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Adoradora de literatura em geral.
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quarta-feira, 18 de julho de 2012

Sinopse:
Quando desperta, não sabe onde se encontra. Sabe que o seu nome é Thomas, mas é tudo. Quando aquela caixa metálica para, Thomas percebe então que se encontra num elevador e não tarda a descobrir que chegou a um lugar estranho e que o enche de pânico. Lá fora, uma pequena multidão de adolescentes como ele. Os rapazes puxam-no para fora e as suas vozes saúdam-no numa linguagem que lhe parece estranha. Dizem-lhe que aquele lugar se chama a Clareira e ensinam-lhe o que sabem a respeito daquele mundo. E existe o Labirinto, para além dos muros da Clareira... Mas acontece algo inesperado – a chegada da primeira e única rapariga, Teresa. E ela traz uma mensagem que mudará todas as regras do jogo.


Maze Runner – Correr ou Morrer é uma história alucinante e o seu título faz jus ao risco que se impõe à vida dos seus intervenientes.
O enigma é complexo. As verdades são pequenas, cruas, são peças de um quebra-cabeças que nos acompanha ao longo de todo o enredo ao mesmo tempo que assistimos às parcas descobertas do nosso protagonista que luta para se manter são, que luta para manter sã a vida precária e incoerente devido à falta de informação.
Sabendo apenas o seu nome, Thomas acorda numa pequena sociedade onde apenas existem outros jovens, crianças e adolescentes, do seu sexo. São existências com uma maturidade forçada, que se regem por uma hierarquia básica que visa a sobrevivência e, embora tenham os meios suficientes para subsistirem, os meios suficientes para procurarem a fuga, aparentemente inexistente do Labirinto, tanto para os intervenientes como para o leitor prevalece a sensação, permanente, de que a esperança é a única corda salva-vidas para aqueles que vivem rodeados de ignorância e terror.

Sem que haja o conhecimento de quem controla o espaço existente, esta história tem diversas parecenças com uma distopia atendendo ao desespero e a privações a que estes jovens estão submetidos. Deste modo, o medo é a emoção que prevalece, o medo das respostas, o medo de fazer perguntas, o medo de saber que existe mais para lá dos muros e o medo causado por não se conseguir atribuir algo concreto ao mais que a amnésia roubou a estas vidas. Paralelamente a este sentimento existe também a calma, uma aceitação quase pacifica de uma perfeição simples que permite a continuidade neste cenário, no entanto, os dias passam, algo muda e o presságio do leitor permitirá antever que algo terrível, mais terrível ainda, que está finalmente para acontecer.  

Quanto às personagens Thomas é, efectivamente, quem se destaca. Por ser aquele que descobrimos primeiro e, acima de tudo, por ser ele o impulsionador de todos os outros à diferença naquele que é um ambiente monótono de subsistência. Fica no entanto, e isto numa conotação mais particular, a sensação de ausência por parte de conexão inicial com os personagens algo que se vai alterando com o desenvolvimento do enredo, tal como tudo acima descrito se altera. Tudo menos o medo e a capacidade inata de dar mais um passo para se continuar vivo. É correr ou morrer.

James Dasher é um autor de escrita simples, que cria laços simples, sendo também simples e automática a forma como capta a atenção do leitor e o envolve profundamente ao seu enredo, que tem um ritmo de leitura frenético, acompanhado por uma sede imensa de saber.
Um dos pontos fortes do texto é a capacidade de transmitir a opressão vivenciada pelas personagens, assim como de pressão, que vai aumentado com a passagem do tempo, algo que é brilhantemente passado para quem lê.
As caracterizações, bem como o cenário, são extremamente simplistas, quase estéreis, o que possibilita que qualquer acção, qualquer movimento seja seguido com a máxima atenção neste drama em que a mínima alteração faz a diferença e todas as peças fazem parte de um enigma que se mantém até à última página e para lá desta. Haverá continuação.

Pessoalmente, confesso que este é o género de livro que me prende completamente. Começo a ler e faço-o em todos os momentos possíveis até terminar e começar a roer as unhas enquanto desespero pela chegada do próximo volume.
Quanto à minha apreciação final, penso que esperava um pouco mais, mas tenho a perfeita noção este livro é apenas a introdução a algo muito bom que está para vir. Para já, o autor soube passar na perfeição a noção de irracionalidade que atormenta os personagens, que não é justificada, mas ficou entranhada, profundamente, nestas identidades exploradas e, consequentemente, em mim. Sendo esta a base perfeita para um começo que é repleto de adrenalina num enredo preenchido por emoção, bem conseguido, e com muito por explorar prometendo surpreender.
Como nota final, convido-vos a espreitar o site de James Dashner (aqui), pois está extremamente apelativo e permite levantar ligeiramente o véu sobre tudo aquilo que ainda está para vir.

Esta é uma aposta Editorial Presença para o público jovem adulto mas que, creio, irá satisfazer também uma camada mais madura adepta deste género literário inovador e com a capacidade de despertar o leitor para novas realidades.

Título: Maze Runner – Correr ou Morrer
Autor: James Dashner
Género: Ficção
Editora: Editorial Presença

2 comentários :

Anónimo disse...

Bom dia,

Também tenho este livro por ler lá em casa,

Vasco
htpp://vascoricardo.blog.com

Elphaba J. disse...

Bom dia,
Espero então que goste muito do livro.

Vasco não consigo aceder ao link que deixou disponível.
Boas leituras.

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