Terror do Tio Montague é uma pequena grande obra criada para entreter e encantar graúdos mas, principalmente, para assustar as mentes mais jovens e com imaginários mais susceptíveis.
Com um protagonista curioso, rodeado de um ambiente sombrio e muitos segredos a pairar entre teias de aranha, caberá a cada leitor, através da encantadora narração do Tio Montague, deixar-se levar pelo cativante e fabulado universo das histórias de terror.

Com uma capitulação, maioritariamente, dividida em contos quem lê explora, em conjunto com o céptico Edgar, arrepiantes histórias sobre crianças demasiado traquinas, inconvenientes e indisciplinadas que, mais tarde ou mais cedo, pagaram o preço pela sua impertinencia da forma mais terrível! Todas as histórias são contadas a Edgar à beira da lareira pela voz hipnotizante do seu perturbador Tio, um homem sem idade e sinistro, um verdadeiro enigma, ligeiramente assustador, que reside numa mansão também ela arrepiante e cheia de ruídos estranhos.
Edgar não acredita em fantasmas nem em demónios mas, ao que tudo indica, depois de mais uma visita ao seu Tio a sua opinião poderá nunca mais vir a ser a mesma.

Com algumas lições de moral contidas em cada conto direccionadas para os mais jovens e divertimento leve para adultos, este é o género de leitura onde as bonecas possuídas se movem, as árvores gulosas sussurram e uma sombra nunca é apenas uma sombra.
Em suma, este é um livro curioso e pontuado de pormenores interessantes numa edição muito bela que agradará, creio eu, a todos adeptos de velhas lendas de horror.

Chris Priestley tem uma escrita ligeira, bastante acessível para os mais novos e cuidada para que também um público mais maduro aprecie a sua obra.
As suas personagens são muito simples no que respeita a caracterizações, no entanto sabem despertar a curiosidade de quem lê juntamente com o cenário envolvente, muito bem conseguido e criado para promover o suspense.
Uma boa parte do mérito desta história vai, certamente, para as primorosas ilustrações concebidas por David Roberts que acompanham os momentos chave de cada conto cativando, ainda mais, a imaginação do leitor para o quadro em que se desenvolve a acção.
Este é um livro que, sem ser extraordinário, se encontra produzido com esmero, sendo perfeito para o público infanto-juvenil que procura novas aventuras.

No que me diz respeito encarei esta leitura com descontracção e sem grandes sustos mas, como sou uma adoradora de histórias, adorei o conceito que envolve o enredo e o próprio tio do protagonista como narrador.
Um livro que aconselho vivamente a pais que pretendam motivar jovens adolescentes para a leitura desafiando-os para uma boa fonte de entretenimento perguntando-lhes, por exemplo, se têm coragem de enfrentar estes assombrosos e peculiares contos de terror.

Esta obra é uma aposta Arteplural que fará as delícias dos mais pequenos e atrevidos que se dizem muito corajosos. O Edgar também era….

Título: As Histórias de Terror do Tio Montague
Autor: Chris Priestley
Ilustrador: David Roberts
Género: Infanto-juvenil (Terror)
Editora: Arteplural Edições

Uma comovente história de amor, relações familiares e segundas oportunidades. Um livro que nos desafia a encontrar uma nova profundidade nas diversas fases da vida, na família e em nós mesmos. Da autora de Quando Estiveres Triste, Sonha.

Título: Porto de Abrigo
Autora: Elizabeth Berg
N.º Páginas: 240
PVP: 16,60 €
ISBN: 9789722524841

Sinopse:
A escritora Helen, que enviuvou recentemente, perdeu a inspiração para escrever e começa a depender demasiado da filha de vinte e sete anos, Tessa, e a intrometer-se na vida dela, dando conselhos não solicitados e mal recebidos. Os problemas de Helen são agravados pela descoberta chocante de que o marido, tão afável e aparentemente fiel, levava, ao que tudo indica, uma vida dupla. O casal tinha poupado meticulosamente para uma reforma feliz, mas esse dinheiro desapareceu em vários levantamentos efetuados pelo marido de Helen antes de morrer. Para se sustentar e lograr alguma da sua tão necessária independência, Helen aceita um trabalho invulgar que acaba por lhe proporcionar muito mais do que esperava.
Depois, o telefonema de um desconhecido coloca-a no caminho de uma descoberta surpreendente, que faz com que mãe e filha reavaliem aquilo que pensavam saber uma da outra, de si próprias e daquilo que forma realmente um lar e uma família.

