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Adoradora de literatura em geral.
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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Sinopse:
Benson Fisher pensou que uma bolsa para frequentar a Academia Maxfield seria o seu passaporte para uma vida com futuro. Estava enganado. Agora, vive num colégio cercado por uma vedação de arame farpado. Um colégio onde câmaras de vigilância monitorizam todos os seus movimentos. Onde não há adultos. Onde os alunos se dividiram em grupos para sobreviver. Onde a punição por violar as regras é a morte.
Mas, quando descobre, por acidente, o verdadeiro segredo do colégio, Benson percebe que cumprir as regras poderá trazer-lhe um destino pior que a morte, e que a fuga – a sua única esperança de sobrevivência – talvez seja uma missão impossível.

Após um impressionante crescimento relativamente à publicação de literatura fantástica, é cada vez mais recorrente o leitor deparar-se com novidades ligeiramente distópicas, de cenários extremos, repletas de possibilidades reais num futuro distante.


A nova aposta da editora Planeta Manuscrito, A Floresta Mecânica – Os Variantes, é uma das mais recentes opções para os adeptos deste tipo páginas, páginas onde acompanhamos personagens jovens que vêem, precocemente, ser-lhes retirados direitos, dados como garantidos nos nossos dias. São páginas impregnadas de conceitos sociais distorcidos, regimes totalitários obtusos e tecnologias de ponta que despertam invariavelmente um misto de fascínio e horror. A verdade inegável, a conquista de fãs por parte deste género de pseudo-realidade é irrefutável e não pára de aumentar devido ao seu ritmo e intensidade, com que impulsiona uma leitura particularmente viciante, característica destas histórias que exploram os limites do ser humano. Este livro não é excepção.

O nosso protagonista, Benson Fisher, vê sem aviso prévio a sua candidatura a um colégio privado transformar-se no pesadelo inimaginável. O que era um passaporte para o futuro, para a liberdade – depois de muitos anos de criado por famílias de acolhimento que o fizeram sentir-se inadaptado e carente de afecto –, revela-se a final um encarceramento de 24 sob 24 horas numa escola onde os adultos são substituídos por câmaras de vigilância, microfones e uma pequena sociedade dividida em três facções de hormonas explosivas (grupos juvenis) e capazes de matar para se manter vivas. É arrepiante.

Trabalhando cuidadosamente esta premissa que é simples mas que explora primorosamente o lado psicológico de adolescentes em desenvolvimento, o autor apresenta-nos um cenário actual e, regra geral, credível onde vemos esmiuçadas as mentes de intervenientes em tenra idade e sem família. O clima criado permite uma contraditória ilusão de que algo positivo pode advir no futuro, na mesma medida em que lhes é retirada toda a esperança, sufocando-os, martirizando-os, encarregando-os de trabalhos esforçados, num meio totalmente opressivo e hostil, onde forçosamente têm de se entrosar para conseguirem sobreviver.

Este género de enredo é, como citei anteriormente, muito apelativo e consegue de facto prender, automaticamente e totalmente, aos desenvolvimentos que têm como fim a fuga daqueles por quem vamos criando empatia.
Não existindo nada de extraordinário é, no entanto, latente o trabalho elaborado para conferir pormenores a esta trama que se vai adensando através do decorrer de dias difíceis, comoventes e desoladores
A própria existência é incerta neste livro e essa será, possivelmente, uma das chaves para o sucesso desta história que deixará muitos leitores a ansiar pela sua continuação. Que deixará muito leitores de distopias desejosos de saber o que se estende para lá da incerteza das tensas paredes da Academia Maxfield.

Robison Wells tem talento e criatividade, tendo conseguido de forma prodigiosa elevar o interesse sobre a sua narrativa. A sua escrita simples, crua, tremendamente humana e com a capacidade de alcançar leitores em idades diversas devido à sua aptidão para surpreender e promover o suspense de forma permanente.
As descrições encontram-se bem-conseguidas dando a ver a totalmente o cenário representado, que embora seja bastante limitado, tendo em conta o aprisionamento das personagens, é rico em curiosidades. A nível emocional, existem algumas discrepâncias entre os intervenientes, pois estes tão depressa se apresentam frios e impermeáveis a todo o drama que os rodeia, como sedentos de confiança após verem logradas as expectativas sentimentais, no entanto, todos despertarão, certamente, algo dentro de quem lê.
No geral penso que o maior trunfo desta obra está na sua capacidade de explorar a mente juvenil, evidenciando recônditos traços peculiares e que conseguirão chocar e maravilhar. Sim, esta leitura é um pouco cruel ou não de poderia aproximar do duro conceito de distopia.

Quanto a mim gostei deste livro e irei certamente querer ler a sua continuação. O seu final, totalmente em aberto e expectantes, não devia ser permitido para corações fracos e sensíveis como o meu.
Embora tenha encontrado muitos pontos de interesse e tenha criado laços com algumas personagens, a verdade é que nenhuma delas, nem mesmo o protagonista, conseguiu criar uma ligação realmente forte o que, confesso-vos, considerei estranho atendendo à adrenalina intensa que senti durante toda a narrativa. Tenho, portanto, expectativas com a continuação que promete algo novo e, ainda mais, perturbador.

Esta história é uma aposta da editora Planeta Manuscrito, que investe forte e assertivamente no público juvenil com narrativas bem trabalhadas. Uma realidade que eu sugiro, particularmente, a leitores de fantasia e ficção científica.

Título: A Floresta Mecância – Os Variantes
Autor: Robison Wells
Género: Fantástico

4 comentários :

Ray* disse...

Joana, não li tudo! Ainda tenho de ler o meu e de fazer a opinião, só depois é que venho cá para ler tudo e ver se as nossas opiniões divergem muito, ok??


Beijinho*

Elphaba J. disse...

Claro que sim :) Espero que gostes e que seja uma boa leitura!

Beijinhos*

Ray* disse...

Já acabei e vim cá como prometi!

Já li, já opinei e já agendei o post eheh

Adorei a tua opinião e não, a minha não divergiu muito da tua! Se bem que eu demorei mais de duas semanas para o ler! Chama-lhe bloqueio de leitor, ressaca literária ou o que quiseres! :PP

Foi uma boa leitura, mas foi custosa. Sabes como diz a expressão "tirar nabos da púcara"? Foi mais ou menos isso! Mas adorei o livro, vá-se lá perceber!

beijinho**

Elphaba J. disse...

Acontece Ray, nem sempre conseguimos avançar com uma leitura mesmo que estejamos a gostar e há muitos factores que nos podem influenciar. Isso está a acontecer-me agora, por acaso.

Beijinhos*

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