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Adoradora de literatura em geral.
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segunda-feira, 9 de julho de 2012
Sinopse:
Na véspera do seu décimo oitavo aniversário, Aaron Corbet é assombrado por um pesadelo. Aaron encontra-se num cenário negro, caótico e violento, envergando uma armadura, no centro de um conflito sangrento.
Consegue ouvir o som das armas a chocarem, os gritos dos que são atingidos e os gemidos dos moribundos, e um outro som que não consegue identificar. Mas, quando olha para cima, percebe, ao ver centenas de guerreiros em armadura a descer do céu em direção ao campo de batalha. É o som de bater de asas. O bater de asas dos anjos.
Órfão desde o nascimento, Aaron descobre, para sua surpresa, que tem poderes sobrenaturais, mas só quando é abordado por dois desconhecidos é que começa a compreender o seu papel como ligação entre anjos e humanos e se vê envolvido numa luta eterna entre o bem e o mal.

Caídos revela uma guerra entre o céu e a terra, uma guerra onde anjos que outrora amaram os homens limpam com o sangue os vestígios da sua passagem roubando, sem piedade, as vidas daqueles que nunca chegarão a saber a sua verdade, a sua verdadeira identidade.

Esta história encontra-se dividida em duas partes distintasNuma primeira fase conhecemos Aaron e vivenciamos intensamente o momento em que este se apercebe das mudanças que ocorrem dentro de si após completar 18 anos, é dado ao leitor a oportunidade de apreender os pormenores a respeito dos seus recentes, e inesperados, poderes e o que está por detrás desses estranhos acontecimentos, que remontam a tempos antigos, ao aparecimento dos Caídos. Na segunda parte, Leviatã, o nosso protagonista de futuro defraudado vai tentar, dentro do possível, encontrar alguma estabilidade na sua nova existência, com tudo o que isso implica, agora que o seu mundo ficou virado de pernas para o ar e a sua adolescência, juventude, não é mais do que que uma miragem esquecida numa nova vida, num novo corpo que ainda está a descobrir.

A premissa do enredo é extremamente interessante e matura ao contrário do que, regra geral, tem sido apresentado neste género de fantasia, o que suscita o interesse logo de início.
As personagens bem trabalhadas são um dos pontos fortes, pormenorizadamente talhadas física e mentalmente, elas conferem à trama uma profundidade que vai sendo revelada com o desenrolar da narrativa. Aaron, como protagonista, é fantástico nas suas acções plausíveis e justificáveis, bem como na forma como lida com os problemas que remontam a uma adolescência difícil e a que agora se juntam as dificuldades da idade adulta diferente. Os seres angélicos são magnetizantes, muito longe da iluminação celestial, eles encontram-se enquadrados na actualidade evidenciando a sua permanente cedência ao pecado e os seus vícios humanos, que são cativantes. São seres que gostei de forma muito particular.

De um modo geral penso que esta é uma leitura que chegará não só uma camada mais juvenil, como também a público adulto que pretende encontrar uma maior seriedade no fantástico mas que, ainda assim, procura uma história mais simples, mais urbana. Boas lutas, boas personagens e um bom enredo transportam os anjos do patamar romantizado para uma perversidade palpável, cativante, muito distante do amor apregoado nos céus.

Thomas E. Sniegoski revela uma imaginação surpreendente através da sua escrita acessível e fluida que prende até ao último momento do seu texto.
Assertivo nas caracterizações, o autor soube criar empatia imediata com as suas personagens e, de Gabriel a Aaron, passando por Cameal, todas elas têm algo peculiar e complexo que vale apena descobrir. Os pormenores conferidos, às diferentes raças e perspectivas de vida, são inesperados e, talvez por isso, ainda mais curiosos para quem lê.
Também as sensações são um factor chave e o medo é, sem dúvida, aquele se agarra mais facilmente à pele do leitor logo a partir das primeiras páginas. Existe a noção constante de que algo de mau está a acontecer, algo muito mau, mas conforme é tomada a noção da dimensão dessa maldade, sempre crescente, a sensação vai se aguçando até ao final que deixa a ansiedade por continuar a folhear um pouco mais. Haverá continuação.

Pessoalmente, sendo a fantasia um dos meus género literários eleitos, gostei bastante deste livro. Confesso teria mudado um ou outro pormenor no final, na última batalha que considerei bastante audaz, mas nada retira o mérito a este enredo maravilhoso e aos seus intervenientes, atraentes, que me enquadraram totalmente na história conferindo-lhe total credibilidade.
Eu sou uma leitora de pormenores e estes superaram as minhas espectativas, questões como os poderes dos Nephilim, a sensibilidade das crianças especiais ou mesmo o Gabriel deixaram-me rendida a tudo o resto que, como citei anteriormente, demonstra maturidade através de uma crueldade tão negra quando bela.
Em suma, este foi para mim um livro agradável e viciante que me ofereceu uma nova perspectiva sobre anjos e, embora tenha um enredo ligeiramente complexo com diversos pontos-chave, não descurou, em momento algum, o entretenimento.

Esta obra é uma aposta ASA da já conhecida colecção de fantástico 1001 Mundos. Uma leitura que eu sugiro, obviamente, aos fãs de fantasia de diversas idades e que pretendem passar um bom momento entre páginas. 

Título: Caídos
Autor: Thomas E. Sniegoski
Género: Fantasia
Editora: ASA – Colecção 1001 Mundos

2 comentários :

Sufocada disse...

Basicamente concordo com a tua opinião, de fio a pavio.
A única coisa que me deixou mais reticente na altura foi a forma pouco usual como o livro foi apresentado.
Mas de resto, gostei muita da opinião :D

Elphaba J. disse...

Obrigada Sofocada! :)
Sinceramente foi uma opinião bastante difícil porque o livro é muito intenso e a tendência para revelar pormenores é imensa, por isso deixa a sensação que fica muito por dizer.
O teu feedback deixa-me bastante contente!

Boas leituras :)

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