Sobre a Autora:
Elizabeth Berg foi enfermeira durante dez anos, e o intenso contacto humano inerente à profissão continua a inspirar a sua escrita. É autora de vinte títulos, entre os quais Segredo de Família; Quando Estiveres Trise, Sonha; O Ano dos Prazeres e Falar Antes de Dormir, e presença assídua nas listas de best-sellers do New York Times. Já viu um livro seu escolhido para o clube de livros da Oprah Winfrey, e conquistou o New England Booksellers Award 1997 pelo conjunto da sua obra. Elizabeth Berg está traduzida para várias línguas e é uma das escritoras norte-americanas mais admiradas pelas leitoras atuais.
www.elizabeth-berg.net

Economista e investigador do Banco Mundial, Branko Milanovic aborda, neste livro, de forma simples e acessível, o conceito de desigualdade e todas as suas variantes. Com exemplos e referências muito comuns (Império Romano, Marxismo ou livros como Orgulho e Preconceito ou Anna Karenina) Milanovic constrói capítulos concisos, compostos por vinhetas que podem ser lidas aleatória e independentemente, explicando como devemos e porque devemos pensar a desigualdade.

Título: Ter ou Não Ter
Autora: Branko Milanovic
N.º Páginas: 224
PVP: 16,60 €
ISBN: 9789722524315

Sinopse:
Quem foi a pessoa mais rica do mundo? O local onde nascemos afeta a quantidade de dinheiro que teremos ao longo da vida? Como o podemos saber? Por que razão, além de mera curiosidade, interessam estas questões? Em Ter ou Não Ter, Branko Milanovic, um dos especialistas mundiais em questões centradas na riqueza, pobreza e no fosso que as separa, explica estes e outros mistérios acerca do modo como a riqueza está mal distribuída pelo mundo, desde os tempos mais remotos.
Através da História, Literatura e notícias retiradas dos jornais atuais, Milanovic explora uma das maiores divisões nas nossas vidas sociais: a linha que separa aqueles que têm daqueles que não têm.

Sobre o autor:
Branko Milanovic é economista principal na divisão de investigação do Banco Mundial, em Washington, D.C., e professor na Universidade de Maryland.
Vive em Washington, D.C.


Com o romântico apoio da Quinta Essência é com imenso prazer que dou início a mais um passatempo no blogue.

Para sorteio encontra-se um exemplar do magnífico livro Um Beijo em Havana da autora Michelle Jackson.

Para se habilitar a receber este exemplar basta responder acertadamente às questões abaixo colocadas e ter em atenção as regras de participação.

Descubra as suas respostas: Aqui ou em Quinta Essência

Boas leituras!

Regras de participação:
1. Passatempo válido até 23h59 do dia 7 de Setembro de 2012 (sexta-feira).
2. Só é possível uma participação por pessoa e e-mail.
3. Só serão aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.
4. O vencedor será sorteado aleatoriamente, será posteriormente contacto por e-mail e o resultado será anunciado aqui, no blogue.
5. Todas as participações com questões erradas e/ou que não obedeçam às regras serão automaticamente anuladas.
6. A administração do blogue não se responsabiliza pelo possível extravio no correio de exemplares enviados pela própria e/ou pela editora.
7. Boa Sorte!

domingo, 26 de agosto de 2012

E se umas férias mudassem a sua vida?

Título: Um Beijo em Havana
Autora: Michelle Jackson
N.º Páginas: 404
PVP: 16,90 €
ISBN: 9789897260186

Sinopse:
Emma, Louise e Sophie são irmãs. Talentosas, artísticas e criativas, têm muito em comum, especialmente no que diz respeito a homens. Quando Emma recebe do seu falecido marido pelo correio dois bilhetes para Cuba, fica mais do que surpreendida. Decide levar Sophie, sem perceber que o marido sempre tivera a intenção de a levar com ele. Enquanto as irmãs aproveitam o sol das Caraíbas, Louise reencontra Jack Duggan, o amor do seu passado, o que vai abalar o seu casamento com Donal. Enquanto isso, em Cuba, Emma conhece um sósia de Che Guevara, Felipe, e Sophie conhece Greg, um negociante de arte canadiano. Num cenário paradisíaco de amenas noites tropicais, música cubana e cocktails de rum, as irmãs não fazem ideia de onde um beijo em Havana as vai levar...

