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A Elphaba...

Adoradora de literatura em geral.
Viciada em literatura fantástica e romântica.
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quarta-feira, 27 de junho de 2012

Sinopse:
A misteriosa Morgaine é meia-irmã de Artur e grã-sacerdotisa da brumosa Avalon, terra encantada onde o verdadeiro conhecimento é preservado para os vindouros. Para Morgaine existe um objetivo fundamental: afastar a Bretanha da nova religião que vê a mulher como portadora do pecado original. A bela rainha Gwenhwyfar jurou fidelidade ao rei Artur, o Rei Supremo, mas não consegue esquecer a paixão que sente por Lancelot, exímio cavaleiro e melhor amigo de Artur. Quando o seu dever de concebe um herdeiro para o trono falha, Gwenhwyfar convence-se de que é vítima de um castigo divino e entrega-se de corpo e alma à religião de Cristo. As hostilidades aumentam inevitavelmente entre ambas as mulheres que detém o poder em Avalon e Camelot. Conseguirá Artur conciliar dois mundos antagonistas sob os estandartes reais e resistir aos Saxões? Se Morgaine tudo fará para proteger a sua herança matriarcal e desafiar a nova religião que cresce, já Gwenhwyfar não hesitará em persuadir Artur a trair os seus juramentos…

A Rainha Suprema trás consigo os sussurros de um casamento que poderá alterar os bem-aventurados ventos de Camelot.
Enquanto em Avalon a Senhora decai com o peso da idade e das responsabilidades, na corte uma beleza incomparável confere instabilidade aos que juntos juraram unir a Bretanha, sob o olhar desatento e fatigado da vida que outrora prometeu prosperidade para a magia.
Tudo está em aberto e o destino, garantido no passado, ameaça quebrar o laço que mantinha um objectivo comum entre todos os povos.

Com a sombra de mudança a pairar sobre um reino em guerra constante e repleto de viragens, esta é uma obra que prima pela alteração do espírito de personagens anteriormente muito fortes e a ascensão de outras chegadas de onde menos se espera.
Gwenhwyfar, a rainha suprema, é uma das protagonistas neste segundo volume que surpreenderá o leitor constantemente tanto para o bem, como para o mal. Ao longo do livro, ela sofre uma evolução imensa, cadenciada pela passagem do tempo, no entanto, e embora por vezes seja retorcida, é a sua capacidade de amar e vontade de alcançar paz para o reino, de que agora faz parte, que cativa e nos prende a esta mulher direccionada para a religião e que semeia em si um ódio profundo a uma sacerdotisa, ao paganismo.
Morgaine, a meia-irmã de Arthur, e logo nas primeiras páginas mãe de seu filho, continua a encantar o leitor. Ela é uma força da natureza sozinha, perdida, estagnada e agora entorpecida pelo peso das desilusões. Mas as previsões fazem-se adivinhar e chegará, a seu tempo, o momento impor a sua voz caso sejam quebradas promessas profundas, alicerces que nem a magia, sozinha, consegue sustentar.
Embora os intervenientes masculinos estejam presentes, e a eles lhes caiba dar a cara pelas decisões do reino, a influência da mulher ao longo do enredo é uma vez mais destacada. O seu poder, a sua força e preponderância são incontornáveis e apaixonantes.
Os conflitos entre os novos cristãos e Avalon são cada vez mais evidentes e cada uma das facções vai demarcando o seu espaço colocando em extremos opostos aqueles que sempre se amaram, as fragilidades são denotadas e podem fazer cair poderes antigos. Um passo em falso pode fazer a diferença entre a vitória e a derrota num futuro que se atreve a espreitar diferente do predestinado.

Marion Zimmer Bradley é magistral na sua arte. Existe muito pouco que se possa dizer de uma autora que marcou de forma tão profunda a literatura fantástica, continuando a fazê-lo geração após geração.
A sua capacidade de nos fazer mergulhar neste mundo de homens duros, mulheres sábias e cortes repletas de intrigas consegue surpreender totalmente, com um esmero que revela a totalidade do seu talento.
Da criação de cenários, à descrição profunda de personalidades, existe na sua escrita algo de encantatório que nos faz acreditar veemente nas palavras expostas permitindo que a mente divague com a magia.
Outra característica inegável é a actualidade do seu texto atendendo ao facto de os seus livros terem sido produzidos nos anos 60, é fácil o leitor reencontrar-se nos intervenientes e aproveitar toda a beleza que as suas sábias frases contêm, mesmo que estas se refiram a tempos que apenas ousamos imaginar.
Sem dúvida uma autora com que muitos encontrarão o prazer da leitura e que, após terminadas As Bruma de Avalon, lhes suscitará uma vontade de descoberta minuciosa.

Pessoalmente é impossível não começar a saborear esta leitura pela capa, é absolutamente magnífica fazendo justiça ao seu recheio que captou a totalidade da minha atenção.
Apreciei, em particular, as alterações sofridas por muitas personagens que no livro anterior me pareciam invencíveis, as suas fragilidades e medos que contrastam e equilibram a astúcia revelada por tantos intervenientes que têm em mãos, secretamente, o futuro de toda a história.
O engenho da autora, para dar vida a este universo fantástico, continua a cativar-me e a sua capacidade para evidenciar extremos, embalando-nos frase a frase, como se de realidade se tratasse, é diferente de tudo o que eu li até a data.
Esta é, sem qualquer dúvida, uma história ambiciosa. Uma história que a mim, como fã da fantasia, me consegue fazer com outros olhos este género literário e que merece um destaque muito especial entre os meus adorados livros.

Livro Anterior
Esta obra é uma aposta de valor inestimável para a Saída de Emergência que, toda a certeza, alcançará uma nova facha etária de leitores através um clássico que lhes ficará preso na memória e que eu sugiro, sem qualquer restrição, aos apreciadores de fantasia.

As Brumas de Avalon:
Volume I, A Senhora da MagiaOpinião

Título: As Brumas de Avalon, Vol. 2 - A Rainha Suprema
Autora: Marion Zimmer Bradley
Género Fantasia
Editora: Saída de Emergência – Colecção Bang!

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