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Adoradora de literatura em geral.
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domingo, 13 de maio de 2012
Sinopse:
As estórias são conhecidas de todos: sapatinhos de cristal, maçãs envenenadas, príncipes encantados e lobos maus; e todos sabem que, no fim, os que mereciam viveram felizes para sempre. Então porque é que isso não aconteceu? Para responder a esta pergunta, Borralheiro, acompanhado por quatro outras figuras do imaginário popular europeu - a imprevisível Capuchinho, o misterioso Aprendiz, a atormentada Vasilisa e o perigoso Burra -, embarca numa inesquecível aventura em O Perraultimato, o primeiro volume da distopia folclórica Felizes Viveram Uma Vez.

Existe algo de profundamente encantatório, quase magnético, quando criaturas rebuscadas do nosso imaginário infantil se envolvem na nossa actual maturidade propondo uma nova noção do medo, do terror, de dores horripilantes e da morte, oh sim, da morte com muito, muito sangue.

O Perraultimato é o primeiro título da colecção Felizes Viveram Uma Vez dedicada às personagens do nosso imaginário pueril sem, no entanto, conter qualquer essência de inocência. Com uma grande diversidade de intervenientes esta narrativa proporciona, após a introdução dos protagonistas, um mistério que se vai adensando cadenciadamente, juntamente com muita acção e uma cota parte de horror que é, especialmente, direccionada para os leitores do maravilhoso.
Filipe Faria reapresenta-se com este livro que, embora não fuja totalmente ao estilo de escrita a que nos habituou, e que tão veemente o representa, consegue ainda assim trazer algo de novo e aprazível ao que por cá se vai produzindo. Ler o que é nacional é sempre um prazer e existe de facto na expressão linguística algo que ultrapassa largamente tradução, algo que vocês facilmente comprovarão ao permitirem-se disfrutar, uma vez mais e inesquecivelmente, do mundo “era uma vez”.

Com uma primeira parte totalmente dedicada à apresentação dos principais intervenientes e das suas histórias singulares o leitor facilmente constata que a felicidade está longe de ser a premissa daqueles que outrora o fizeram sorrir e sonhar com as maravilhas acriançadas.
Muitas lutas acompanhadas de mortes, bem como um mau agoiro permanente, são a carta de apresentação para a eterna Capuchinho, bem como Vasilisa, Burra e Aprendiz que, de formas distintas, irão ver o seu futuro arruinado e as esperanças perdidas deixando um rasto atroz à sua passagem. Borralheiro, o fio-condutor entre estes personagens, é talvez aquela que mais se aproxima daqueles que no passado nos marcaram, embora nem mesmo esse veja a sorte abonar a seu favor. Esta é, sem sombra para constatação, uma teia onde o bem, que luta contra ao mal, apenas paira por detrás de um véu quase opaco mas o final, esse, está muito longe, assim como o último a rir, pelo que nos vai sobrando o principiar de uma demanda que mudará o rumo e o destino das personagens com as quais começámos a criar afeição.


Entre os muitos rostos que vão tecendo traços do passado, os anões continuam a ser sete, as emoções provocadas no leitor são constantemente postas à prova e em mim, como leitora, causaram o devido impacto, o devido aperto, entre o rasto de negrume que se foi espalhando com o folhear. Com a maldade latente as exclamações internas vão efectivamente aflorando e fica a certeza de que mais tarde poderá ser, possivelmente, mais aprazível que mais cedo ficando o desejo de continuar a sentir, e a ler, um pouco mais de todas as personagens.

As descrições são, em minha opinião, uma das mais-valias ao longo das páginas. Considerei-as pormenorizadas sem excessividade prendendo-nos num tempo de acção que unicamente se conjuga no nosso imaginário, no entanto as imagens, excelentes por sinal, que acompanham o texto permitem o retracto das presenças que vagueiam por caminhos sinuosos que nos vamos permitindo, espectralmente, acompanhar.  

Pessoalmente, como alguém que leu dois volumes das crónicas antes de se iniciar realmente naquilo que hoje se considera como uma leitora assídua, senti um satisfação ao reencontrar esta escrita. Não só a temática abordada se encontra bastante criativa como as suas personagens, cenários e escrita me prenderam do princípio ao fim. A minha preferência nos intervenientes fica-se por Borralheiro e Capuchinho, uma escolha ameninada creio, mas que revela a esperança de que o feliz se venha mesmo a concretizar, restando agora a expectativa de que a continuação desta colecção se adivinhe para breve e a vontade de voltar a mergulhar nas crónicas que ficaram suspensas no tempo.

Filipe Faria é sem dúvida um escritor com talento sendo a sua escrita muito rica, quase lírica, contradizendo o enredo que nos apresenta. O ritmo de leitura é muito próprio, como aliás tudo o resto que nos é exposto, o que evidencia a personalidade por detrás das palavras que nos vão escoltando nas imaginativas histórias de desencantar.
Em suma, um livro incomum onde com a ausência de benevolência esta adquire um novo valor.

Este primeiro volume é uma boa aposta Editorial Presença, que dá início a Felizes Viveram Uma Vez, que sugiro aos leitores de fantástico assim como aos meros curiosos do género que ainda recordam a sua infância, com a certeza de que este reencontro será uma agradável surpresa e conciliação com o presente de que agora fazem parte. Gostei.

Título: O Perraultimato
Autor: Filipe Faria
Género: Fantástico
Editora: Editorial Presença

5 comentários :

Vitor Frazão disse...

Concordas que o melhor ainda está para vir?

Elphaba J. disse...

Plenamente Victor. Este é um volume introdutório e, nesse sentido, está bem conseguido conseguindo dar ao leitor uma visão do que poderá encontrar com a continuação.
Citando-me:
"... o principiar de uma demanda que mudará o rumo e o destino das personagens com as quais começámos a criar afeição."

Anónimo disse...

Alguém sabe quantos livros fazem parte desta saga?
Boas leituras

Elphaba J. disse...

Por agora ainda não seu Anónimo, mas se vier a ter essa informação divulgo aqui.
Boas leituras.

Elphaba J. disse...

*não sei

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