«Um romance que explora os temas da rivalidade entre irmãs, as querelas familiares e a descoberta da esperança e da redenção em circunstâncias adversas.» - Chloe’s Chick Lit Reviews

«As descrições de Cuba estão tão habilmente entretecidas neste livro que não só vai sentir que está lá, como irá absorver uma grande quantidade de informações sobre Cuba e o seu modo de vida, enquanto aprecia a história. É uma perfeita leitura de férias, e mesmo que não esteja de férias,vai querer estar depois de o ler.» - Chick Lit’s Club

Sobre a autora:
Durante os anos 80 Michelle frequentou a Escola Nacional de Arte e Design, onde alimentou o seu amor pelas artes visuais, com especialização em estampagem de tecidos. Iniciou a sua carreira como desenhadora de meias no anos oitenta e foi durante muitos anos professora de Arte no ensino secundário. Escrever romances dá-lhe a oportunidade de conjugar o seu amor por viajar com contar histórias. Michelle vive em Howth, junto a Dublin, com o marido e dois filhos.

Saiba mais em: Quinta Essência


Sinopse:
Jacob Marlowe é um lobisomem solitário, o último da sua espécie. Há duzentos anos que vagueia pelo mundo, escravo dos seus apetites ferinos, que o condenam a devorar um humano a cada nova lua cheia. Mesmo sabendo que irá pôr fim a uma lenda com milhares de anos, Jacob pensa no suicídio. No entanto, em breve Jacob descobre uma razão muito mais forte para querer continuar a viver, quando se apaixona por Tallulah, a última lobisomem.

Há livros que são extremamente duros e este é, certamente, um deles. Duro, rude, erótico, psicologicamente forte e, por isso mesmo, fascinante.
O Último Lobisomem é um cocktail perfeito entre a realidade e a ficção para uma camada de leitores adultos que, rapidamente, se deixarão levar por uma personagem transcendente que absorve todas as páginas para si. Através de uma linguagem magistral, contínua, ligeiramente psicótica, mas completamente credível, conhecemos um lobisomem que põe em causa todos os preceitos de humanidade dentro da perspectiva que conhecemos nos dias de hoje.

Quando se vê o mundo através de um monstro, quando se é o único sobrevivente da nossa espécie e quando se perdeu a capacidade de amar há cento e setenta anos, o universo, o Deus e as palavras como compaixão, generosidade, clemência e Homem tornam-se redundantes.
Dizer que se considera o fim como o mais aguardado momento de glória é um exagero, é de facto amplificar uma emoção, mas o que é o fim se não o alívio pleno, o nirvana, para alguém que na sua total existência repleta de exuberância, e com tudo ao seu alcance, nunca encontrou mais do que insatisfação na sua vida de lobisomem, na sua vida de Jake, de Jacob, de homem.

Este livro é uma narrativa repleta de suspense e horror que está longe de ser aconselhada por mim a todo o tipo de leitores mas creio que, seguramente, se embrenhará na mente dos mais ousados, sedentos de boa ficção e com uma ligeira inclinação para a literatura fantástica.
A sua vertente romântica não é sensual nem divertida mas é, definidamente, arrebatadora, lasciva, crua e profundamente extasiante. A sua vertente policial não contém grandes enigmas mas é cruel, fria, sangrenta e criada para conceber impacto, retirando quaisquer lirismos aos velhos heróis. E a sua história, o enredo, não é encantador mas marcante, queimando e rasgando quaisquer fabulas sonhadas para licantropos e, por tudo isto, a personagem que relata em jeito de confissão a sua vil existência é perturbadora, envolvente, apaixonante e, algumas vezes, repugnantemente maravilhosa mas com o dom de transportar o leitor para um submundo alucinante.

Uma leitura que, sem dúvida, será surpreendentemente inesperada e que pasmará diversos leitores pela sua carga emocional forte e psicologicamente distorcida que se evidência pelas inúmeras pontuações reais que dão sentido e credibilidade a este livro imenso que, acredito, vos conquistará.

