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A Elphaba...

Adoradora de literatura em geral.
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domingo, 11 de março de 2012
Sinopse:
Neste segundo volume do livro A Passagem, a humanidade vive uma era de trevas em que a sobrevivência dita as leis, não só em função dos ataques dos mutantes virais, mas em relação a quase tudo que tem ser recuperado, adquirido e reinventado. Passaram entretanto noventa anos sobre a catástrofe e a Vagante, como muitos lhe chamam, regressa de uma longa e solitária jornada de décadas. Como numa viagem iniciática, durante essa obscura deriva ganhou forma dentro dela o terrível conhecimento de que ela é a Única que tem o poder de salvar o mundo destruído por aquele pesadelo.

Um século. Quase um século de tempo decorrido, de humanidade perdida e de sonhos desfeitos. Crianças que nunca chegaram a homens, vontades que nunca chegaram a desejos e no fim prevaleceu apenas a ousadia de querer estar vivo.
Estamos noutro tempo, noutra Era, noutro início de luta que busca novamente um fim, sem fome e sem medo, um começo.

O segundo volume de A Passagem narra-nos a procura de respostas e o início de uma nova batalha. Com o desenvolvimento de um núcleo restrito de personagens e o reconhecimento de cenários desbravados pela guerra inglória contra o vírus, sentimo-nos agora familiarizados com o passado e, ao mesmo tempo, como crianças temerosas e curiosas em relação ao futuro, demasiado incerto, que se esconde por detrás da incógnita Rapariga de Nenhures, Amy.
Justin Cornin mantém o mesmo estilo de escrita do primeiro livro, com descrições assertivas atendendo à trama complexo que apresenta. Uma vez que nos encontramos mais próximos dos personagens o ritmo de leitura torna-se célere e, após terminado o livro, o desejo de continuidade é imenso.

A acção começa agora a partir da Primeira Colónia, onde o dia-a-dia, a reprodução, a alimentação e a protecção constituem as únicas preocupações de um conjuntos de seres humanos que são, aparentemente, os únicos sobreviventes após o massacre que assolou o nosso planeta. Mas uma mensagem povoa os sonhos de alguns e seja pela clausura, ou pela saturação, a sanidade destes encontra-se por um fio.

Levada por instintos, Amy chegou à Colónia ferida e deixando um rasto de morte por onde passa, despertando a ira de todos aqueles que sempre procuraram sobreviver em paz. Ela é um mito, um segredo por desbravar e levará um grupo peculiar de jovens em buca de respostas a uma mensagem que não sabia trazer consigo.
Michael, Sara, Peter e Alicia são apenas alguns dos membros do grupo fugirá do oásis que se tornou um pesadelo e juntos irão ver no que se transformou o nosso mundo, oferecendo-nos um pouco do que poderíamos ter sido, do que ainda pudemos ser.

Na minha opinião pessoal este segundo livro apresenta-se ainda melhor que o anterior, essencialmente pelas respostas e alento que oferece, mas também pelos momentos de terror que continuamente vivenciamos e pelas personagens com as quais criamos proximidade.

Uma das grandes vantagens de ler trilogias e séries é o reencontro de personagens que julgávamos perdidas, assim como a ausência provocada pela perda de intervenientes ao qual nos afeiçoamos e neste ponto em particular o autor está de parabéns.

O medo é uma das sensações que se intensifica, o medo do escuro e dos virais, ambiguamente com a sensação de esperança, de que nem tudo estará perdido enquanto existir vida, algo que é evidenciado com a gravidez de Mausami, por exemplo.

O facto de começarmos a compreender, de alguma forma, aqueles que foram contaminados, Os Muitos, é também uma mais-valia. Apercebemo-nos que não estamos a lidar apenas com seres esfomeados e desprovidos de inteligência, e que a sua simples eliminação encontra-se longe de ser resposta para findar experiencia científica levada acabo pelos Estados Unidos cem anos antes. 

Não vos minto, com as poucas respostas que amealhamos e os passos que acompanhamos das diversas personagens, no final de A Passagem as emoções encontram-se apenas no começo e a saudade e vontade de continuar a ler é soberba, mas os momentos de puro horror, as ínfimas glórias, as visões deste novo mundo e os intervenientes compensam, de todas as formas a espera, eu fiquei fã desta história.

Justin Cornin é, sem sombra de dúvida, tutor de uma grande imaginação que complementa com a sua escrita perspicaz. O autor soube transformar um universo tremendamente complexo numa leitura simples e aprazível oferecendo muitas horas de entretenimento e isso é fantástico.

Uma excelente aposta com o carimbo da Editorial Presença, que penso que irá agradar aos iniciantes da ficção científica como eu, bem como a todos aqueles que gostam de literatura fantástica consistente e que nos abre as portas para um novo mundo dentro do que já conhecemos através de um desastre apocalíptico. Recomendo.




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Título: A Passagem, Volume II
Autor: Justin Cornin
Género: Ficção Científica
Editora: Editorial Presença

1 comentários :

Uilian disse...

Quando chega ao Brasil o volume 2 ?? já tem previsão ?

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