Glen Duncan é um autor prodigioso que se expressa através de uma escrita cinematograficamente descritiva abordando a acção de forma concisa para que quem lê visualize a totalidade dos acontecimentos, atendendo a pormenores e cuidando reter a máxima atenção nos momentos chave.
É notável o quanto o autor deu de si próprio ao protagonista que, por sua vez, ofereceu a sua alma à história que traduz a sua vida.
Na linguagem adoptada não existe espaço para romanticismos ou dramas mas a verdade é que estes encontram-se predominantemente expostos de forma frígida e desumana singularizando O Último Lobisomem.
Creio que, muitos dos que lerem este livro, encontrarão aqui algo de brilhante e conseguirão confirmar por si próprios uma criatividade magistral que não passará despercebida, destacando-se facilmente, entre as restantes obras literárias deste género.

Quanto a mim adorei este livro que me surpreendeu até ao final pelas muitas reviravoltas repletas de acção que dominam o destino da personagem principal.
Não vou dizer-vos que é uma leitura fácil, não é, e muito menos é uma leitura comercial pois a escrita de Glen rompe todos os parâmetros de banalidade a que estou acostumada na literatura fantástica. Este é, no entanto, um livro que me conseguiu absorver a partir do momento em que me conciliei com linguagem adoptada que visa tornar palpáveis todos os acontecimentos.
Ideal para quem, como eu, também gosta de ver a fantasia enquadrar-se em factos reais e plausíveis e, a partir daí, ver desenvolvida uma história urbana repleta de criaturas fantásticas.  
Fiquei ansiosa para ver o filme que irá estrear em 2014 embora saiba que este não será, nem de perto, nem de longe, tão bom como esta narrativa que me deu imenso prazer folhear.

Esta é uma aposta Editorial Presença, pertencente à colecção Via Láctea, para maiores de 16 anos, definitivamente, pois na minha perspectiva é crucial que este livro não seja dado a leitores imaturos que, de qualquer forma, não conseguirão atingir a sua essência. Também não é um livro que eu sugira a leitores susceptíveis pois aqui a violência e o sexo são tão usuais como o acender de um cigarro, um trago de whisky e uma M14 a roubar uma vida.

Autor: Glen Duncan
Género: Fantasia
Editora: Editorial Presença
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Saiba mais em: Editorial Presença
sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Chegou às minhas Histórias mais uma foto vencedora de um passatempo que decorreu no blogue e, confesso-vos, fico enternecida com estes gestos de atenção para com o meu espaço que me é tão querido.

Desta vez foi a Ivonne Zuzarte que fotografou o seu exemplar do livro Maze Runner – Correr ou Morrer que tem um post-it com a mensagem: "Obrigada =) Histórias de Elphaba. Um Beijinho para os teus leitores e para ti. Obrigada"



Ivonne eu é que agradeço de coração. Pequenos gestos, como este, são uma motivação imensa por todas as horas dedicadas ao blogue!
E agradeço também, em particular, à Editorial Presença por ter apoiado mais este passatempo!

Boas leituras!
quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Sinopse:
Uma batalha entre as forças do bem e do mal está prestes a começar. De um lado Lilith, a vampira mais poderosa do mundo. Do outro, a deusa Morrigan, que tudo fará para a travar com o seu círculo…
Após ter viajado no tempo através do Baile dos Deuses para o antigo reino de Geall, Moira toma o seu lugar como rainha. Ao lado dos seus cinco companheiros, Moira terá que liderar os seus súbditos, na maior batalha alguma vez vista, contra o exército de vampiros de Lilith que tudo fará para destruir Geall. Moira também não esqueceu que os vampiros mataram a sua mãe e esta é a oportunidade de se vingar. Mas há um vampiro a quem confiaria a sua alma: Cian foi transformado em vampiro por Lilith há séculos, mas agora é fiel ao Círculo. Sem hesitação, irá matar outros da sua espécie, ganhando o respeito da rainha. Mas Cian quer mais do que o respeito de Moira, mesmo sabendo que esse amor o deixa vulnerável. Pois como poderá um imortal amar uma mulher que está condenada a morrer – ou pelas mãos de Lilith ou pela maldição do tempo?

O Vale do Silêncio é o tão aguardado final de uma trilogia repleta de fantasia e emoção. É o final de uma história que culmina em fortes laços de amor nascidos do sangue derramando em tempos de guerra, uma guerra onde todos os mundos intervêm, onde todos os homens, Deuses e demónios combaterão pela salvação de todas as espécies.
Continuando a explorar o lado romântico da narrativa nota-se agora, no entanto, um maior cuidado por parte da autora em desenvolver pormenores dedicados à grande batalha que se adivinha, uma batalha que definirá se o mundo ficará rodeado por trevas ou banhado pela luz que já reside no coração dos protagonistas.

Moira e Cian são os últimos protagonistas, de um círculo de seis díspares guerreiros, a serem explorados e, para quem gosta de contrastes, são definitivamente os mais interessantes. Moira sofreu uma evolução imensa ao longo do texto, encontrando-se agora muito diferente da jovem tímida que conhecemos anteriormente como futura rainha de Geall. A sua paixão avassaladora pela sua terra e por um homem que pertence à espécie que assassinou a sua mãe é louvável e neste sentido, penso que, o dever e a honra foram conceitos cuidadosamente trabalhados. Cian, por sua vez, revela-se mais lentamente, estando ainda preso aos séculos que carrega de existência e à dor de não puder integrar-se totalmente com os seus companheiros mas, ainda assim, não deixa de despertar em quem lê a empatia merecida a qualquer coração valoroso, mesmo que este nunca mais volte a bater.
No que diz respeito ao restante leque de intervenientes, todos eles continuam activamente presentes e é gratificante verificar como os seus destinos continuam a desenvolver-se para que o leitor não se esqueça que os seis terão sempre de ser um se ambicionam uma vitória perante a representação de todo o mal, Lilith.

No geral, comparativamente aos dois livros anteriores, creio que posso afirmar que este é melhor livro da Trilogia do Círculo. Das muitas qualidades que podem ser referidas, o desenvolvimento de todos os temas explorados romance, guerra e os valores da humanidadeforam primorosamente expostos, o que confere à narrativa um carácter emocional, proporcionado também pela possibilidade de finitude, muito forte.
Os intervenientes secundários, um pouco ausentes anteriormente, harmonizam convenientemente a história e, também por isso, a autora está novamente de parabéns por oferecer ao leitor a possibilidade de verificar a união que um conflito pode causar até mesmo nos menos crédulos. Sem dúvida que o medo move nações e é uma arma poderosa, hoje e sempre.

Este é um livro que chegará a todos os leitores de fantasia, quer definam as suas leituras pelo género urbano ou épico, mas que de uma forma ou de outra dêem primazia ao romance que é o grande impulsionador dos destemidos intervenientes que conduzem esta história de gentes que exploram os seus limites, de revelações curiosas, inimigos cruéis e com um final enternecedor.

Nora Roberts apresenta o mesmo estilo de escrita dos livros anteriores desta trilogia, simples e acessível, que chega ao leitor com facilidade enriquecendo-o de pormenores.
Penso que fica demarcada a imensa versatilidade com que a autora explora diferentes géneros e questões sendo, no entanto, o romance que a define ao longo de toda a obra.
Apenas suficientemente descritiva, Nora continua a dar prioridade às emoções e aos seus intervenientes, deixando claro que é a força dos sentimentos e o seu valor que define grande parte do que somos o que, confesso, é um conceito muito belo.
Uma autora que prova a sua mestria e que conseguirá deixar saudade e vontade de continuar a ser folheada com a certeza de que nas suas dezenas de livros publicados, muitos são aqueles que têm o merecido valor.

Quando a mim gostei muito deste livro e do seu final.
Adorei Cian e Moira, que já anteriormente me tinham cativado, assim como gostei de rever personagens que anteriormente me marcaram e que finalmente concluíram o seu papel ao longo do enredo.
O livro em si não é extenso e, uma vez que apresenta uma vertente mais épica que implica muitos pormenores, penso que essa é a única falha a apontar. Achei, portanto, que faltou desenvolver algo em relação ao rescaldo da batalha no sentido em que, por exemplo, ficou por explicar o final de alguns intervenientes secundários mas, ainda assim, o efeito geral foi muito bem conseguido e o entretenimento pleno.
Vou, sem dúvida, querer ler algo mais desta autora, dentro do género fantástico ou policial.


Este livro é uma aposta Edições Chá das Cinco, pertencente ao Grupo Saída de Emergência, que precede os títulos A Cruz de Morrigan e O Baile dos Deuses, uma trilogia que eu sugiro aos adeptos de romance fantástico que adorarão descobrir como se silenciam os corações que assistiram a uma grande batalha movida pelos Deuses.

Trilogia do Círculo



A Cruz de Morrigan (Opinião)
O Baile dos Deuses (Opinião)


Título: O Vale do Silêncio
Autora: Nora Roberts
Género: Romance; Fantasia
Editora: Edições Chá das Cinco – Grupo Saída de Emergência

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